Lollapalooza 2025: veja fotos dos famosos no festival

Olivia Rodrigo, Alanis Morissette e Justin Timberlake foram as principais atrações que aconteceu entre os dias 28, 29 e 30 de março, no Autódromo de Interlagos. Supla curte o segunda dia de Lollapalooza
Edu Araujo Agnews
Grazi Massafera com a filha Sophia no Lollapalooza
Agnews
Camilla de Lucas aproveita o segundo dia de Lollapalooza
Rogério fidalgo/AGNEWS
Lucas Viana no segundo dia de Lollapalooza
Natalia Rampinelli/ Agnews
Kéfera no segundo dia de Lollapalooza
Agnews
Bomtalvão no segundo dia de Lollapalooza
Rogério fidalgo/AGNEWS
Isa Schefer chega ao segundo dia de Lollapalooza
Rogério fidalgo AGNEWS
Vitão no segundo dia de Lollapalooza
Agnews
Gustavo Mioto no segundo dia de Lollapalooza
Agnews
Paulo Miklos chega ao Lollapalooza
Agnews
Isabella Santoni curte o Lollapalooza
agnews
Melody curte o Lollapalooza
agnews
Theodoro Cochrane no Lollapalooza
agnews
Valentina Bandeira no Lollapalooza
Agnews
Fiuk no segundo dia do Lollapalooza
Agnews
Sandra Annenberg e Ernesto Paglia no Lollapalooza
Edu Araujo/Agnews
Ex-BBB Fernanda Bande no segundo dia de Lollapalooza
Agnews
Junior Lima no Lollapalooza
Agnews
José Loreto no segundo dia de Lollapalooza
Agnews
Bianca Andrade no Lollapalooza
Rogério Fidalgo/AGNEWS
Ex-BBB Sarah Aline no último dia Lollapalooza
Natalia Rampinelli/ Agnews
Fred Bruno no Lollapalooza
Rogério fFidalgo/AGNEWS
A influencer Cela Lopes no último dia Lollapalooza
Leo Franco / AgNews
Giovanna Grigio no Lollapalooza 2025
Edu Araujo/Agnews
Luísa Perissé noterceiro dia de Lollapalooza 2025
Edu Araujo/Agnews
Daniel Rocha no último dia Lollapalooza
Leo Franco / AgNews
Motorista de Porsche em alta velocidade perde controle, bate e faz minivan capotar na BR-040
"/> Acidente foi registrado na altura de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite deste domingo (30). PRF acredita que condutor estava acima do limite de 110 km/h permitido no trecho. Motorista de Porsche em alta velocidade perde controle, bate e faz minivan capotar na BR-040
Reprodução/TV Globo
O motorista de uma Porsche em alta velocidade perdeu o controle da direção, bateu o veículo e fez uma minivan capotar na BR-040, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no fim da tarde deste domingo (30).
O automóvel de luxo foi parar na mureta central da rodovia, próximo ao bairro Olhos d'Água. Com o impacto da batida, o eixo dianteiro quebrou, e o airbag foi acionado (veja foto acima).
Já o carro que capotou era dirigido por um idoso, que estava acompanhado da esposa e da neta, de sete anos. O avô e a criança não se machucaram, mas a mulher foi socorrida e levada para o Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul da capital mineira.
A pista chegou a ficar totalmente interditada por mais de uma hora, o que causou um congestionamento de sete quilômetros no sentido BH.
Excesso de velocidade
Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a principal hipótese é de que o condutor da Porsche, identificado como Marcus Vinícius Rodrigues Florêncio, de 43 anos, fazia movimentos de "zigue-zague" e estava muito acima da velocidade de 110 km/h permitida no trecho antes de colidir com a minivan.
"Por volta das 17h40, esse Porsche veio cruzando as faixas, mudando de uma faixa para outra, o seu motorista perdeu o controle e atingiu o guardrail central. Ele girou e atingiu a Spin, que é uma minivan, na sua lateral, e levou os dois a capotar. Pela dinâmica do choque, tudo leva a crer que a velocidade estava excessiva", disse o inspetor Carlos Segundo, da PRF.
O motorista do carro de luxo foi encaminhado em estado grave a um hospital de Nova Lima para receber atendimento médico.
Segundo a PRF, ele já foi multado duas vezes, em fevereiro deste ano, por excesso de velocidade.
Os vídeos mais vistos do g1 Minas:
Policial da Core, elite da Polícia Civil do Rio, é baleado e morto
Segundo as primeiras informações, ele foi atingido em uma tentativa de assalto. Um policial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi baleado e morto na noite deste domingo (30) na Estrada de Guaratiba, altura do túnel da Grota Funda, na Zona Oeste do Rio.
João Pedro Marquini morreu após disparos de bandidos que, segundo a polícia, são da favela César Maia. A principal suspeita é que ele tenha sido reconhecido em uma tentativa de assalto.
O policial era casado com a juíza Tula Mello. A magistrada estava num outro carro, um Corolla do Tribunal de Justiça, próximo ao veículo do marido. O carro em que ela estava também foi atingido, mas é blindado e ela não se feriu.
Lollapalooza 2025 tem último dia eclético, com boas atrações e hits de Timberlake

Justin Timberlake encerrou a programação do festival. Dia teve shows alto astral, escolhas difíceis e público eclético. Sepultura toca ‘Refuse/Resist’ no Lollapalooza 2025
O terceiro e último dia de Lollapalooza 2025, que aconteceu neste domingo (30), no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, foi o mais "festival com cara de festival". Foi um dia eclético, com boas atrações, o que deixou o público com escolhas difíceis a fazer.
Justin Timberlake e Tool foram as maiores atrações do line-up, dividindo o público entre fãs de metal - atraídos também pelo Sepultura - e do astro pop. O Sepultura levou sua turnê de despedida ao festival, enquanto Justin relembrou hits do auge de sua carreira.
A grata surpresa foram os artistas do meio do line-up: Ca7riel e Paco Amoroso, Parcels e Michael Kiwanuka fizeram algumas das melhores apresentações do dia e conquistaram o público presente.
Sem chuva e com menos lama, este domingo foi calmo para muitos fãs de música, que aproveitaram para descansar e procurar sombras entre os shows.
Veja abaixo um resumo de tudo o que rolou neste domingo de Lollapalooza:
Justin Timberlake se apresenta no Lollapalooza 2025
g1/Luiz Gabriel Franco
Justin Timberlake
Justin Timberlake é um artista de fases. Cantor de boyband, popstar do momento, badboy nos holofotes. Já foi tudo isso e, agora, vive uma era que é metade flopada, metade alvo do cancelamento online. Mesmo assim, ele mantém o dom de showman que o levou à fama. É o que o americano mostrou como headliner no Lollapalooza deste domingo.
A última vez do músico no Brasil havia sido em 2017, no Rock in Rio. Oito anos se passaram desde então e, agora, ele trouxe sua turnê “A Forget Tomorrow World Tour”, baseada em “Everything I Thought It Was”, álbum lançado em 2024 que é um fiasco de audiência (e de aclamação).
