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Petra Veritatis
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catholic sedevacantista

Escapulário - Proteção Contra o demônio - Relatos São João Maria Vianney

Um dia uma jovem, antes de entrar na vida religiosa, foi ver o Santo Cura de Ars, que, durante a conversa, lhe perguntou:

“Lembras-te, minha filha, de um certo baile à noite, em que estiveste? Estava lá um jovem desconhecido, muito bem parecido, distinto, admirado, e todas as jovens queriam dançar com ele.”

“Sim, e lembro-me que quando ele não me pediu para dançar, fiquei triste, porque todas as outras jovens tinham tido o privilégio de dançar com ele.”

“Gostarias de ter dançado com ele, não gostarias?”

“Sim.”

“Recordas-te de que, quando esse jovem ia a sair do salão de baile, viste debaixo dos pés dele duas chamas azuis? E que pensaste que era uma ilusão dos teus olhos? Quando viste esse jovem deixar o salão de baile, viste fogo debaixo dos pés dele! Não era uma ilusão dos teus olhos, minha filha. Aquele homem era um demônio. e se não foi ter contigo a pedir-te que dançasses, foi por uma razão: estava a usar a veste de Nossa Senhora do Carmo.”

SE PREGAVA NOSSO SENHOR A IGUALDADE

Com o advento do antropoteísmo, algumas reinterpretações da religião verdadeira surgiram para melhor se adaptar ao homem moderno. Uma dessas reinterpretações é a das palavras de Nosso Senhor, afirmando que Jesus Cristo teria vindo pregar a igualdade. Essa interpretação é muito propagada pelos comunistas que, através de uma infiltração no clero, incutiram nas pessoas que Nosso Senhor teria vindo para os pobres. Mas vejamos o que dizem as Sagradas Escrituras:

João 3:16-17: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele."

1 Timóteo 2:3-4: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade."

1 João 2:2: "E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo."

Nosso Senhor não veio para salvar apenas as pessoas de cor, os pobres ou os marginalizados; Ele veio ao mundo para salvar a todos. Mas quem são esses todos? Todos aqueles que nele creem e se submetem à Sua Santa Igreja e Seus mandamentos.

No Gênesis, Deus cria toda a terra, cada animal, cada árvore, o homem e a mulher. Em uma árvore, se você pegar cada folha separadamente, verá que cada uma apresenta-se de determinada maneira: umas maiores, outras menores, umas mais claras, outras mais escuras, umas com caules mais robustos, outras com caules mais finos. Deus cria o homem e a mulher; o homem Ele faz do barro, e a mulher Ele faz da costela. Mas por que não dos pés? Porque a mulher não poderia ser inferior ao homem. Por que não da cabeça? Para que não quisesse se sobrepor ao homem. Deus a faz da costela para que ela lembre-se que, embora submissa ao homem, é digna. Deus poderia ter feito a mulher do barro? Poderia. Por que não o fez? Porque Deus rejeita a igualdade. A igualdade é desarmônica, feia e diabólica. Seria semelhante a fazer um quadro todo pintado de lápis-lazúli, embora seja uma cor bonita, um quadro todo igual com tinta lápis-lazúli ficaria algo desarmônico, feio e monótono.

Mas por que seria a igualdade diabólica? Lúcifer foi expulso do céu por querer ser igual a Deus: "Ego sum qui sum", ao que São Miguel responde: "Quis ut Deus?" A igualdade foi pregada por Lúcifer. Deus ama a hierarquia; por isso há uma hierarquia angélica: serafins, querubins, tronos, dominações, virtudes, potestades, principados, arcanjos e anjos. Deus criou uma hierarquia em Sua Igreja: Papa, cardeais, arcebispos, bispos, padres, diáconos, religiosos e leigos. Tudo que Deus faz é com hierarquia, pois, para que haja harmonia, verdade e beleza, faz-se necessária a hierarquia. E Deus é A Beleza, Ele é A Verdade, Ele é a Bondade.

