Espere, estamos analisando a moralidade, não a utilidade.
A moral não se define pela utilidade. Ao menos não pra mim. Tanto é que a descrição que eu apresentei é oposta ao utilitarismo.
As coisas sempre se perdem nesses debates.
Primeiro, o objeto do ato: vandalismo/depredação e apropriação de bens públicos.
Segundo, intenção do agente: diminuir a vigilância e a coerção.
Terceiro, circunstâncias: abuso estatal, benefício imediato aos moradores de rua, envolvimento de pessoas vulneráveis, ilegalidade da ação e risco de punições aos envolvidos.
Se ignoramos o objeto do ato, caímos no intencionalismo (o que vale é a intenção) ou consequencialismo (os fins justificam os meios);
se ignoramos a intenção e o objeto, caímos no legalismo (se é legal, é moral; se é ilegal, é imoral) ou no contextualismo (não têm atos intrinsecamente maus, depende do contexto);
se ignoramos as circunstâncias, caímos no rigorismo.
O primeiro já apresenta alguns problemas que são agravados pelo terceiro.