Mas o cantor não é bobo. Ele sabe que seu brilho era reluzente no passado — e hoje em dia só surge sob a sombra da pecha de machista que conquistou. Por isso, ele preparou um setlist focado em seus hits de pop e R&B. Leia mais sobre o show de Justin Timberlake no Lollapalooza 2025.
Sepultura toca ‘Refuse/Resist’ no Lollapalooza 2025
Sepultura
Um melancólico tom de despedida pairou sobre o show do Sepultura no Lollapalooza. Não só porque, simultaneamente à performance de Justin Timberlake, ela fechou a edição de 2025 do festival, mas também porque a própria banda está dando adeus aos palcos.
O grupo brasileiro, considerado um dos mais importantes do metal no mundo inteiro, levou ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo, sua turnê final, que deve durar até 2026. E, para o que pode ser a última participação da banda em um grande festival, foi uma apresentação pouco grandiosa para o tamanho do Sepultura. Leia mais sobre o show de Sepultura no Lollapalooza 2025.
Tool toca 'Parabol' no Lollapalooza 2025
Tool
Sem telões mostrando a banda. Sem discurso emocionado de vocalista. Sem pausas entre as músicas. O Lollapalooza Brasil recebeu nesta noite uma das atrações menos convencionais de sua história.
Em São Paulo, a banda americana fez um resumo de seus 35 anos de carreira dedicados ao metal alternativo com elementos de rock progressivo, com letras que têm temáticas sombrias e reflexivas. O mar de gente com caras de admiração foi o menor dentre os headliners deste espaço de shows nesta edição. Leia mais sobre o show de Tool no Lollapalooza 2025.
Bush toca 'Glycerine' no Lollapalooza 2025
Bush
Em um de seus últimos shows no Brasil, o Bush sequer conseguiu encher o Credicard Hall, casa para 5 mil pessoas em São Paulo. Neste domingo de Lollapalooza, a banda britânica comprovou a máxima de que festivais potencializam shows de bandas decadentes.
O grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Gavin Rossdale, único remanescente da formação original de 1992, fez um show direto, okzinho e com uma sofrência grunge bem recebida por uma plateia considerável. Há de ser levado em conta que o Foster The People, nome do rock mais recente e menos datado estava tocando no palco principal no mesmo horário. Leia mais sobre o show do Bush no Lollapalooza 2025.
Foster the People toca 'Pumped up kicks' no Lollapalooza 2025
Foster the People
De volta ao Brasil pela quinta vez, o Foster The People tocou no principal palco do Lollapalooza deste domingo (30), o Budweiser, para uma plateia tão morna quanto o setlist.
Foi uma apresentação que funcionou pela nostalgia. Faixas do álbum “Torches” (2011) roubaram a cena, deixando todas as outras ofuscadas. Não que isso seja uma surpresa. O Foster vive uma fase flopada (de anos), sem emplacar hits memoráveis —totalmente oposto daquilo que o grupo viveu no começo da década passada, quando se tornou nome obrigatório em rolezinhos de indie rock. Leia mais sobre o show do Foster the People no Lollapalooza 2025.
Parcels toca 'Tieduprightnow' no Lollapalooza 2025
Parcels
Quem foi conferir o Parcels, por gosto ou curiosidade, encontrou um dos shows mais divertidos deste Lollapalooza. A banda australiana de eletropop ganhou o horário mais cobiçado do festival, o anoitecer, e honrou a vaga com louvor.
Sem concorrência exceto pelo palco eletrônico, o grupo foi atraindo um público cada vez maior ao longo do show. Bastou o comando das linhas de baixo e a guitarra funk à la Nile Rogers para a plateia se mexer - daí em diante, a banda não deixou respiro para pausa. Leia mais sobre o show do Parcels no Lollapalooza 2025.
Ca7riel & Paco Amoroso cantam “EL UNICO” no Lollapalooza 2025
Ca7riel & Paco Amoroso
Foi surpreendente o engajamento do público que se reuniu para assistir ao show da dupla argentina Ca7riel & Paco Amoroso. Os dois têm carreira relativamente recente (o primeiro disco saiu em 2024), estão longe de serem celebridades fora de sua terra natal e o Brasil é conhecidamente um país difícil para quem canta em espanhol.
Não que eles tenham atraído uma multidão. Mas quem estava lá dançou, gritou e, sobretudo, prestou atenção. Acredite: isso não é algo tão comum nas apresentações de artistas menos conhecidos em festivais como o Lollapalooza -- em muitos casos, o que se vê é uma plateia inteira mexendo no celular. Leia mais sobre o show do Ca7riel e Paco Amoroso no Lollapalooza 2025.
Micahel Kiwanuka canta 'Cold little heart' no Lollapalooza 2025
Michael Kiwanuka
Neste Lollapalooza de atrações pop e rock, coube ao inglês Michael Kiwanuka fazer o show mais soul do festival. Ao subir no palco principal na tarde deste domingo, o músico britânico atraiu um público de fãs e curiosos. Tinha ao seu favor uma voz rouca, encorpada, e uma banda habilidosa.
Com quase 15 anos de carreira, Michael ainda lida com uma diferença muito grande entre os públicos de casa e de fora. No Reino Unido, ele chegou ao topo dos paradas com praticamente todos os seus discos; já levou o respeitado Mercury Prize pelo álbum “Kiwanuka”, descrito pelo júri britânico como uma “obra prima”. Aqui, não era tão conhecido. Felizmente, ele veio preparado para o trabalho. Leia mais sobre o show de Michael Kiwanuka no Lollapalooza 2025.
Neil Frances toca 'Music sounds better with you' no Lollapalooza 2025
Neil Frances
Desde sua primeira edição brasileira lá em 2012, o Lollapalooza é conhecido por ser um festival que foca em trazer não somente nomes hypados, mas também artistas de nicho. Neste ano, o Neil Frances é um dos casos que levam à pergunta “quem são esses?”. E o duo conquistou novos fãs neste dia de Lolla.
Era difícil encontrar alguém que cantasse as letras. Os dançantes, no entanto, eram muitos. A maioria do público se envolveu do início ao fim do show. Pareciam bastante interessados no som dos músicos, que curtem mesclar o analógico com o digital em músicas vibrantes. Leia mais sobre o show de Neil Frances no Lollapalooza 2025.
A cantora Sofia Freire se apresenta no último dia Lollapalooza
Van Campos/AgNews
Sofia Freire
A pernambucana Sofia Freire estreou no Lollapalooza e foi a primeira a se apresentar no palco do festival. O show foi acompanhado pela mãe, que estava emocionada na plateia durante a apresentação. Sofia se apresentou para alguns curiosos — que se divertiram durante o show — e fãs de Justin Timberlake, que guardavam um lugar na grade e permaneceram sentados na frente do palco.
No fim da apresentação, ela fez um discurso sobre descentralização cultural, referenciando a música pernambucana. Leia mais sobre o show de Sofia Freire no Lollapalooza 2025.
