> «Comissão Europeia diz que fundos de pensões estão a agravar a crise da habitação em Portugal
Bruxelas lança pacote para “habitação acessível” na Europa. Quer bazuca de investimentos em construção, ajudas de Estado para fazer casas e debelar “crise” na oferta. Portugal é dos piores casos.»
Os mesmos que criaram o problema, vem agora como os salvadores da pátria. Para piorar a situação, a salvação é o próprio problema, é como querer apagar o fogo com gasolina.
Não são os fundos de pensões o problema, é verdade que estão a agravar o problema, mas isso só acontece, porque os governos andam a desvalorizar as moedas, para se proteger os fundos andam a investir no imobiliário.
Isto é algo recorrente na política, a dificuldade sistemática em diferenciar entre doença e sintoma. A crise da habitação é um sintoma da doença que é a política monetária. A doença é que tem que ser estancada e não o sintoma. Se atacamos apenas os sintomas, não vamos resolver os problemas, apenas vão se agravando e alastrando ao restante da economia.
O mundo necessita de uma moeda que não seja inflacionada, que não perca o seu poder de compra ao longo do tempo. Assim, com essa moeda “sólida”, os fundos de pensões e as pessoas individualmente, deixariam de investir no imobiliário, vão apenas guardar a moeda. Ao guardar a moeda, deixa de existir a obrigação de investir, criando enviesamentos em muitos setores da economia, um dos mais afetados é o da habitação.
A habitação deveria estar restrita à sua funcionalidade inicial, ser apenas um produto de primeira necessidade e não um produto financeiro ou especulativo.
Fix the money, fix the world.
A UE está num frenesim para encontrar um pretexto, que tenha alguma aceitação da população, para justificar uma nova impressão de dinheiro. Eles necessitam de algum apoio popular, porque depois, como sempre, virá a inflação e os políticos vão se justificar, que aquilo foi feito para o “bem da população”.
A impressão de dinheiro para armamento não é suficiente, necessitam de muito mais, agora a nova narrativa é para “salvar” o mercado da habitação. Mas também não será suficiente, os burocratas de Bruxelas estão sedentos por uma enorme crise, similar ao crash das dotcom ou do subprime ou então do covid. Para poderem realizar uma impressão massiva de dinheiro.
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