E Nosso Senhor Jesus Cristo pregou algo diferente? Qual foi o primeiro apóstolo que Ele chamou? Não foi São Pedro, mas Santo André. Quem Ele mais amou? São João. Mas a quem Ele chamou como Papa? São Pedro. E quem Ele permitiu tocar Suas chagas? São Tomé. Qual o Apóstolo que Ele elogiou? Natanael. Qual o Apóstolo com A maiúsculo? Nenhum dos dois, é São Paulo, o décimo quarto. Mais ainda, foi Nosso Senhor quem pregou que o Reino dos Céus é semelhante a um pai que deu cinco talentos a um servo, dois a outro e um a outro. Onde há igualdade nisso? Ele distribuiu desigualmente os talentos e voltou para cobrar. Deus não pregava a igualdade, isso são conversas de marxistas para enganar o povo católico e fazê-los aderir à igualdade luciferiana de Karl Marx, um judaico-maçom.

@sedesapientiae

Antes de tudo peço perdão a todos pela quantidade de palavrões proferidos neste vídeo conde loppeux.

Mas o cidadão faz 1h:30m só de xingamentos.

Não cita um documento da igreja, um doutor, um papa.

Só xinga e tenta desqualificar os adversários.

https://youtu.be/InEi_78eizc?si=YM6SBFx5Te_UixeY

"Dizemos às vezes: "Deus castiga aqueles a quem ama". Nem sempre é verdade. As provações, para aqueles que Deus ama, não são castigos, são graças."

São João Maria Vianney

SEDE VACANTE: Insofismáveis confirmações

Posted by Arai Daniele

As acusações mais conhecidas de Mgr Lefebvre

Seguem as principais declarações do prelado francês:

“Sabem, já há algum tempo, muitas pessoas, os sedevacantistas, vêm dizendo: ‘não há mais papa’. Mas eu penso que, para mim, não era ainda hora de dizer isso, porque eu não tinha certeza, não era evidente…” (Conferência informal, 30 de março e 18 de abril de 1986, texto publicado em: The Angelus, julho de 1986)

“…esses atos recentes do Papa e bispos, com protestantes, animistas e judeus, não são participação ativa em culto acatólico como explicado pelo cônego Naz sobre o Cânon 1258§1? Nesse caso, não vejo como é possível dizer que o papa não é suspeito de heresia, e se ele continua, ele é herege, herege público. Esse é o ensinamento da Igreja.” (Conferência informal, 30 de março e 18 de abril, 1986, texto publicado em: The Angelus, julho de 1986) [Lembramos aqui que o prelado francês não reconhecia o direito canônico da Nova Igreja do V2]

“Ao passo que estamos certos de que a fé ensinada pela Igreja durante vinte séculos não pode conter erros, estamos muito longe da certeza absoluta de que o papa é verdadeiramente papa.” (Le Figaro, 4 de agosto de 1976).

“Agora, alguns padres (mesmo alguns padres na Fraternidade) dizem que nós, católicos, não precisamos nos preocupar com o que está acontecendo no Vaticano; nós temos os verdadeiros sacramentos, a verdadeira Missa, a verdadeira doutrina, então para que se preocupar com se o papa é um herege, um impostor ou seja lá o que for; isso não tem nenhuma importância para nós. Mas eu penso que isso não é verdade. Se há um homem importante na Igreja, é o Papa.” (Conferência informal, 30 de março e 18 de abril, 1986, texto publicado em: The Angelus, julho de 1986)

“Roma perdeu a Fé, meus caros amigos. Roma está na apostasia. Essas não são palavras ao vento. É a verdade. Roma está na apostasia… Eles saíram da Igreja… Isso é certeza, certeza, certeza.” (Conferência no Retiro, 4 de setembro de 1987, Ecône)

Note-se que no Áudio o bispo faz referência direta ao “cardeal” Ratzinger: “Nem se nos conceda um bispo, ou certa autonomia, não podemos colaborar, porque trabalhamos em direção diametralmente opostas” e chega a afirmar que o “cardeal” com o séquito do Vaticano 2 trabalhavam para a descristianização da sociedade, das pessoas e da Igreja.