Justin Timberlake mostra que mantém molho popstar em dia no Lollapalooza 2025, apesar da fase flopada

Cantor fez show no Lolla para exibir o charme do seu auge de carreira, cada vez mais ofuscado diante da pecha de machista. Justin Timberlake se apresenta no Lollapalooza 2025
Luiz Gabriel Franco/g1
Justin Timberlake é um artista de fases. Cantor de boyband, popstar do momento, badboy nos holofotes. Já foi tudo isso e, agora, vive uma era que é metade flopada, metade alvo do cancelamento online. Mesmo assim, ele mantém o dom de showman que o levou à fama. É o que o americano mostrou como headliner no Lollapalooza deste domingo (30).
Como assistir aos shows? Clique aqui para ver no Globoplay. Ou aqui para ver em 4K
TEMPO REAL: Acompanhe tudo o que acontece no Lollapalooza 2025
A última vez do músico no Brasil havia sido em 2017, no Rock in Rio. Oito anos se passaram desde então e, agora, ele trouxe sua turnê “A Forget Tomorrow World Tour”, baseada em “Everything I Thought It Was”, álbum lançado em 2024 que é um fiasco de audiência (e de aclamação).
Mas o cantor não é bobo. Ele sabe que seu brilho era reluzente no passado — e hoje em dia só surge sob a sombra da pecha de machista que conquistou. Por isso, ele preparou um setlist focado em seus hits de pop e R&B.
O álbum “Justified” (2002) veio em peso. Um mashup de sucessos atemporais também fez o público vibrar: “Ayo Technology”, “Chop Me Up”, “Give It to Me”, “4 Minutes” e “Let the Groove Get In” ficaram juntinhas em uma sequência arrebatadora para levar à parte final, fechado com “SexyBack” e a romântica “Until the End of Time”.
O trecho inicial também foi divertido. O americano entrou ao som de “Mirrors” e logo engatou em outros sucessos.
O cantor surgiu vestido com uma calça largona amarelo neon, jaqueta, óculos escuros e uma bandeira brasileira amarrada na altura da cintura. Chegou com a pose de popstar na qual sempre curtiu exibir.
Justin Timberlake se apresenta no Lollapalooza 2025
g1/Luiz Gabriel Franco
Ele cantou acompanhado do Tennessee Kids, sua banda composta por backing vocals, flautistas, saxofonistas, guitarrista, baterista e baixista. Como de costume, os músicos estavam incríveis — em termos técnicos e de alma.
O gogó de Justin continua em dia. Além de ter um vocal afiado, o músico alinha o talento à escolha de cantar sem base pré-gravada, algo incomum para estrelas do pop como ele, que canta dançando de um lado para o outro do palco.
Justin rebola, gira, faz graça com os pés, se joga para frente e trás, faz coraçãozinho com a mão, toca teclado em algumas faixas. Tudo isso sem prejudicar o vocal. É de se imaginar que sua experiência de quase 33 anos sob holofotes funcione a seu favor — e funciona mesmo.
É verdade, Justin não é o mesmo de antes. Seus passos de dança são mais limitados, mas passam longe de ser sem sal. Dá para dizer que ele adaptou o molho daquele garotinho do 'N Sync para o homem de hoje, que está com 44 anos.
Com exceção de Bruno Mars, nenhum popstar masculino contemporâneo faz o que Justin mostrou nesse show. Harry styles? Não tem passos coreografados. Justin Bieber? Curte mais seduzir enquanto está com o violão na mão. Lil Nas X? Prefere firulas visuais. Shawn Mendes, headliner do sábado (29)? Foca em ser o bom moço da fofura. E por aí vai.
Não foi à toa que Timberlake foi por várias vezes comparado a Michael Jackson. Ele curte se sentir a grande estrela do palco e brincar com isso, ao tentar o máximo de artimanhas possíveis.
Originalmente, a turnê “Forget Tomorrow World Tour” tem uma cenografia muito superior àquela que vimos no Lolla. Um enorme monolito de LED fica no centro do palco e serve para Justin “flutuar” sobre a plateia. Mas isso ficou de fora do show brasileiro. Um tipo de mudança comum em turnês de megaestruturas, já que transportá-las para alguns festivais nem sempre é viável.
A ausência do monolito, porém, empobreceu a estética visual. O jogo de luzes ainda sustentava o charme, mas nada demais.
Mas isso não foi grande problema para o público, que saiu do show eletrizado.
Cartela resenha crítica g1
g1
VÍDEOS Lollapalooza 2025: os maiores destaques do festival
Sepultura faz show com clássicos e Junior tocando percussão no Lolla, em clima melancólico de adeus
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Em turnê de despedida, clima da banda não é dos melhores após saída do baterista Eloy Casagrande. Para completar, banda tocou em palco secundário, em dia de Justin Timberlake. Sepultura toca ‘Refuse/Resist’ no Lollapalooza 2025
Um melancólico tom de despedida pairou sobre o show do Sepultura no Lollapalooza, neste domingo (30). Não só porque, simultâneamente à performance de Justin Timberlake, ela fechou a edição de 2025 do festival, mas também porque a própria banda está dando adeus aos palcos.
Como assistir aos shows? Clique aqui para ver no Globoplay. Ou aqui para ver em 4K
TEMPO REAL: Acompanhe tudo o que acontece no Lollapalooza 2025
O grupo brasileiro, considerado um dos mais importantes do metal no mundo inteiro, levou ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo, sua turnê final, que deve durar até 2026. E, para o que pode ser a última participação da banda em um grande festival, foi uma apresentação pouco grandiosa para o tamanho do Sepultura.
Dois fatores prejudicaram. O primeiro: na programação do evento, eles foram escalados para um palco secundário, em um dia liderado por Timberlake -- um artista com público bem diferente. A plateia ficou com muitos espaços vazios.
O segundo: o clima no grupo não é dos melhores após a saída nada amigável do baterista Eloy Casagrande, em fevereiro de 2024, às vésperas do início da atual turnê. O músico passou a integrar o Slipknot, outra banda de metal, e Greyson Nekrutman teve que ser chamado às pressas para substitui-lo na bateria.
Sepultura recebe Junior Lima e Perry Farrell para tocar 'Kaiowas' no Lollapalooza 2025
"Foi uma surpresa absurda. Ele estava há 13 anos na banda, dois anos que a gente estava falando da turnê de despedida. Dois dias antes estava resolvendo coisa de setlist com ele. E ele liga e fala que tem que ter uma reunião e que estava no Slipknot. Virou as costas e foi embora", disse o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, em entrevista ao g1 Ouviu, podcast de música do g1, dias antes do show no Lolla.
Para compensar, estavam lá os fãs de verdade, sempre fiéis e muito animados do início ao fim das apresentações da banda. E também os clássicos que fizeram dos brasileiros influências de grupos como Korn, Limp Bizkit e o próprio Slipknot. Até Dave Grohl, líder do Foo Fighters, já revelou ser fã do Sepultura.
O público no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, vibrou ao primeiro sinal de "Kaiowas", instrumental com referência indígena lançado no álbum "Chaos A.D." (1993), quando o grupo começou a fundir seu metal com elementos de música brasileira e percussiva. E muita gente ficou sem entender nada quando Junior (sim, o irmão de Sandy) apareceu para tocar percussão.
É que, nesse momento do show, o Sepultura costuma chamar ao palco amigos e fãs. Perry Farrell, criador do Lollapalooza, também apareceu.
