Venezuela: reestruturação do petróleo pode custar mais de US$ 100 bilhões
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O projeto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê a recuperação da indústria petrolífera da Venezuela, representa um desafio bilionário, com estimativas de custo que ultrapassa os US$ 100 bilhões, segundo especialistas do setor energético. A informação é do jornal O Globo.
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A infraestrutura do petróleo venezuelano enfrenta graves problemas depois de anos de corrupção, falta de investimentos, incêndios e furtos. Esses fatores comprometeram a capacidade produtiva do país.
Para retornar ao patamar alcançado nos anos 1970, seria necessário que grandes empresas, como Chevron, Exxon Mobil e ConocoPhillips, aplicassem cerca de US$ 10 bilhões anualmente ao longo de dez anos, conforme avaliação do diretor de política energética latino-americana no Instituto Baker da Universidade Rice, Francisco Monaldi. Ele afirma que "uma recuperação mais rápida exigiria ainda mais investimentos".
Queda da produção e desafios políticos na Venezuelahttps://wainews-homolog.streamlit.app/~/+/#queda-da-producao-e-desafios-politicos

Nicolás Maduro: de ditador da Venezuela durante quase 13 anos a presidiário sob custódia do governo dos Estados Unidos — Nova York, 5/1/2025 | Foto: Adam Gray/Reuters
Atualmente, a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do planeta, mas sua produção caiu para aproximadamente 1 milhão de barris por dia. O número é distante dos quase 4 milhões registrados em 1974. A queda ocorreu nos 12 anos de gestão de Nicolás Maduro, ditador capturado por tropas norte-americanas na madrugada do sábado 3.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou à ABC, neste domingo, 4, que acredita em forte interesse das petrolíferas para explorar o petróleo pesado venezuelano, essencial para refinarias no Golfo.
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, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 303 da Revista Oeste
"Não conversei com empresas petrolíferas dos EUA nos últimos dias, mas estamos bastante certos de que haverá um interesse enorme", disse Rubio. "Acredito que haverá demanda e interesse tremendos por parte da indústria privada, se houver espaço para fazer isso."
Ex-gestor da estatal venezuelana PDVSA, Lino Carrillo avalia que empresas só considerarão investir se houver estabilidade política. "Para que quaisquer empresas petrolíferas levem realmente a sério investir na Venezuela, seria necessário que houvesse um novo Congresso ou Assembleia Nacional", explicou Carrillo. "Não é o que está acontecendo agora. Definitivamente, não."
Precariedade da infraestrutura e papel das multinacionaishttps://wainews-homolog.streamlit.app/~/+/#precariedade-da-infraestrutura-e-papel-das-multinacionais
https://www.youtube.com/watch?v=J7T30SjJcX4
As condições dos portos do país ilustram a precariedade, já que o carregamento de superpetroleiros pode levar até cinco dias, enquanto, há sete anos, esse processo demandava apenas um dia.
Na região do Orinoco, plataformas estão abandonadas, vazamentos permanecem sem controle e equipamentos de perfuração são saqueados e vendidos ilegalmente. A rede de oleodutos também sofre com vazamentos e parte do material já foi vendido como sucata pela própria estatal.
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, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 303 da Revista Oeste
O complexo de refino de Paraguaná, próximo a Caracas, opera de maneira irregular, com falhas constantes que afetam suas unidades de melhoramento, antes consideradas referência na pré-tratamento do petróleo pesado nacional. Algumas dessas instalações foram desativadas, o que prejudicou ainda mais a produção.
No cenário atual, a Chevron mantém-se como principal multinacional no país, responsável por cerca de 25% da produção venezuelana sob licenças especiais, mesmo diante das sanções impostas pelos EUA. Já a Exxon e a ConocoPhillips, consideradas aptas para auxiliar na reconstrução do setor, deixaram a Venezuela depois da nacionalização de seus ativos durante a gestão de Hugo Chávez, nos anos 2000.
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