Você já leu a tese completa de Jason Lowery?
Lowery argumenta que o Bitcoin é verdadeiramente descentralizado porque compartilha o mesmo princípio de segurança emergente que existe nas guerras.
Em guerras cinéticas, os custos impostos ao inimigo limitam fisicamente sua capacidade de ataque. Foi por meio desses confrontos que as fronteiras foram historicamente definidas, resultando na descentralização territorial do mundo em 195 nações.
Para uma única nação controlar todo o território global, o custo seria insustentável. Quando isso é tentado, a resposta humana natural é acionar o protocolo de segurança que chamamos de guerra. Um mecanismo que impõe altos custos ao agressor. Nesse sentido, a guerra não é um bug da civilização, mas um recurso de segurança.
O Bitcoin se assemelha a isso. Tentar controlar todos os bits da rede globalmente exige um custo gigantesco.
A mineração é distribuída entre diversos países, e qualquer tentativa de monopólio por uma única nação enfrentaria barreiras logísticas, econômicas e energéticas extremamente caras.
O protocolo foi intencionalmente desenhado para ser custoso. Isso aumenta o custo operacional e desincentiva ataques, funcionando como uma defesa emergente de guerra.
As outras criptomoedas, por não dependerem de um alto custo energético para funcionar, como o Monero, não possuem essa mesma propriedade de segurança física e econômica.
O Bitcoin se destaca por usar grandes quantidades de energia para operar, o que o torna dominante entre os protocolos de prova de trabalho, concentrando 96% da taxa de hash total.
Essa taxa representa a energia real convertida em segurança e dados pela rede. Ignorar esse aspecto leva a uma falsa percepção de que o Bitcoin é apenas mais uma criptomoeda. Mas, ao reconhecer sua produção energética como central para seu valor, fica claro que o Bitcoin não é apenas o primeiro, é único. Sua força não vem de um efeito de rede, mas da própria rede alimentada por energia. Além do ajuste de dificuldade, que torna o Bitcoin imune à Lei de Moore.