"Arise", do disco homônimo de 1991, formou uma enorme roda de bate-cabeça na plateia, que só se dissolveu com o fim da apresentação.
Dessa vez, a banda decidiu deixar para o final o maior sucesso de seus 40 anos de carreira, "Roots Bloody Roots". Lançado em 1996, com os irmãos Max e Igor Cavalera ainda como integrantes, o revolucionário álbum "Roots" foi o grande responsável por transformar o Sepultura em nome respeitado do metal fora do Brasil.
Pela forte presença de percussão tribal e a influência de gêneros populares brasileiros (Carlinhos Brown foi um dos colaboradores), o disco não é só um marco na trajetória do grupo, mas também um dos mais importantes da história da música do país.
E é por isso que, justamente no adeus, o Sepultura pareceu pequeno demais diante de seu próprio passado.
Cartela resenha crítica g1
g1
VÍDEOS Lollapalooza 2025: os maiores destaques do festival
Câmera de segurança com áudio flagra violência sexual no litoral do Paraná
A câmera de segurança do posto mostra o momento em que a vítima é arrastada para o banheiro. A jovem disse "não" pelo menos 11 vezes. Mesmo com vídeo que comprova violência sexual, Justiça nega duas vezes a prisão do acusado
Quantas vezes uma mulher precisa dizer "não" para não ser violentada? Em um caso de estupro no litoral paranaense, o suspeito foi surpreendido por uma câmera de segurança que além flagrar a imagem do crime, também captou os gritos desesperados da vítima.
Nathan de Siqueira Menezes, pedreiro em Paranaguá, é acusado de estuprar uma jovem em um posto de combustíveis desativado. A vítima e o suspeito se conheceram em uma casa de shows no dia 23 de fevereiro.
Segundo a vítima, ainda dentro da casa de espetáculos, se beijaram. A vítima então pediu um carro de aplicativos para ir embora com uma amiga, mas durante a espera, quis voltar para dentro do estabelecimento para usar o banheiro. Nathan então disse que a ajudaria e a acompanharia até o banheiro de um posto de gasolina ao lado do local, sem informar que estava desativado.
A câmera de segurança do posto mostra o momento em que a vítima é arrastada para o banheiro. Os apelos da jovem, dizendo "não" repetidamente, foram captados pela câmera. "Nathan, eu não quero! Eu não quero, Nathan!" A vítima disse "não" pelo menos 11 vezes.
Preocupado, o motorista do carro de aplicativo começou a ligar para a jovem. "Eu liguei, liguei pra ela, daí desligava, desligava e não apareceu."
"Ele não deixava eu pegar o celular. Aí nisso o meu celular notificou, eu peguei o celular e ele tava com o celular dele na mão. Foi nesse momento que eu achei uma brecha para eu poder conseguir fugir dali”, conta a vítima.
Ainda na madrugada do dia 23, a vítima foi à delegacia de Paranaguá registrar o boletim de ocorrência. Nathan foi ouvido cinco dias depois. Ele não sabia que havia imagens de câmera de segurança com áudio, que se tornaram as principais provas da polícia.
"Eu nunca forcei ela a fazer nada", afirmou em depoimento. Ao saber que havia uma gravação que mostrava ele arrastando a jovem pelo corredor, disse que “ela estava fazendo charme”.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Nathan chegou a gravar a violência sexual no banheiro.
"Nós apreendemos esse celular, mas não localizamos esse vídeo. Provavelmente ele apagou esse arquivo. Agora esse celular, ele se encontra em poder da polícia científica e vai passar por exames periciais com a intenção de recuperar esse arquivo.", afirma a delegada Maluhá Soares.
Dois dias após o crime, a polícia pediu a prisão preventiva de Nathan. O pedido foi negado pelo juiz, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
Quando a vítima deu entrevista ao Fantástico, Nathan ainda estava solto.
“Tenho medo que ele possa fazer outras vítimas também, não só comigo, né?" , afirma a jovem vítima da violência.
No dia 17 de março, o mandado de prisão foi expedido. Dez dias depois, Nathan se entregou na delegacia de Paranaguá, onde permanece preso. Ele será julgado pelos crimes de estupro e registro não autorizado da intimidade sexual. Se condenado, pode pegar até 11 anos de prisão.
A defesa de Nathan não quis emitir nota, porque o processo tramita em segredo de justiça. Pelo mesmo motivo, o Tribunal de Justiça do Paraná também não quis se manifestar sobre o caso.
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Cão resgatado após maus-tratos teve 3kg de pelos retirados e precisou de anestesia para tosa
Animal foi resgatado após denúncia em Fortaleza. Tutora foi presa em flagrante. Cão que sofria maus-tratos em Fortaleza ganha novo lar; Xuxa acompanhou
Quem vê o Scooby após a tosa, nem imagina que na quinta-feira (27), ele estava irreconhecível. Scooby é um cão da raça poodle, tem cerca de 14 anos e vivia em uma casa em Fortaleza.
"Eu tive de assistir três vezes o vídeo para poder entender que espécie de animal, porque até então a gente não tinha conhecimento de que se tratava de um cachorro. Eu nunca vi nada igual. O animal estava com tanta dor, estava com tanto sofrimento, que ele não teve nenhum tipo de reação”, afirma Stefani Rodrigues, fundadora do grupo Anjos da Proteção Animal.
A polícia resgatou o animal após uma denúncia feita pelo Tiago César Vilarete, engenheiro de software. Ele relatou: "A gente desde 2023 soube que ele estava numa situação difícil, de maus-tratos, só que a gente não tinha dimensão do problema. Raramente, o animal passava em um ambiente que podia ser filmado. Fiquei surpreso pelo fato de ele ainda estar vivo.", afirma.
A tutora do Scooby foi presa em flagrante. Em depoimento, ela explicou que o animal era "agressivo".
"Ela alegou aqui na delegacia que o animal muito arredio. Porém o animal era um animal dócil. Então a gente chega à conclusão de que o animal estava naquela situação por uma situação de realmente por maus-tratos mesmo", conta Wilson Camelo, delegado de Proteção ao Meio Ambiente.
O crime de maus-tratos pode levar a até cinco anos de prisão. No sábado (29), a justiça permitiu que a mulher fosse solta, mas a proibiu de manter contato com o animal. Procuramos a defesa da tutora, que não quis se manifestar.
A polícia não divulgou o nome dela. Wilson Camelo explicou: "A gente tem essa precaução de não divulgar o nome nem a imagem dessa investigada, porque nós tivemos alguns casos aqui no estado do Ceará, em que pessoas que praticaram crimes de maus-tratos sofreram uma tentativa de linchamento. O crime de maus-tratos não ocorre única e exclusivamente quando você agride fisicamente o animal. O crime ocorre quando você abandona um animal, quando você priva o animal de acesso à água e à comida, quando você mantém o animal em um ambiente sujo e anti-higiênico, como foi o caso do Scooby."
"Ele chegou aqui num estado bastante preocupante. Os nós eram muito densos lá. Ele estava bastante apático", conta Galileu Plank, médico veterinário.
Um procedimento delicado, que demorou dois dias. Por causa das feridas na pele, os médicos veterinários tiveram que anestesiar o Scooby antes de tosá-lo por completo.
