É muito ridículo ter distinção de pena para crimes cometidos contra uma categoria de pessoas. Matar um policial é diferente de matar uma pessoa qualquer? Não faz sentido nenhum isso, a pena deveria ser alta e igual para todos.

https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/projeto-que-pede-aumento-de-pena-em-crimes-contra-policiais-avanca

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Verdade. Mas você acha isso preocupante de alguma forma?

Se nós não tivermos intenção de sair matando pessoas, então tanto faz.

Agora se essa lei também abranger mortes culposas (sem intenção de matar), aí é ruim. Imagine sem querer atropelar e matar um policial que está correndo à pé atrás de um bandido e atravessou a rua repentinamente...

Se me permite, acho que você está errado Nardo. Criar privilégios é deletério para a sociedade. Se a lei não vale para todos ela não é justa. Uma lei injusta sempre degenera contra as pessoas. Vide a lei do feminicídio, eu não preciso ter a intenção de matar uma mulher para ser contra.

Entendo teu ponto de vista.

Acho que eu só quis dizer que homicídios sempre acontecerão e quem quer matar mesmo está pouco ligando para força da penalidade seja lá para que grupo de pessoas a vítima se aplicar.

Se isso não preocupa nem o homicida, não vai preocupar pessoas pacíficas.

Posicionar-se contra ou a favor é direito de qualquer, para mim é passar só uma alteração do direito penal que as pessoas realmente decididas a matar vão cagar e andar pra ela.

Agora definir uma lei que envolva a morte como privilegiante parece meio engraçado. Não estamos falando de vidas que valem mais que outras ou de privilégios, afinal quem quer ter o privilégio de ter a morte mais grave que a de outras pessoas?Para mim privilégio é continuar vivendo e não que minha morte tenha uma penalização maior, tomara eu nunca seja assassinado!

Sobre justiça também há subjetividade. Sem contar as classes privilegiadas você vai encontrar pessoas que não pertencem a essas classes apoiando leis como essas com a ideia de que são justas. Mulheres e policiais são grupos que geram mais discordâncias, mas, tratando-se de homicídio de bebês, crianças, idosos e pessoas especiais, caso tenham uma lei que os privilegia em suas mortes geralmente ninguém falaria nada e até defenderiam por conta da desproporcionalidade de defesa que eles teriam com o assassino, geralmente, embora uma criança menor possa matar uma maior, uma pessoa mais idosa possa matar outra mais idosa até por envenenamento, por exemplo.

Eu, particularmente, sou a favor de considerar agravantes em decisões judiciais, como morte a traição, desproporcionalidade entre vítimas e assassinos, não dar a vítima nenhuma chance de defesa, requintes de crueldade, essas coisas. Não enxergo esses agravantes na morte da maioria dos policiais, pois a maior parte deles morrem em conflito, não é? Poderiam argumentar o quê, que a artilharia dos policiais é inferior aos dos malfeitores? Que o bandido é mais rápido para sacar?

A questão é: ninguém liga para legislação penal quando comete crimes, até mesmo se houvesse pena de morte, que, ao meu ver deveria ser a pena para homicídio, seria inútil em efetividade, ainda haveria homicídios do mesmo jeito.

E trazendo a questão para matar crianças, idosos ou pessoas especiais? Acha que deveria ter agravante ou deveria ser igual a qualquer adulto?

Essas leis são fruto do corporativismo que sempre esteve presente no congresso brasileiro e que normalmente são aprovadas após algum evento traumático para essas classes, como o exemplo da lei que impediu as saidinhas dos presos e que foi resultado da morte de um policial. No fim do dia, o pagador de imposto que morre com um tiro na cara voltando pra casa fica só como estatística mesmo.