Profile: 62a73de7...

Quintilianus diz: <>.

- Tradução livre: pois [eles] preferiram fazer o máximo a prometê-lo.

Deus sabe de tudo, não é? Este meu avô sofreu, após uma discussão, um AVC; depois de alguns atestados médicos, nos informaram que ele jamais voltaria com todo vigor e inteligência. Já não andava, não comia, não fazia nada sozinho, nada, nada mesmo. O desejo saudoso de ter aproveitado mais é muito cruel, mas pedagógico. Nos ensina muito!

Diria Shakespeare <>, no Brasil poderíamos dizer <>.

O Brasil, recebendo herança portuguesa, nasceu, sem dúvidas, para as letras. Os santos portugueses que citei são dois homens, necessariamente, das letras - teatro, poesia, pregação... Talvez, nossa decadência cultural e literária se dê pelo fato de sermos filhos degenerados, não acolhendo humildemente à herança dos nossos pais e transcendendo-as, como todo bom filho o faz. Nosso país, que relega sua tradição, parece querer sempre iniciar um vanguardismo insólito que não produz nada com nada.

Semelhanças que não são semelhanças:

1. Domingo (09/06) foi dia de São José de Anchieta, Jesuíta que teve profundo contato com os portugueses e lançou sementes profundas no Brasil;

2. Segunda (10/06) foi o dia do Santo Anjo Custódio de Portugal; dia de Portugal e dia que também se celebra a páscoa de Camões;

3. Ontem (14/06) foi dia de Santo Antônio, santo Franciscano e português homem da pregação e da palavra.

Com toda certeza! Não foi a primeira vez que tentei sair de lá; o negócio é um saco mesmo. Tentei, inclusive, dar aulas de português por lá; foi um caos. Você acaba misturando vaidade com orgulho, temperando o negócio com algumas pitadas maquiavélicas de autoengano.

Contudo, com o tempo, fui percebendo, principalmente em alguns alunos mais experientes do Olavo, um movimento um pouco diferente - como o do Professor Falcón e do Ronald Robson.

Nisto, se abriu em mim a possibilidade de fazer algo concreto (que ainda não sei como, o que, quando...) mesmo que no momento seja nada, e ter uma vida intelectual sincera, fora de lá.

Muito mais do que só perceber os danos do <> (tsc, tsc..), é preciso um movimento hercúleo da vontade, de ter um sentido mesmo pra sair. Acho que achei esse "sentido" e também que estou caminhando bem!

Para meu espanto, é de se impressionar os danos na <> que as redes sociais nos impõem. Desde que sai do Instagram, o contraste foi imenso; é como se uma nova realidade de tempo se abrisse aos meus olhos , florindo um canteiro que, antes, estava a morrer. Tampouco este não esteja ainda com belas rosas, os primeiros brotos têm saído timidamente. Isso importa!

Ladainha do mentecapto:

do desejo de salvar o Ocidente, livrai-nos Senhor.

dos marketeiros intelectuais, livrai-nos Senhor.

de abrir caixinhas de pergunta sem ao menos ter lido um livro, livrai-nos Senhor.

de postar frases soltas de Platão e seu Ari, livrai-nos Senhor.

de estudar latim pelo método natural, livrai-nos Senhor.

de dar esporros gratuitos nos neófitos, livrai-nos Senhor.

Tudo isso te pedimos, amém, amém, aleluia, amém! 🦫

Acabei de fugir do Instagram. tsc tsc tsc... Engraçado (pra não dizer trágico) que, mesmo consciente dos danos de estar por lá, foi uma dor de parto das grandes pra sair. ;$