Em torno de 3 quilos de pelos foram retirados do cachorro, o equivalente a 30% de seu peso.
Scooby agora está pesando nove quilos. Ganhou duzentos gramas desde que começou o tratamento. Segue internado, ainda vai fazer novos exames de sangue, de imagens e ser avaliado por vários especialistas, como cardiologista e oftalmologista. Só depois, dependendo do resultado, ele deve receber alta.
Stefani Rodrigues, que faz parte do grupo Anjos da Proteção Animal, participou do resgate do Scooby. Ela se emocionou ao falar sobre o caso: "E é muito difícil a gente aceitar, né, que a nossa sociedade ainda cometa esse tipo de atrocidade. Então a gente, não tem como a gente não se emocionar, sabe? Primeiro ele já ocupou o meu coração. Agora eu vou ocupar a minha casa. Ele vai ser mais um membro da minha família!"
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Papa Francisco pede orações por Mianmar

Ele não conduziu a oração do Ângelus presencialmente, porque ainda está se recuperando da pneumonia. Papa Francisco pede orações por Mianmar, abalado por terremoto
Reprodução
O Papa Francisco pediu preces por Mianmar. Ele não conduziu a oração do Ângelus presencialmente, porque ainda está se recuperando da pneumonia.
A mensagem do Papa foi divulgada pela Santa Sé.
Francisco pediu aos fiéis rezarem pela paz em países que sofrem com conflitos, como a Ucrânia, Palestina, Israel, Líbano e República Democrática do Congo e Mianmar, que também sofre muito com o terremoto.
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Esquerda mobiliza menos gente que Bolsonaro, e fiasco nas duas manifestações prova que anistia não é pauta das ruas

Manifestação organizada pela esquerda, neste domingo (30), em São Paulo, reuniu 6,5 mil pessoas, segundo pesquisadores da USP. Manifestantes participam de ato contra a anistia para os golpistas do 8 de Janeiro, em São Paulo
RICARDO YAMAMOTO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
A esquerda conseguiu produzir na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (30) um fiasco de público pior do que a registrada na manifestação de Jair Bolsonaro por sua anistia.
Segundo estimativas de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), a manifestação da esquerda, liderada pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ), e Guilherme Boulos (PSOL-SP) indicam que o ato reuniu 6,5 mil pessoas, um terço do que Bolsonaro conseguiu juntar na praia de Copacabana -- pouco mais de 18 mil, segundo os mesmos pesquisadores.
Se juntarmos a manifestação a favor da anistia, de Bolsonaro, e contra a anistia, de Lindbergh e Boulos, dá um total de 24 mil manifestantes. Isso é menor do que a média de público que o Flamengo levou no ano passado no Campeonato Brasileiro (29 mil). As duas manifestações somadas perdem também para a média de público do Corinthians, de 27 mil torcedores. E ainda é menor do que a média registrada nos jogos do Fortaleza, que é de 26 mil torcedores. A comparação deixa cristalina uma coisa: anistia não é uma pauta das ruas.
Tanto o presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), quanto o do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já haviam manifestado esta certeza antes dos dois fiascos de públicos registrados, tanto pela esquerda quanto pela direita.
Aliados do governo anteviram o desastre, eles acreditavam que se Boulos conseguisse êxito e fizesse uma manifestação maior do que a vista na Avenida Atlântica, ele poderia se cacifar para o cargo de ministro-chefe da Secretaria-geral da Presidência da República, atualmente ocupada por Márcio Costa Macedo.
Em 2024, Márcio Macedo organizou um evento em comemoração ao Dia do Trabalhador, em 1º de maio, e o resultado também foi um desastre de público. O próprio presidente Lula, irritado, culpou a má organização do evento.
Desde 2013, manifestações de rua provam que a direita e a extrema-direita têm mais capacidade de mobilização do que a esquerda, fenômeno que não é registrado só no Brasil. A edição de domingo do jornal espanhol El País trouxe como manchete o crescimento de movimentos conservadores nas universidades, todos eles ligados a ideias da extrema-direita europeia.
Com o discurso antissistema, a extrema-direita vem conseguindo seduzir jovens mundo afora, cada vez mais inseguros com as mudanças das relações do mercado de trabalho.
O fracasso de público da manifestação de Boulos e Lindbergh fez a alegria de políticos ligados a Bolsonaro, que há duas semanas vinha tentando explicar o fiasco da convocação feita por eles, que esperavam um milhão de pessoas na Avenida Atlântica. O deputado Sóstenes Cavalcanti, líder do PL, desde as 14h mandava em grupos de WhatsApp imagens de drone mostrando grandes vazios na Avenida Paulista e pedindo "vamos espalhar essa vergonha".
O presidente do PP, Ciro Nogueira, também foi às redes sociais para definir: "vazio total".
Se na manifestação de Bolsonaro, a Polícia Militar do RJ, a mando do Palácio Guanabara, resolveu dar uma ajudinha, inventando que havia 400 mil pessoas na Avenida Atlântica, neste domingo o papel coube a Lindbergh e Boulos, que superestimaram a manifestação e disseram que tinha mais gente do que a registrada no comício de Bolsonaro.
Ex-presidente Jair Bolsonaro em ato em Copacabana na manhã deste domingo (16)
Betinho Casas Novas / TV Globo
https://g1.globo.com/politica/blog/octavio-guedes/post/2025/03/30/protesto-contra-anistia.ghtml
Caminho das armas: mapeamento da PF mostra que fuzil viajou mil km e foi usado em diferentes assaltos no país
Banco de dados nacional, coordenado pela Polícia Federal, permitiu a reconstituição da rota. Caminho das armas: como PF mapeou deslocamento de fuzil por mais de 1.300 quilômetros
Um arsenal do crime, compartilhado entre quadrilhas. A reportagem especial de hoje investiga o caminho das armas, a partir de um mapeamento feito pela Polícia Federal. Você vai ver que um único fuzil "viajou" mais de mil quilômetros. E durante quase um ano e meio, foi usado em diferentes assaltos pelo país.
Os relatos de Carla e Gustavo descrevem o desespero diante da ameaça provocada por uma arma de guerra. Mas, apesar de parecer uma memória compartilhada, eles viveram diferentes episódios de violência. Separados por mais de sete meses e 600 quilômetros de distância. E unidos por um elemento: um fuzil usado pelos bandidos estava nas duas ações... mega-assaltos que aterrorizaram as cidades de Araçatuba, em São Paulo, e Guarapuava, no Paraná.
"Eles vêm muito bem esquematizados, eles são muito bem organizados", diz Carla. "Tinha muita munição", diz Gustavo.
Nesta reportagem, você vai entender como um banco de dados nacional, coordenado pela Polícia Federal, permitiu a reconstituição da rota feita por um fuzil. A arma rodou mais de 1.300 quilômetros e foi usada em pelo menos mais um crime até finalmente ser apreendida. E esse é apenas um dos muitos casos de armas viajando centenas de quilômetros por todo o território brasileiro que foram descobertos pelo SINAB – o Sistema Nacional de Análise Balística.