“Então estamos para ser excomungados por modernistas, por gente que foi condenada por papas anteriores. Então o que isso pode fazer realmente? Nós somos condenados por homens que, eles próprios, estão condenados…” (Conferência de imprensa, Ecône, 15 de junho de 1988) [Ver Vídeo no final do artigo]

Hoje há sacerdotes formados na Fraternidade dirigida por Mgr Lefebvre, esaídos desta FSSPX presentemente vias de irremediável desvio da direção original, atestadas pela intenção do seu Fundador de declarar no devido momento a vacância na Sé romana.

De todo modo, são muitos os que acreditam que o Arcebispo Lefebvre nunca aceitaria Joseph Ratzinger como legítimo sucessor de São Pedro, porque constatou nele a marca do clérigo estranho à Verdade.

Isto deveria fazer refletir os justos que ainda estão enredados por dúvidas, que nem a maligna obra ecumenista deste antipapa ainda desvencilhou por causa de um arraigado conceito da falsa obediência que dana.

A este ponto se deve seguir um plano para uma sagrada reação católica, que parte do aviso apocalíptico mais urgente dado para os tempos finais:

– saiam do templo para o culto do homem, a fim de não serem cúmplices de suas profanações, nem sujeitos aos flagelos devidos a pastores ídolos e a povos idolatras!

Há que rezar e testemunhar cada vez mais sobre a vacância presente para que sejam muitos a renunciar e a se desculparem publicamente pela adesão às míseras heresias e demolições em que os povos caíram devido ao Vaticano 2 e aos seus falsos profetas. Mas principalmente, para que aumente o número dos que na caridade católica entendem e se dispõem a testemunhar o crucial engano de reconhecer pérfidos corruptores da Fé, que perdem as almas, como se fossem enviados por Deus para que, na Sua única Igreja de salvação, representar Jesus Cristo Nosso Senhor.

Só poderá haver restauração da Igreja e paz quando, com a graça divina, se formar o suficiente consenso para a obtenção do Conclave que eleja um Papa católico que repudie tudo o que traz a marca do Vaticano II e consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, para a conversão geral no triunfo da Fé que nosso Senhor confiou à Sua única Igreja.

https://promariana.wordpress.com/2011/05/11/sede-vacante-insofismaveis-confirmacoes/

*AS RAÍZES DOS VÍCIOS*

Todos os vícios têm uma raiz comum que é o amor desregrado de si mesmo, oposto ao amor do bem e do Sumo Bem que é Deus.

Essa raiz má tende a se afundar cada vez mais na vontade, e dela nasce uma árvore má, cujo tronco é o egoísmo; o ramo central e principal que sai

do tronco é o orgulho; os ramos laterais são a concupiscência da carne e dos olhos.

Essa árvore má tem ramos numerosos que nascem dos

precedentes e que se chamam pecados mortais.

Da concupiscência da carne nasce a gula e luxúria. Da concupiscência dos olhos, ou desejo imoderado dos bens exteriores, nasce a avareza e também a perfídia, a fraude, a falsidade, o endurecimento do coração.

Do orgulho da vida nasce a vanglória e a ambição, o desgosto das coisas espirituais, o esquecimento de Deus, a inveja, cólera, os acessos de raiva, as injúrias.

Os pecados mortais conduzem eles mesmos a outros mais graves, que são contra as virtudes teologais: à blasfêmia, oposta à confissão da fé; ao desespero, oposto à esperança; ao ódio de Deus e do próximo, oposto à caridade.

GARRIGOU-LAGRANGE OP, Reginald. A Vida e a profundidade da alma. Ecclesiae, 2018.

