Não foi.

O pai do protestantismo não crê em santidade.

"Seja pecador e peque fortemente, mas confia e se alegre mais fortemente ainda em Cristo, vencedor do pecado, da morte e do mundo"

https://biosphera21.net.br/CRONOS/1500-1639/EUROPA/ALEMANHA/1521-CARTADELUTEROAMELANCHTHON.pdf

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Mas essa abordagem não é a mais adequada para sermos novamente uma só Igreja e trazer de volta as ovelhas perdidas do rebanho. A maioria dos protestantes não sabe quão terrível Lutero e outros reformadores foram.

Também não uso esta abordagem, embora não há nada errado em dizer uma verdade que não é dita por conveniências sociais.

Creio que não seja por conveniência, a maioria das pessoas não conseguiria entender os motivos do proferimento por não ter noção das barbaridades feitas pelos reformadores. Além disso, os católicos brasileiros são só nominais, nem mesmo podemos dizer que louvam só pelos lábios, nem isso fazem.

Relativo a Carta de Martinho Lutero a Felipe Melanchthon, escrita em 1521

"Pecca fortiter" (**"Peca fortemente"**): Lutero escreve: "Pecca fortiter, sed fortius crede" — "Peca fortemente, mas creia mais fortemente ainda". Essa frase não encoraja o pecado deliberado, mas destaca que a salvação não depende da perfeição humana, e sim da fé confiante na graça de Cristo.

**Confiança na graça de Deus**: Ele reforça a doutrina da justificação pela fé, afirmando que os cristãos devem confiar inteiramente na misericórdia divina, e não em suas próprias obras ou méritos.

**Consolação e incentivo**: A carta também busca consolar Melanchthon, que era conhecido por sua timidez e sensibilidade, encorajando-o a não se deixar dominar pelo medo ou pela dúvida.

**Exortação à ousadia cristã**: Lutero pede a Melanchthon que não seja excessivamente cauteloso ou escrupuloso em suas decisões e ações. Ele acredita que a verdade do Evangelho justifica uma postura mais firme, mesmo diante de incertezas.

## Contexto Teológico

Lutero combate a **teologia católica medieval**, que ensinava que a salvação era fruto da cooperação entre graça e méritos humanos.

Ele afirma: **nossa justiça vem de fora de nós (justiça imputada de Cristo)**, não de dentro de nós (méritos ou boas obras).

Então, **mesmo ao pecar**, o cristão não deve fugir de Deus ou cair em desespero, mas **correr ainda mais para os braços de Cristo.**

## Aplicação para Melanchthon

Melanchthon sofria com **escrúpulos morais** e **medo de errar** teologicamente.

Lutero, ao dizer "pecca fortiter", estava dizendo:

>"Não fique paralisado pelo medo de errar. Faça o melhor que puder na fé, sabendo que Deus já te aceitou por meio de Cristo. Mesmo que erre, Ele é maior que seu erro."

## Conclusão

"pecca fortiter" não é

**Não** é uma licença para pecar deliberadamente.

É um **grito de liberdade** para o cristão agir com confiança, mesmo reconhecendo sua falibilidade, pois a **graça de Cristo é suficiente.**