"É uma nova forma de trabalhar, proativa, que tende a levar a um número muito maior de soluções de crimes cometidos com o uso de arma de fogo", diz o perito criminal Lehi.
Araçatuba, 29 de agosto de 2021. Um motorista de aplicativo circula numa noite de domingo. Numa rua escura, começa o terror. "Achei que era uma blitz. Ele se aproximou, apontou o fuzil e mandou descer."
Dezenas de bandidos executam uma ação coordenada para dominar a cidade. Gustavo é obrigado a ligar para a polícia.
"Mandava falar a cidade, que a gente estava sendo refém de um assalto a banco, eles davam a rajada. Sempre rajada, sempre rajada com fuzil. Era muito forte", lembra Gustavo.
Enquanto Gustavo e outros moradores são feitos reféns, o batalhão da Polícia Militar é fuzilado. Os alvos dos criminosos são duas agências bancárias. Ao lado de Gustavo, um bandido é atingido pela polícia. O que acontece na sequência mostra a importância dos fuzis para a quadrilha. "O fuzil caiu, e aí um deles mandou o outro refém ir buscar", lembra Gustavo. "Não deixou o fuzil para trás, levou o fuzil."
Na fuga dos criminosos, reféns são usados como escudo humano no capô de um carro. Gustavo fica a centímetros do cano da arma. O megaassalto deixa um prejuízo financeiro de R$ 17 milhões. Quatro são mortos– dois moradores e dois criminosos - e cinco pessoas feridas, um deles é Lucas, atingido por dois tiros. Assim como o projétil que atingiu Lucas, centenas de vestígios por toda a cidade. É a partir deles que começa o trabalho da perícia. "É o projetil disparado por arma de fogo. Todo contado deixa uma marca. A partir dessas marcas é possível recontar uma história", diz Jesus Antônio velho, perito criminal e professor da USP.
Os momentos de terror em Araçatuba acabaram quando os criminosos fugiram levando milhões de reais dos bancos. Mas a polícia descobriu que esse armamento pesado continuou nas mãos dos bandidos e foi utilizado em outras ações violentas no país.
Guarapuava, 17 de abril de 2022. Outra noite de domingo, em plena Páscoa. Carla é surpreendida enquanto aguarda o marido voltar do plantão. Ela escuta o início da tentativa de outro megaassalto. O alvo: uma empresa de transporte de valores. No batalhão, que fica em frente à casa, o cabo Ricieri Chagas, marido da Carla, também escuta o barulho. Ele e dois colegas saem em uma viatura, mas são emboscados. Os três policiais são atingidos. Dois sobrevivem.
Mas, seis dias depois do ataque, Ricieri morre em decorrência do tiro que levou na cabeça. O coronel Hudson Leôncio Teixeira, atual secretário de Segurança do Paraná, era o comandante da Polícia Militar do estado quando aconteceu o ataque, que terminou frustrado: os assaltantes fugiram sem levar o dinheiro da empresa de valores. "Ele (fuzil) tem um valor muito alto", fiz.
Armas desse tipo estiveram tanto no ataque de Araçatuba quanto no de Guarapuava, crimes do chamado novo cangaço: quando cidades são totalmente dominadas. E, quando os vestígios foram comparados, confirmou-se que pelo menos um dos fuzis esteve nos dois eventos.
"Até hoje nós temos obtido ligações, dos materiais coletados e inseridos nos sistemas provenientes daquela ocorrência", diz o perito Lehi dos Santos. Lehi é o coordenador do Sistema Nacional de Análise Balística, que reúne dados de crimes registrados em todo o Brasil.
Em 2022, o Fantástico mostrou os primeiros passos da plataforma. Em três meses de atuação, tinham sido identificadas seis ligações entre diferentes crimes cometidos com uma mesma arma, os chamados "hits". Hoje, esse número passou de quatro mil, incluindo o fuzil que aterrorizou Gustavo e Carla.
De volta ao interior de São Paulo, o fuzil finalmente chegou ao fim de sua viagem.
Campinas, 20 de janeiro de 2023.
Bandidos mascarados entram em um bar e matam duas pessoas. Menos de uma semana depois, a arma é apreendida e vem a confirmação: "Quando se cadastrou isso no banco, observou-se que este era o fuzil que havia estado em Araçatuba e que havia estado em Guarapuava", diz o perito.
O SINAB também identifica armas usadas para cometer diversos crimes em um mesmo estado. Elas viajam menos, mas matam mais.
Curitiba, janeiro de 2022. Em menos de um mês, uma mesma pistola é usada numa série de assassinatos. São nove ataques no total, todos no entorno de Curitiba. Nas primeiras 24 horas, a pistola percorre dez quilômetros e é usada para matar quatro pessoas. Cinco dias depois, mais um ataque que deixou três mortos. Nas duas semanas seguintes, são 155 quilômetros de deslocamento e mais sete homicídios. A princípio, cada ataque foi investigado isoladamente. Apenas meses depois, com os vestígios adicionados ao SINAB, foi possível concluir que tinham sido cometidos pela mesma arma. Para funcionar com a máxima eficiência, o SINAB depende da perícia das polícias estaduais.
Repórter: Quais são os gargalos do sistema hoje?
Lehi: Você conseguir, no local do crime, coletar ou nos institutos de medicina recuperar esse elemento. Na balística fazer uma limpeza, fazer uma triagem e só então ele vai estar pronto para inserção. Falta pessoal em quantidade suficiente para analisar esse tipo de material.
Depois de viajar mais de 1.300 quilômetros nas mãos dos bandidos, o fuzil 5.56 está aqui, olha: guardado, armazenado numa delegacia de Campinas, aguardando para ser destruído pelo Exército Brasileiro. Aqui dá para ver, olha, muitas marcas de uso das diversas ações criminosas em que o fuzil foi utilizado.
O DNA da arma vai continuar armazenado digitalmente no SINAB. E, assim, mesmo após a destruição, a polícia vai poder descobrir se esse fuzil foi utilizado em ainda mais ações criminosas.
Repórter: O que as conclusões significam para vítimas e familiares de vítimas?
Jesus: Para familiares que perderam seu ente querido por um conflito armado, por violência armada, o SINAB é mais do que um sistema tecnológico. É uma esperança de que esse crime não permanecerá no esquecimento.
Repórter: Você acha que vai esquecer isso tudo um dia, Gustavo?
Gustavo: Você não esquece. É uma memória que não sai da cabeça.
Repórter: Três anos depois dessa noite tão violenta, como fica essa dor?
Carla: Tudo vivo na memória, como se fosse ontem. As pessoas costumam dizer: 'passa'. Não passa. Não passa. O nosso bem maior eles levaram, que para nós não tem preço.
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'Vale Tudo': Fantástico acompanha bastidores da nova novela das nove
Reportagem teve acesso exclusivo à produção durante sete meses e acompanhou etapas como o processo de seleção de elenco e gravações emocionantes do remake. Como nasce uma novela? Fantástico mostra bastidores de "Vale Tudo" em documentário especial
A nova versão de "Vale Tudo" estreia nesta segunda-feira (31). E, durante sete meses, o Fantástico teve acesso exclusivo à produção, desde a primeira reunião de equipe até gravações emocionantes da nova novela das nove.