Faça um favor a si mesmo, e leia o livro do Alexander Solzhenitsyn "200 Years together"

https://samisdat.in/en/blog/russia-and-the-jews-200-years-together

QUÃO DOCE É A MORTE DOS JUSTOS

Numerosas são as vantagens que se dão na morte do justo, iremos enumerar as quatro principais:

1° O justo deixa seu corpo, que no pouco tempo que esteve com ele foi atormentado com com o julgo da concupiscência dia e noite, desde seu nascimento até o dia de sua morte.

2° O justo se despede do mundo, mundo esse que é seu inimigo jurado, abandona essa terra maldita cheia de perigos e escândalos.

3° Está livre de todos os bens da terra, que não são mais que correntes que arrastam os homens ao inferno.

4° Deixa essa vida miserável

Três coisas, diz São Bernardo, fazem com que a morte do justo seja preciosa, está livre de todo trabalho, livre de todo pecado e livre de todo perigo.

(Foto real do esqueleto de São Graciano Mártir)

Tesouros de Cornélio à Lápide. Tomo III. Meditação N°43, Morte do Justo.

O Santo Cura ensinava os seus paroquianos, sobretudo, com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar, detendo-se de bom grado diante do sacrário para uma visita a Jesus-Eucaristia.

“Para rezar bem – explicava-lhes o Cura -, não há necessidade de falar muito. Sabe-se que Jesus está ali, no Tabernáculo sagrado: abramos-Lhe o nosso coração, alegremo-nos pela Sua presença sagrada. Esta é a melhor oração“. E exortava: “Vinde à Comunhão, meus irmãos, vinde a Jesus. Vinde viver dEle para poderdes viver com Ele. É verdade que não sois dignos, mas tendes necessidade!”.

Via: Magnifcat

Relatos da hora da morte daqueles que desprezaram a fé:

- David Hume gritou por ocasião de sua morte: "Estou nas chamas!"

- Hobbes, um filósofo inglês, disse pouco antes de sua morte: "Estou diante de um terrível salto nas trevas."

- Goethe exclamou na hora da morte: "Mais luz!"

- Churchill morreu com as palavras: "Que tolo fui!"

- De NAPOLEÃO escreveu seu médico particular: “O imperador morreu solitário e abandonado. Sua luta de morte foi terrível.”

- YAROSLAWSKI, presidente do movimento internacional dos ateus: “Por favor, queimem todos os meus livros. Vejam o Santo! Ele já espera por mim, Ele está aqui.”

- CESARE BORGIA, um estadista: “Tomei providências para tudo no decorrer de minha vida, somente não para a morte e agora tenho que morrer completamente despreparado.”

- TALLEYRAND: “Sofro os tormentos dos perdidos.”

- CARLOS IX (França): “Estou perdido, reconheço-O claramente.”

SOBRE A PACIÊNCIA NAS TRIBULAÇÕES

"Ouça ainda outra consideração. Toda adversidade e aflição, se não forem acompanhadas de paciência, produzem duplo tormento; pois a paciência do homem afasta sua angústia, enquanto a fraqueza de coração é a mãe da angústia.

A paciência é a mãe da consolação e é uma certa força que geralmente nasce da grandeza de coração. É difícil para um homem encontrar esta força nas suas tribulações sem um dom de Deus, recebido através da sua busca ardente pela oração e pelo derramamento das suas lágrimas.”

Santo Isaac, o Sírio

REMÉDIOS GERAIS CONTRA O PECADO

1. Confissão frequente e cuidadosa diante do mesmo Confessor, e piedoso uso da Santa Eucaristia.

2. Exame diário da consciência e exercício fervoroso tanto de contrição neste momento quanto ao longo do dia.

3. Evitar ociosidade, ocasiões e companhias que nos levam ao pecado.

4. Guarda dos sentidos externos, especialmente dos olhos, língua, mãos e ouvidos.

5. Escuta atenta das pregações.

6. Leitura diária de livros espirituais.

7. Oração diligente e devota.

8. Lembrança da presença de Deus, da Bem-aventurada Virgem Maria, do Anjo da Guarda, etc.

9. Meditação sobre a vida e principalmente a paixão de Cristo, sobre os novíssimos (morte, juízo, inferno e paraíso).

10. Invocação frequente de Deus por meio de piedosas aspirações.

11. Afligir o corpo por meio de jejuns, uso de cilícios, disciplinas, etc. Além disso, praticar a caridade por meio de esmolas e outras obras de caridade e misericórdia.

