Buscar ser estóico é somente parte do processo, e bastante limitado, porque é um conceito lógico.
O processo em si, é voltar a ser quem se era antes das identificações com o que não se é de fato, ou seja, voltar a si mesmo, e isso é algo muito mais da esfera das sensações do que do intelecto...
É preciso treinar a ausência, a resiliência, para primeiramente suportar a si mesmo, e depois para se satisfazer com coisas mais sutis e com as coisas como elas são.
Os métodos para isso são:
1. Reflexão profunda
Autoavaliação direta, sem recorrer a ações externas ou se distrair.
2. Contemplação
Admirar com presença as coisas grandiosas que acontecem todos os dias, como o nascer e o pôr do sol.
3. Atenção plena
Observar as coisas em geral com presença e significância, e não como apenas mais uma
4. Meditação
Resistir aos impulsos de pensamento, de ação e aos desconfortos, para se manter controle sobre coisas mais basilares, como: uma respiração mais farta, uma postura mais ereta e uma mente mais clara.
Fui simplista, obviamente, el famous errei fui mlk, mas isso é o mal dos humanos que se enriquecem intelectualmente. O conflito interno, a reflexão, o questionamento é inerente ao processo de uma vida questionadora. O auto-contemplar e o mindfullness não és tão simples nessa seara chamada vida.
Pessoas muito intelectualizadas tendem a sofrer mais e serem mais depressivas, pois gerir esse conhecimento se torna mais difícil que ser dominado por ele.
Por isso é tão importante fazer esse processo separar o EU do pensamento, pois enquanto nos fixarmos em qualquer crença ou pensamento, todo o resto vem em cascata... Questionamentos, preocupações, ansiedade, e mais e mais pensamentos.
Eu costumo entender que o EU é uma construção simbólica humana usada para gerar a consciência argumentativa e assim faz para conseguir separar e racionalizar mais facilmente a realidade, mas esse EU sozinho tende a acumular tópicos e definições, se sobrecarregando ou se tornando egocêntrico, e para isso é necessário entender outros EUs:
- O EU observador, aquele pedaço da mente que apenas percebe e filtra, sem se ligar com as definições.
- O EU intuitivo, aquele pedaço que pensa inconscientemente e apenas entrega as respostas.
- E o EU significador, aquele pedaço extremamente sutil que interfere mais diretamente na nossa apreensão de um sentido mais pleno e profundo de vida, mas esse último costuma ser tão sutil que muitas pessoas tendem a tratar como algo externo e distante.
Concordo. No final tudo descamba pro ego e o conflito interno: de quem é, o que faz, por que és tão diferente e sozinho em relação a manada…
É uma luta diária de fato, meu camarada. Grande argumentação sua! Seguimos ao tão sonhado Nirvana!
Eu gosto de dividir egoísmo de egocentrismo, e altruísmo de "altrocentrismo"... A meu ver o 'ego' e o 'altro' não são problemas, são naturais e misturados, os problemas são a fixação e centralização neles.
Existe um conflito entre Ayn Rand e Comte, nesses primeiros termos, mas acho inconstrutivo.
E sobre Nirvana, eu não noção sobre isso, então não levo em conta... Apenas tendo a ser mais empírico, testo e verifico kk
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