A reportagem acompanhou ainda o processo de seleção do elenco. A autora Manuela Dias contou como foi a escolha de Bella Campos para interpretar Maria de Fátima.
"Quando a gente viu a Bella, todas as dúvidas sobre Maria de Fátima caíram", afirmou. "Era tão óbvio que tinha que ser aquela pessoa que a gente já se ligava assim: 'É ela né?'".
Bella Campos relembrou o nervosismo ao fazer o teste com Taís Araújo, que interpreta Raquel, mãe de Maria de Fátima.
"Era Maria de Fátima brigando, xingando ela, falando mal e olhava para Taís. Eu falava: 'Gente, como eu posso xingar? Não posso'. E foi difícil para mim ter esse entendimento de: 'Não, calma, Maria de Fátima e Raquel".
A etapa de preparação de elenco permitiu aos atores aprofundarem os seus personagens. Para Taís Araújo, a ideia foi tirar vícios da atuação na televisão. "Queria começar de novo na Raquel. Queria fazer uma personagem de uma maneira que eu nunca fiz".
Débora Bloch, que vive Odete Roitman, entendeu mais sobre as ligações de sua personagem. "Esse exercício foi muito legal, porque ali apareceu muito claramente essa relação da Odete com Heleninha e da Odete com Afonso e a relação deles com essa mãe tão forte e castradora e controladora".
Uma etapa fundamental acompanhada pelo Fantástico foi a visita técnica da equipe às Cataratas do Iguaçu, um dos cenários marcantes do início da trama.
"A visita técnica é sempre um momento muito importante para a gente, porque é a primeira vez que a gente vê a materialização de uma coisa que até então estava só na nossa cabeça", disse o diretor artístico Paulo Silvestrini.
O trabalho de produção inclui etapas como a criação de um minucioso de figurino, com 20 mil peças previstas, a caracterização, com perucas icônicas como a de Odete Roitman, e a cenografia, com o uso de 4 mil toneladas de madeira para a cidade cenográfica.
Um dos mistérios mais aguardados – "Quem vai matar Odete Roitman?" – também foi tema de curiosidade nos bastidores. Mas Manuela Dias manteve o suspense.
"Acho que eu já sei quem vai matar Odete Roitman. Eu descobri isso tem umas duas semanas", disse a autora. "É um segredo. Eu não falei nem voz alta, nem a minha equipe, nem nada. Eu só falei: 'Descobri quem vai matar Odete'".
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Professora morre afogada após embarcação bater em tronco e naufragar no rio Jari, no Amapá

Neto da professora, de 9 anos, conseguiu segurar em um isopor e flutuar até a chegada do resgate. Diretora de escola que estava na pequena embarcação também sobreviveu. Caso ocorreu neste domingo (30), no município de Laranjal do Jari, no Sul do estado. Professora Sandra Farias da Silva
Reprodução/Redes Sociais
A professora Sandra Farias da Silva, de 50 anos, morreu afogada neste domingo (30) após a embarcação em que estava bater em um tronco e naufragar no rio Jari, no trecho entre a comunidade da Padaria e a cidade de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá. O neto da professora, de 9 anos, e a diretora de uma escola sobreviveram e receberam atendimento médico.
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Segundo informações repassadas por uma das vítimas ao Corpo de Bombeiros Militar, a embarcação se deslocava da comunidade com os três a bordo, quando houve a colisão com um tronco de árvore.
De acordo com o relato, a criança ficou flutuando com um pedaço de isopor e seguro no corpo de sua avó até o momento do resgate. No local, foi feita a avaliação dos sinais vitais quando houve a confirmação da morte da professora.
A criança relatou que estava com dificuldade de respirar e que havia inalado muita água e foi encaminhada ao Hospital de Emergência. A diretora que estava na embarcação também recebeu atendimento médico.
Ainda de acordo com as informações repassadas, a professora Sandra da Silva trabalhava na comunidade há cerca de 15 anos.
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Terno Rei e Marina Peralta se apresentam no Lollapalooza 2025
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Após a saída dos desabrigados, boxes são desmontados no Parque de Exposições de Rio Branco
"/> Estrutura montada para abrigar famílias afetadas pela cheia do Rio Acre começou a ser desmontada nesse sábado (29) no Parque de Exposições Wildy Viana. Equipes da prefeitura desmontam estrutura no Parque de Exposição
Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco
As famílias afetadas pela cheia do Rio Acre e abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana, na capital, já retornaram para casa e a estrutura montada no local começou a ser desmontada nesse sábado (29). A informação é da Defesa Civil Municipal.
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Este ano, o Rio Acre transbordou no dia 10 de março e ficou acima da cota de transbordo, que é 14 metros, até a última segunda-feira (24). A cheia atingiu mais de 31 mil pessoas na capital acreana este ano.
A maior cota atingida pelo manancial em 2025 foi de 15,88 metros, marcada às 15h de 17 de março. Neste domingo (30), o rio está com 9,25 metros. A partir de 19 de março, o rio começou uma lenta vazante na capital acreana.
Na quarta (26), as equipes da prefeitura iniciaram a limpeza nos bairros afetados para preparar o retorno das famílias atingidas. Já na quinta (27), foi iniciada a "Operação de Volta para Casa" e encerrado o transporte das famílias às 18h de sexta (28). Cerca de 175 famílias ficaram abrigadas no parque.
Famílias que estavam em abrigos começam a voltar para casa na capital
Antes de sair dos abrigos, os moradores receberam material de limpeza e uma cesta básica. Mesmo com a desmontagem dos boxes, o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que o parque seguirá sob a administração do órgão.
"Estamos fazendo o desmonte dos boxes, talvez até terça [1º] a gente consiga desmontar todos. A gente reaproveita o material, mas não vamos desativar o parque, vai ficar mais alguns dias com a gente. Fizemos o cadastramento das famílias e agora vamos acompanhá-las nos bairros", ressaltou.
Ainda segundo o coronel, essas famílias vão continuar recebendo ajuda com alimentos, colchões, kits higiene e também com a liberação do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Doze das famílias que estavam nos abrigos foram levadas para o aluguel social.
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"Temos outras que estão em monitoramento e podem ir para o aluguel. Essas famílias que foram para o aluguel são de lugares que não têm mais condições de retorno", reformou.
O coronel destacou que toda a bacia do Rio Acre está em vazante e, portanto, as águas não devem ficar mais acima dos 10 metros na capital. "Uma das preocupações era o Riozinho do Rolo, mas já está chegando aos 12 metros e, tudo indica, que agora vai chegar a 6 metros dentro de alguns dias. A parte hidrológica já foi superada, agora temos a fase geológica, onde temos sérios problemas", destacou.
Ao todo, cerca de 175 famílias ficaram abrigadas no parque este ano
Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco
Mais de 100 residências em risco
O coordenador disse que há cerca de 100 residências com risco de desabamento na capital acreana por conta da cheia. Essas casas passam por vistorias constantemente e as equipes da Defesa Civil Municipal.