12. Resistência desde o princípio da tentação.

Semana de Páscoa

Terça-feira

No céu goza-se uma felicidade perfeita

Satiabor cum apparuerit gloria tua — “Saciar-me-ei, quando aparecer a tua glória” (Sl. 16, 15).

Sumário. Posto que no mundo se encontrem muitas coisas formosas, não são, todavia perfeitas, e sempre deixam alguma coisa para desejar. Se, porém, tivermos a ventura de entrar no céu, o nosso coração estará perfeitamente satisfeito nessa ditosa pátria. Ali nada haverá que possa desagradar, e haverá tudo aquilo que se possa desejar. Ah, meu Jesus! Peço-Vos o céu, não tanto para Vos gozar, como para Vos amar de todo o coração.

I. São Bernardo, falando do paraíso, diz: Ó homem, se queres saber o que seja a pátria bem-aventurada, fica sabendo que ali nada há que desagrade, e que se encontra tudo aquilo que se possa desejar: Nihil est quod nolis; totum est quod velis. — Se bem que nesta terra haja alguma coisa que agrada aos nossos sentidos, quantas coisas não há que afligem? Se agrada a luz do dia, aflige a escuridão da noite. Se agradam a amenidade da primavera, a abundância do outono, afligem o frio do inverno e o calor do verão. Acrescentai a isso os sofrimentos na enfermidade, as perseguições da parte dos homens, as privações da pobreza. Acrescentai as angústias interiores, os temores, as tentações dos demônios, as dúvidas da consciência, a incerteza da salvação.

Mas quando os bem-aventurados entram no céu, não terão mais nada a sofrer: Absterget Deus omnem lacrimam ab oculis eorum (1). Deus enxugará de seus olhos todas as lágrimas derramadas sobre a terra; e não haverá mais morte, nem luto, nem clamor, nem mais haverá dor; porquanto as coisas d'outrora desapareceram. — No céu não há doença, nem pobreza, nem incômodos. Deixam de existir a alternação dos dias e das noites, do frio e do calor; é um dia perpétuo e sempre sereno, uma primavera contínua e sempre deliciosa. Ali não há perseguições, nem ciúmes; neste reino de amor, todos os habitantes se amam mútua e ternamente e cada qual goza da ventura dos outros, como se fosse a própria. Não há receios, porque a alma confirmada na graça já não pode pecar; nem perder a seu Deus.

Ó meu Jesus, pelo sangue que derramastes por mim, fazei-me digno de entrar um dia na pátria bem-aventurada. Não mereço o paraíso, mas o inferno, porque Vos hei ofendido tantas vezes pelos meus pecados; porém, a vossa morte me faz esperar de possuí-Lo um dia.

II. Totum est quod velis. No céu não somente nada há que desagrade, mas encontra-se tudo quanto se possa desejar. Ali tudo é novo e saciará os nossos desejos: Ecce nova facio omnia (2) — Eis que faço novas todas as coisas. Os olhos se deslumbrarão com a vista daquela cidade, cuja beleza é perfeita. Que maravilha não nos causaria a vista de uma cidade cujas ruas fossem calçadas de cristal, cujas casas fossem palácios de prata, ornados de cimalhas de ouro e de festões de flores! Oh, quanto mais bela ainda é a cidade celeste! Que delicioso não será ver todos os seus habitantes vestidos com pompa real, porque todos efetivamente são reis, como os chama Santo Agostinho: Quot cives, tot reges! Que será o ver a Maria, que aparecerá mais bela que todo o paraíso! Que será o ver o Cordeiro divino! Um dia Santa Teresa viu apenas uma mão de Cristo, e ficou arrebatada em êxtase à vista de tão grande beleza.

