No livro “The Dark Net: Inside the Digital Underworld”, Jamie Bartlett explora diversas subculturas digitais — grupos que se formaram online com ideias e comportamentos muito fora do “normal” social. Algumas são sombrias, outras libertárias, todas vivem nos cantos obscuros da internet. Aqui estão as principais que ele detalha:
1. Hackers e Hacktivistas Quem são: Especialistas em invadir sistemas, muitos com motivações políticas (tipo o Anonymous). Objetivo: Desafiar governos, empresas e revelar verdades escondidas. Mensagem: Liberdade de informação a qualquer custo. Exemplo citado: LulzSec, grupo que invadiu sites só “pelo lulz” (pra zoar). 2. Criptoanarquistas Quem são: Defensores da liberdade total, usando criptografia e Bitcoin pra fugir do sistema. Objetivo: Viver livre de controle governamental, fora do radar. Filosofia: “O Estado não tem lugar na economia individual.” Ferramentas: Bitcoin, Tor, carteiras frias, mercados descentralizados. 3. Usuários de fóruns de autoflagelo e distúrbios psicológicos Quem são: Pessoas que compartilham experiências com autoagressão, anorexia, depressão etc. Por que existem: Buscam compreensão e pertencimento onde a sociedade rejeita. Risco: Às vezes reforçam comportamentos destrutivos ao invés de curar. 4. Camgirls e Pornografia Alternativa Quem são: Mulheres (e homens) que ganham dinheiro vendendo conteúdo adulto fora dos padrões mainstream. Subcultura: Independência sexual, economia descentralizada, poder sobre o próprio corpo. Curiosidade: Muitos usam criptomoedas para pagamentos diretos e anônimos. 5. Comunidades de pedofilia e pornografia ilegal Atenção: Essas partes do livro são chocantes e servem mais como denúncia. O que o autor faz: Ele denuncia como essas redes operam, a forma como se protegem e o perigo real que representam. Mensagem: A dark web precisa ser compreendida pra ser combatida. 6. Viciados em tecnologia e vício digital Reflexão: Pessoas que já não vivem no “mundo real”, consumindo conteúdos extremos e buscando dopamina infinita online. 7. Cibertranshumanistas Quem são: Pessoas que usam a internet pra evoluir além da condição humana. Crença: A fusão homem-máquina é o próximo passo da humanidade.
Essas subculturas mostram como a internet profunda é mais que ilegalidade — ela é espelho e refúgio de desejos, medos, revoltas e ideias que o mundo da superfície não aceita.