Sinceramente, tirando todo fator emocional, um cadáver é um objeto. Uma pessoa já sem vida passa a ser algo sem direitos e etc, na prática é um objeto, a posse dele é da família e ela deveria decidir o que fazer. No entanto nesse caso envolve uma outra pessoa e essa sim viva! O bb que está em seu estado gestacional está vivo e tem todos os seus direitos naturais resguardados, o direto da posse do corpo não pode se sobrepor ao direito da vida do bb.

Agora, quem vai pagar essa conta no final, ai acho q isso é discutível.

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Discussion

A parada é, que não dá para apertar um botão e desligar o lado emocional, isso faz parte do ser humano. É uma questão de ética, não matemática.

Se for levar essa lógica de tratar um cadáver como um objeto sem direito em posse da familia para outro lado, daria para justificar uma familia dar o "objeto" para um necrófilo violar, por exemplo. Mesmo um morto, deve ter o direito de não ter seu corpo violado.

E novamente, o bebê muito provavelmente não irá sobreviver, tem que distorcer muito a lógica e natureza humana para achar isso justificável.

A familia ser obrigada a pagar por isso mesmo sendo contra é algo bizarro, mas nem de onde é o único ponto ou o mais bizarro da história.

Concordo q é uma questão de ética, a vida do bb vale mais que "suas emoções" pelo cadáver. Sempre q se trata da vida de um humano inocente a ética se envolve.

"Muito provavelmente" não é suficiente para justificar um homicídio.

Quanto aos "direitos dos cadáveres" isso é mais uma questão moral, não ética. Nem no PNA nem no cristianismo um cadáver é visto como uma pessoa com direitos, daí vc teria q elaborar esse seu modelo de código moral.

Apesar de discordar, não vou entrar na discussão de ser favorável ou não ao aborto.

Mas fato é, mesmo sem realizar o aborto, o feto não sobrevive sem toda intervenção que está sendo feita, e se o bebê sobreviver já é algo improvável, viver saudável é muito menos.

O hospital e o Estado, claro, não irão prestar nenhuma assistência nesse caso, a familia teria que se virar também.

Fora que, essa decisão foi do hospital, a lei não exige que o bebê e o cadáver sejam mantidos nessa situação, desligar os aparelhos não configuraria aborto.

Para mim, a chance mínima de um amontoado de células incapaz de sobreviver por sí mesmo passar a ser capaz, não justifica tratar um corpo como encubadora humana, causando sofrimento para familia, e muito provavelmente para a o bebê, no mínimo caso de sobrevivência.

A família conseguiria facilmente um dinheiro por uma vakinha se quisesse o beber vivo

O bebê tem só 9 semanas enquanto que o mínimo para ele nascer prematuro com a minima chance de sobrevivencia é mais que o dobro...

Com cerca de 20% de chance de sobrevivencia em 22 semanas (5 meses e 2 semanas) e cerca de 35% de chance em 23 semanas (5 meses e 3 semanas), ou seja, passando cerca de 3 meses na mãe 'morta-viva'.

O que é absurdamente difícil, caro, destroi com o emocional da família e tem muito mais chance de dar errado.