(7) só assim poderíamos pensar no imaterial. E se é imaterial, ela sobrevive a destruição do corpo.
Ora, como poderia a corrupção da matéria, dos órgãos, interferir naquilo que não se reduz às operações deles? O intelecto é uma parte do homem que está além dos órgãos, ou seja, não poderia ser destruído junto deles por serem partes distintas.
Apesar da alma sobreviver, ela não poderia pensar/imaginar ou sentir alguma coisa, pois os órgãos que permitem essas operações estariam destruídos. Ou seja, é necessário que nossa alma, preservada+
(8) após a morte, ressuscitasse num novo corpo para que então fosse operante. Aristóteles, por não ter o auxílio da fé, não concebia essa parte.
Em outras palavras, se nossa alma não fosse ressuscitada num novo corpo, ela descansaria eternamente. Porém, como Deus é absolutamente+
(9) benigno, não poderia Ele permitir que os justos e injustos compartilhassem do mesmo destino sem prestar contas. Por isso a crença num céu e num inferno é plenamente racional, pois a justiça divina só poderia ser concretizada dessa forma.
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