Como evitar processos alérgicos na prática da Aromaterapia
Os óleos essenciais são os principais ativos terapêuticos da Aromaterapia. No entanto, assim como qualquer substância que aplicamos na pele, inalamos ou ingerimos, eles podem causar reações alérgicas. Esse risco é ainda maior porque os óleos essenciais contêm compostos altamente concentrados, alguns dos quais possuem grande potencial alergênico. Por isso, é fundamental conhecer bem os óleos essenciais e entender seus riscos antes de utilizá-los.
Entendendo os riscos dos óleos essenciais
Embora sejam naturais, os óleos essenciais são altamente concentrados e podem provocar irritações ou alergias em algumas pessoas. Cada óleo contém diferentes componentes químicos, e é essencial compreender sua toxicidade para um uso seguro.
Podemos dividir os principais componentes químicos dos óleos essenciais em dois grandes grupos:
🧑🏻🔬Aromáticos ou fenóis
🧑🏻🔬Terpênicos
Além desses, existem outras substâncias que, apesar de terem propriedades terapêuticas, também podem apresentar riscos, como: lactonas, cumarinas (responsáveis pela fototoxicidade), ftalidas, compostos nitrogenados e compostos sulfurados.
A toxicidade de um óleo essencial depende da concentração dessas substâncias e do método de extração. Por exemplo, óleos obtidos pelo método de prensagem a frio preservam melhor seus componentes químicos, tornando-se mais potentes terapeuticamente, mas também mais propensos a causar reações adversas.
Os principais riscos dos óleos essenciais incluem:
✔️ Fotossensibilização (aumenta a sensibilidade da pele ao sol)
✔️ Efeito cáustico (pode causar queimaduras químicas)
✔️ Irritação na pele e nas mucosas
✔️ Reações alérgicas
✔️ Nefrotoxicidade (toxicidade para os rins)
✔️ Hepatotoxicidade (toxicidade para o fígado)
✔️ Neurotoxicidade (efeitos no sistema nervoso)
Diante desses riscos, é essencial contar com a orientação de um profissional e sempre realizar um teste de sensibilidade antes de usar qualquer óleo essencial.
Como fazer o teste de sensibilidade?
O teste de sensibilidade deve ser feito em áreas mais sensíveis da pele, como a dobra do cotovelo ou atrás da orelha – sendo a dobra do cotovelo a opção mais segura.
Passo a passo:
Diluir o óleo essencial: misture 1 ou 2 gotas do óleo essencial em 5 mL de óleo carreador (ou siga a proporção de 1 gota de óleo essencial para 5 gotas de carreador).
Aplicar na pele: passe a mistura na região escolhida.
Observar por 24 horas: caso surjam vermelhidão, coceira ou irritação, é importante avaliar a gravidade da reação com um profissional antes de prosseguir com o uso.
Mesmo em casos de reações leves, pode ser possível utilizar o óleo essencial com uma diluição maior. Nesses casos, o aromaterapeuta pode ajustar a formulação conforme tabelas específicas para pessoas sensíveis.
Dicas para um uso seguro dos óleos essenciais
✅ Nunca use óleos essenciais puros na pele. Sempre dilua em um óleo carreador adequado, pois ele transporta os ativos sem alterar suas propriedades e pode até potencializar os efeitos terapêuticos.
✅ Atenção à inalação! Ajuste o número de gotas no difusor e o tempo de exposição. No início do tratamento, prefira difusões curtas (até 30 minutos).
✅ Atenção às diluições! As proporções variam conforme o público:
Crianças e pessoas sensíveis: diluição máxima de 1% de óleo essencial na fórmula.
Adultos saudáveis: diluição entre 2% e 3%.
Se você tem dúvidas ou quer saber como a Aromaterapia pode ajudar no seu dia a dia, me mande uma mensagem!