Os perfumes suavíssimos e incomparáveis do paraíso regalarão o olfato. O ouvido será deleitado pelas harmonias celestes. Um anjo deixou um dia ouvir a São Francisco um único som da música celeste, e o Santo julgou morrer de contentamento. O que não será ouvir todos os santos e todos os anjos cantarem em coro os louvores de Deus? In saecula saeculorum laudabunt te (3) — “Eles te louvarão pelos séculos dos séculos”. O que não será ouvir Maria celebrar as glórias de Deus! A voz de Maria, diz São Francisco de Sales, é no céu o que é num bosque a do rouxinol, que vence a de todas as aves. Numa palavra, o paraíso é a reunião de todos os gozos que se podem desejar.

Ó meu Deus! Eu desejo e Vos peço o paraíso, não tanto para Vos gozar, como para Vos amar. Suplico-Vos, para glória de vossa misericórdia, fazei que os bem-aventurados vejam abrasado em vosso amor um pecador que tantas vezes Vos ofendeu. Tomo a resolução de ser daqui por diante todo vosso e de não pensar senão em Vos amar. — Assisti-me com a vossa luz e a vossa graça, que me dê força para executar esta resolução que Vós mesmo pela vossa bondade me inspirais. — Ó Maria, vós que sois a Mãe da perseverança, impetrai-me a fidelidade em minha promessa. (*II 133.)

Referências:

(1) Ap. 21, 4.

(2) Ap. 21, 5.

(3) Sl. 83, 5.

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 6-9)

"Há quem busque o saber por si mesmo, conhecer por conhecer: é uma indigna curiosidade.

Há quem busque o saber para poder exibir-se: é uma indigna vaidade. Estes não escapam a mordaz sátira que diz: 'Teu saber nada é, se não há outro que saiba que sabes'.

Há quem busque o saber para vendê-lo por dinheiro ou por honras: é um indigno tráfico.

Mas há quem busque o saber para edificar, e isto é amor. E há quem busque o saber para se edificar, e isto é prudência".

São Bernardo de Claraval

*Deus quer salvar-nos.* *

Entretanto, quer nos salvar como vencedores.* Estando, pois, nesta vida, achamo-nos em uma guerra contínua e para nos salvar temos que combater e vencer. *“Sem ter vencido, ninguém poderá ser coroado”*, diz São João Crisóstomo.

Somos muito fracos e os inimigos, numerosos e fortes. Como enfrentá-los e vencê-los? Tenhamos coragem e digamos com o Apóstolo: *“Tudo posso n 'Aquele que me conforta” (Fl 4, 13).* Tudo poderemos com a oração, *por meio da qual Deus nos dará o que não temos.*

Escreveu Teodoreto que a oração é toda poderosa. Ela é uma, entretanto, pode obter todas as coisas: *“A oração, sendo uma em si, pode tudo”.*

E São Boaventura afirma que, pela oração, se obtém *todos os bens e a libertação de todos os males.*

Dizia São Lourenço Justiniano que, pela oração, construímos *uma torre fortíssima, onde estaremos livres e seguros de todas as insídias e violências dos inimigos.*

São fortes as potências do inferno, entretanto, *a oração é mais forte do que todos os demônios*, diz São Bernardo e com razão, pois com a oração a alma consegue o auxílio divino, diante do qual desaparece todo o poder das criaturas.

Assim animava-se Davi em seus desfalecimentos: *“Invocarei Senhor louvando-o e livre serei de meus inimigos” (Sl 17, 4).*

Em resumo, diz São João Crisóstomo, *a oração é uma grande armadura, uma defesa, um porto, um tesouro.* A oração é uma valiosa arma para vencer os assaltos dos demônios; *é uma defesa, que nos conserva em todos os perigos; é um porto seguro contra toda tempestade; é um tesouro, que nos provê de todos os bens.*

* _Santo Afonso Maria de Ligório - A Oração_