Alguns dos moradores dessas residências estão no aluguel social. "Esse número é só de 2025. Há o risco geológico, quando há a movimentação de terra e atinge a residência, e também tem a questão da estruturação da própria edificação, que às vezes é feita com madeira reaproveitada e improvisada. Isso começa a deteriorar e temos várias casas desse jeito", pontuou.
Decretos
O prefeito Tião Bocalom decretou, no último dia 14, situação de emergência devido à enchente. Já o governador Gladson Cameli decretou situação de emergência diante do aumento do nível dos rios Acre, Juruá, Purus e Envira, no dia 10 de março. Na última terça (18), após uma semana, governo do estado alterou o decreto e acrescentou os rios Tarauacá, Abunã e Moa.
Conforme a Defesa Civil de Rio Branco, a enchente deste ano afetou:
Mais de 8,6 mil famílias diretamente, o equivalente a 31.318 pessoas;
Mais de 180 famílias ficaram em abrigos, totalizando 700 pessoas;
Outras 598 famílias ficaram desalojadas, ou seja, foram para casa de parentes ou amigos;
19 comunidades rurais afetadas, dentre elas três são isoladas, e 2.198 famílias rurais atingidas;
43 bairros da capital atingidos.
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Idosa morre atropelada por trem em Barra Mansa
Acidente aconteceu na passagem de nível do cruzamento da Rua Alberto Mutel com a Avenida Dario Aragão. Uma idosa, de 73 anos, morreu no sábado (29), após ser atropelada por um trem, em Barra Mansa (RJ). O acidente aconteceu no cruzamento da Avenida Dario Aragão com Rua Alberto Mutel.
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Segundo a Polícia Militar, agentes foram acionados para verificar a entrada de uma idosa atropelada por um trem em um hospital, onde ela já havia chego sem vida.
Indícios apontam que a vítima foi atingida pelos vagões. Após a confirmação do óbito, os policiais seguiram até a base ferroviária, onde obtiveram mais informações sobre o acidente.
De acordo com a PM, o maquinista não percebeu a presença da vítima nos trilhos e seguiu viagem em direção a Volta Redonda (RJ).
A perícia foi acionada para realizar a análise no local do acidente. O caso foi registrado na Delegacia de Barra Mansa. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.
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Um idoso, de 81 anos, ficou gravemente ferido após ser atropelado por um motociclista em Volta Redonda (RJ). Acidente aconteceu na manhã desta terça-feira (25) na Avenida Antônio de Almeida, bairro Retiro.
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Homem é preso suspeito de ameaçar avó e agredir pai com pedaço de madeira em Tanque D'Arca, Alagoas
"/> Avó do homem disse que ele tocou nas partes íntimas e perguntou se ela queria fazer sexo. Suspeito foi levado para a Central de Arapiraca, onde foi autuado.
Ascom PCAL
Um homem foi preso no último sábado (29) suspeito de ameaçar a avó de morte e agredir o pai com um pedaço de madeira em Tanque D'Arca, interior de Alagoas. A avó informou ainda que o suspeito chegou a tocá-la nas partes íntimas, perguntando se ela queria fazer sexo.
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De acordo com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), uma equipe foi até o local e conversou com os familiares do suspeito. O pai dele, que também disse ter sido mordido e ameaçado de morte, contou que o filho é usuário de drogas.
Os policiais relataram que o suspeito tinha hematomas pelo corpo. A avó afirmou que o homem se feriu, propositalmente, com cacos de vidros.
O suspeito e as vítimas foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Arapiraca, onde ficou à disposição da Justiça.
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Terno Rei se apresenta no Lollapalooza 2025
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Ozzy Osbourne publica ingresso de show que fez em Porto Alegre há exatos 14 anos e anima fãs: 'sonho'

Apresentação relembrada no post abriu turnê no Brasil. Músico, que foi diagnosticado com Parkinson e teve lesões na coluna, se prepara para o seu último show, no dia 5 de julho, com o Black Sabbath. Ozzy Osbourne se apresenta no intervalo de um jogo de futebol americano nos EUA em 2021
John McCoy/AP Photo
Ozzy Osbourne levou os fãs brasileiros, em especial os do Rio Grande do Sul, à loucura com uma publicação feita neste domingo (30) nas redes sociais. O roqueiro de 76 anos compartilhou em seu perfil oficial uma imagem do ingresso de um show que fez em Porto Alegre em 30 de março de 2011, há exatos 14 anos.
"Eu estava lá, épico", relembrou um seguidor. "Era o meu sonho", escreveu uma admiradora do vocalista britânico. "Não brinque com nossos sentimentos, vovô", postou um outro.
A apresentação relembrada no post abriu turnê do ex-líder da banda Black Sabbath no Brasil. Foram cerca de 1h30 dos maiores sucessos da carreira, para delírio dos cerca de 12 mil presentes.
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Um momento inusitado marcou o início do show: uma bandeira do Grêmio foi arremessada na direção do palco pelo público, e Ozzy a pegou e colocou sobre as costas. No entanto, o Gigantinho, espaço que recebeu o show, pertence ao rival Internacional e é localizado nas cercanias do Estádio Beira-Rio.
A performance incluiu músicas como "War pigs", "Iron man", "Fairies wear boots" e "Paranoid". A plateia também entoou hits da fase pós-Black Sabbath, como "I don't want to change the world", "Road to nowhere" e "Mama, I'm coming home", incluída no bis.
O roteiro contou com apresentações em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Ozzy Osbourne veste bandeira do Grêmio durante show em 2011 no Brasil
Ricardo Duarte/Agência RBS
Problemas de saúde
Em fevereiro deste ano, o Pop&Arte noticiou que Ozzy não consegue mais andar devido aos problemas de saúde. O músico, que foi diagnosticado com Parkinson e teve lesões na coluna, se prepara para o seu último show, no dia 5 de julho, com o Black Sabbath.
"Não consigo andar, mas sabe o que eu estava pensando nas férias? Apesar de todas as minhas reclamações, ainda estou vivo. Posso estar reclamando que não consigo andar, mas olho para a estrada e vejo pessoas que não fizeram nem metade do que eu e não chegaram até aqui", disse em seu programa na rádio Sirius XM.
Ozzy Osbourne publica foto de ingresso de show que fez no Brasil em 2011
Reprodução
Show de despedida
Ozzy Osbourne e a formação clássica do Black Sabbath serão a atração principal do festival beneficente "Back to the Beginning", no dia 5 de julho. Tom Morello, guitarrista do Rage Against The Machine e diretor musical do evento, prometeu que será "o maior show de heavy metal de todos os tempos".
No festival, estão confirmadas bandas influenciadas pelo Black Sabbath, como Metallica, Pantera, Slayer, Gojira e Anthrax. Os lucros do evento serão destinados a instituições como Cure Parkinson's, Birmingham Children's Hospital e Acorn Children's Hospice.
O show marcará a primeira vez em 20 anos que Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward tocarão juntos. Devido aos problemas de saúde, Ozzy tem se afastado dos palcos. Ele fará uma apresentação solo curta antes de se juntar aos seus companheiros de banda.
Relembre entrevista de Ozzy ao Fantástico, em 2022:
Ozzy Osbourne lança novo álbum e afirma que se puder, volta ao Brasil com turnê
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Terno Rei se apresenta no Lollapalooza
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