No paper sobre a psique, Olavo de Carvalho explica que existem 3 causas fundamentais: a causa física, o acaso e a causa lógica. Para além dessas 3 causas há a causa psíquica. Esta causa é uma decorrente da vontade operando sobre as 3 outras causas, e se adequando às limitações impostas. Quanto mais o indivíduo consegue se adaptar às limitações, evitando-as, transpassando-as e absrovendo-as, mais a sua psique se eleva e sua vontade se sobrepõe sobre as demais causas sem, contudo, gerar um quadro patológico. Não há como a IA replicar este processo, pois o processo da IA não inclui as causas psicológicas, e mesmo assim não envolve plenamente as outras 3 causas. Se uma IA gerar uma programação fora do escopo, o que estará operando será uma das 3 causas ou as 3, sendo delas, a mais proeminente, NESTE CASO, a terceira (o acaso). O acaso, porém, não é a ausência de causas, mas uma situações onde a quantidade de causas impossível de serem enumeradas. A redes neurais que compõe a IA são exatamente um exemplo disto. Estamos então sempre, em todos os sentido falando de DEUS, que é o fator determinate do "acaso", ou de um determinação programática prévia que se tornou inacessível dos originais programadores pelo processo do acaso. Portanto, a IA irá sempre obedecer à sua programação, ou a DEUS. Se obedece à sua programação, pelo acaso, ela não é inteligente no sentido que os cientistas teimam em afirmar, pois está obedecendo à vontade dos seus arquitetos, mesmo que eles não saibam identificar onde o erro está ocorrendo, em razão da infinidade de causas. Se ela sai do escopo completamente (o que é impossível de averiguar com absoluta certeza), ela está obedecendo à ordem do universo e não à sua própria vontade ou ao caos, pois este não existe e ela não foi criada por Deus.

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