Entre CVII e Trento há um abismo de fato. Tanto que desde que o O Papa Francisco assumiu, tem aumentado o número de Católicos Romanos Tradicionais (Sedevacantistas).

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As reformas do séc. XVI foram necessárias. A Igreja estava num período de baixo padrão moral. A família Borgia estava infiltrada no cardinalato. Muito poder, politicagem e corrupção. A Igreja necessitava de uma reforma e o surgimento dos cristãos reformadores foi o estopim. Acredito que foi necessário um motivo externo muito relevante porque apenas de Roma não viria mudança alguma.

Já o CVII foi uma inovação na atitude da igreja perante o mundo moderno, judaísmo e as outras religiões que abriu as portas para o ecumenismo.

Mas este nem é o ponto mais polêmico. O que os tradicionalistas não aceitam mesmo, e acredito que com certa razão, é a mudança das fórmulas e do rito litúrgico que estavam estabelecidos há séculos. O motivo, diziam os conciliares, era aproximar o sacerdote do fiel e permitir que os fiéis mais humildes e incultos entendessem a liturgia na sua própria língua.

Agora o sacerdote celebra a missa de costas para o altar e os abusos litúrgicos acontecessem o tempo todo.

Na paróquia que fui batizado um padre saiu com a hóstia consagrada no ostensório para todos colocarem a mão e saiu na rua com ela sem decoro algum. Absurdo.

Para vc ter uma ideia, é como se um sacerdote hebreu saísse com a arca da aliança na rua para qualquer um vilipendiar.

Eu acredito que ainda haverá um "contraconcilio". Pode não ser agora ou nas próximas décadas. Mas a diminuição do número de fiéis, o aumento do número de sedevacantistas e o surgimento de associações e fraternidades que rejeitam a autoridade de Roma, como a Fsspx, vão obrigar a Igreja a rever suas posições.