curioso se vc pode dar exemplos das suas idiosincrassias e da super-abstração.
Discussion
Um cara queria me contratar para fazer um sistema que iria buscar em um banco NoSQL informações específicas e mostrar em tabelas. (Estou reduzindo aqui o problema). Quando fui ver o código em React que ele estava trabalhando, ele estava criando um sistema de grid ultra inteligente que se ajustaria as grids automaticamente com base na coleção, nun nível extremamente abstrato, apenas porque ele achava que era elegante essa solução. Eu recusei. Sinceramente não fazia sentido pra mim ter que absorver um código cujo nível de abstração era muito grande e receber um valor que eu ganharia o mesmo tanto pra fazer um crud. Essas coisas eu não gosto. Essa TARA por clean code é outra coisa que me irrita profundamente porque todo tech lead tem suas próprias ideias do que é clean code. Esse divinização do Scrum. Coisas que parece ser de quem não tem o que fazer.
O sujeito vai fazer uma porcaria de uma página e quer componentizar no nível do label. Bicho acho isso extravagância.
talvez ele tenha requisitos e motivos pra deixar o codigo extensivel e claro, mas não é seu problema pq vc não é pago pra aprender/seguir todo o processo dele. E há traumas com códigos macarronicos e empolgação com aulas de eng software que levam as pessoas ao exagero.
Mas meu colega prof de eng sw diria que antes de fazer tudo abstrato, extensivel, manutenivel, lindo, deve-se pensar se é plausivel que o projeto crescerá nessas direções. Outro segredo é não ter preguiça de jogar todo o 'simples' fora se realmente a necessidade de algo mais abstrato aparecer. Até porque, com um minimo de modularização, o 'simples' será pequeno. Preguiça de refatorar e medo de bug em codigo que funcionava antes, não querer 'desfazer uma linha do que esta feito', é outro problema.
O que se aprende com experiência é que ninguém quer mexer em código feito por outras pessoas. Para projetos desses mais vale ser tudo modular em peças bem pequenas que dê para o próximo engenheiro escrever de raíz sem ter que reescrever a plataforma toda.
Quanto à preguiça na universidade, faz lembrar o meu irmão mais novo. Mesmo sem gpt ele conseguiu chegar ao segundo ano de engenharia de software sem saber programar. Ele e tantos outros só copiavam código sem sequer saber o escreviam.
Curiosamente quem gosta disto passa todo o tempo livre a programar e publicar código pela net. Esse é o meu filtro hoje em dia para avaliar se têm talento.