O Globo critica governo Lula por erros na gestão de vacinas contra covid-19
criticou a gestão de vacinas contra a covid-19 do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de a doença estar estabilizada, a versão de imunizantes encontrada nos postos de saúde não é a mais atualizada.
"O Ministério da Saúde, responsável por comprar as vacinas e distribuí-las, tem a obrigação de oferecê-las na versão atualizada para as novas cepas, uma vez que o vírus está em constante mutação", informou o jornal. "Infelizmente, não é o que tem ocorrido."
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No ano passado, 5.960 brasileiros morreram em consequência da doença viral. Dentre as classificações dos grupos mais vulneráveis (idosos, gestantes, crianças ou imunossuprimidos), apenas os mais novos têm acesso à vacina atualizada, a pediátrica.
Isso ocorre, pois a versão disponível nos postos para adultos protege contra a cepa XBB.1.5 da variante ômicron. Desde abril do ano passado, a cepa considerada o alvo a se combater é a JN.1.
https://www.youtube.com/watch?v=wpBHRAH5Zi4
"Não se trata de detalhe irrelevante", opina O Globo. "Desde o início da pandemia, o vírus sofre mutações que lhe permitem driblar as barreiras impostas pelas vacinas. Daí a necessidade de atualização constante."
Ineficácia da gestão de Lula

Presidente Lula e a ministra da Saúde, Nísia Trindade | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Ministério da Saúde, sob a gestão da ministra Nísia Trindade, firmou, no fim do ano passado, um contrato com a Zalika Farmacêutica, para receber doses da vacina indiana Covovax.
As cláusulas previam a entrega da vacina atualizada, mas um detalhe chama a atenção: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autorizou a versão do imunizante contra a cepa JN.1. Dessa forma, o Brasil não poderia usá-lo.
https://www.youtube.com/watch?v=j_L2KRNqXlg
Também em 2024, o ministério recusou 3 milhões de doses de vacina Moderna, atualizadas para a forma viral mais recente. A troca envolvia problemas no prazo de validade. À época, o governo Lula alegou a falta de autorização da Anvisa para o imunizante, a qual veio pouco tempo depois. O Globo criticou essa falta de comunicação entre os órgãos.
"Teria sido melhor que a pasta se entendesse com a Anvisa", escreveu o jornal. "Deveria haver um caminho mais ágil para a aprovação de versões atualizadas das mesmas vacinas, como noutros países."
A defesa do governo e a conclusão do jornal

Em 2023, o governo Lula perdeu 80% de um lote de 10 milhões de unidades da Coronavac
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo Lula alega que sua escolha, a vacina da Zalika, "protege contra formas graves da doença e hospitalizações, mesmo diante de novas variantes do vírus". Apesar disso, o jornal afirmou que "não faz sentido gastar dinheiro para comprar vacinas defasadas".
"Se vai adquirir novas doses, o mais lógico é buscar produtos autorizados pela Anvisa para as cepas recentes", opinou. "Não é o caso da Zalika. De nada adianta economizar em licitações se a vacina não oferece a melhor proteção."
Leia também: https://revistaoeste.com/revista/edicao-256/o-apagao-de-lula-3/
, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 256 da Revista Oeste
O Globo terminou o texto relembrando e comparando a posição dos petistas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro com a atual. À época, a oposição atacou o liberal por atrasos na compra de vacina.
"Os erros de gestão e planejamento continuam a se suceder, com desabastecimento frequente de vacinas", afirma o jornal. "Não é justo impor ao cidadão um dilema entre não se vacinar ou tomar a versão desatualizada."
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