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Fabiano
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Têmporas do Advento

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Liturgia Diária – 18/12/2024 – Quarta-feira das Têmporas do Advento

2ª Classe – Missa própria

DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA RECOMENDADOS

A “estação”, como de costume nas quartas-feiras das Têmporas, é em Sta. Maria Maior. Nesta basílica encontram-se as relíquias do presepe em que descansou o Filho de Deus feito Homem.

A Comunidade dos fiéis recomenda os jovens levitas à proteção daquela que é a Rainha do clero e já pelos antigos Padres da Igreja fora chamada: Virgem — Sacerdotisa.

Além do caráter comum das Têmporas (ver a Introdução do Missal), visam as Têmporas do Advento especialmente a preparação para a festa do Natal.

A Missa deste dia é um ardente anelo pela vinda do Salvador. O grande profeta do Advento é Isaías e por este motivo a Igreja lê, nestes dias, as mais belas páginas de seu livro, para suscitar em nossas almas um vivo desejo pelo Reino do Cristo no mundo.

Páginas 21 a 24 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).

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O jejum das Quatro Têmporas

Quem já faz sua abstinência de carne às sextas-feiras, observando o mandamento da Igreja, tem agora mais um sacrifício para oferecer a Deus, de estação a estação. Saiba em que consiste essa piedosa prática litúrgica, hoje esquecida, mas jamais abolida.

Equipe Christo Nihil Praeponere

As Quatro Têmporas (Quatuor Tempora, em latim) são celebrações litúrgicas da Igreja, ligadas às mudanças das quatro estações e instituídas para a santificação do ano civil. Eram consideradas tempos especiais de vigília e oração, durante os quais a Igreja procedia à ordenação de novos sacerdotes e recomendava aos católicos o jejum e a abstinência de carne.

Olhando-as a partir do hemisfério sul, temos:

◉ as Têmporas da Quaresma, na primeira semana deste tempo litúrgico, marcando o início do outono;

◉ as Têmporas de Pentecostes, celebradas na Oitava desta solenidade, marcando o início do inverno (no hemisfério Sul);

◉ as Têmporas de São Miguel, na terceira semana de setembro, entre a Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro) e o dia de São Miguel Arcanjo (29 de setembro), que indicam a passagem da primavera; e

◉ as Têmporas do Advento, na terceira semana deste tempo litúrgico, anunciando a chegada do verão (no hemisfério Sul).

Segundo a Legenda Áurea, do bem-aventurado Tiago de Varazze, teria sido o Papa São Leão Magno a estabelecer, no século V, essas comemorações. O Liber Pontificalis faz referência ao Papa Calisto, nos anos 200, mas sua origem, provavelmente, é ainda anterior a isso, datando da época dos Apóstolos.

Havia nelas, em primeiro lugar, uma relação de continuidade com o Antigo Testamento (cf. Zc 8, 19), pois os judeus costumavam jejuar quatro vezes por ano: uma por ocasião da Páscoa; uma antes de Pentecostes; outra antes da Festa dos Tabernáculos, em setembro; e uma última, por fim, antes da Dedicação, que se dava em dezembro. Desde o começo, também, essa instituição serviu como uma forma de “cristianizar” os festivais pagãos que aconteciam em Roma, em torno da agricultura e das estações.

Os dias em que se faziam esses jejuns sazonais eram a quarta, a sexta-feira e o sábado:

◉ a quarta, por ser o dia em que o Senhor foi traído por Judas Iscariotes;

◉ a sexta, por ser o dia de sua crucificação; e

◉ o sábado, por ser o dia em que ele passou no túmulo e no qual os Apóstolos ficaram de luto por sua morte.

Também essa é uma prática imemorial, mencionada, por exemplo, pelo Didaquê, um dos mais antigos escritos cristãos de que se tem notícia.

Da Cidade Eterna a observância das Quatro Têmporas se difundiu por todo o Ocidente ainda na Alta Idade Média, sendo confirmada mais tarde pela autoridade de vários pontífices romanos — dentre eles, o Papa São Gregório VII, que reinou na Igreja de 1073 a 1085.

O alcance desse costume foi tão amplo a ponto de influenciar a culinária do Extremo Oriente: o tempurá, prato feito à base de mariscos e vegetais, nasceu no Japão do século XVI graças à atuação de missionários espanhóis e portugueses.

As Têmporas hoje

Uma celebração assim tão importante não poderia simplesmente ser abolida, sem mais nem menos. E de fato não foi, ainda que a sua influência tenha diminuído a olhos vistos.

No Missal de 1962, as Têmporas eram observadas como “férias de segunda classe”, dias feriais de especial importância, que se sobrepunham inclusive a certas festas de santos. Cada dia tinha a sua Missa própria. Hoje, no entanto, ficou sob o encargo das conferências episcopais e das dioceses determinar o tempo e o modo de celebração das Quatro Têmporas, de acordo com prescrição da Sagrada Congregação para o Culto Divino. Em 1966, a Constituição Apostólica Paenitemini, do Papa Paulo VI, confirmou todas as sextas-feiras do ano como dias penitenciais, mas, ao mesmo tempo, os jejuns das Têmporas deixaram de ser obrigatórios.

Por que continuar jejuando, afinal, nessas épocas específicas do ano, é novamente o beato Tiago de Varazze que nos explica. O escritor medieval apresenta em sua Legenda Áurea pelo menos oito razões para mantermos essa piedosa tradição, ainda que ela tenha caído no esquecimento em nossos dias. A mais significativa dessas razões está ligada aos quatro temperamentos, pois

"o sangue aumenta na primavera, a bílis no verão, a melancolia no outono e a fleuma no inverno. Consequentemente, jejua-se na primavera para debilitar o sangue da concupiscência e da louca alegria, pois o sanguíneo é libidinoso e alegre. No verão, para enfraquecer a bílis do arrebatamento e da falsidade, pois o bilioso é por natureza colérico e falso. No outono, para acalmar a melancolia da cupidez e da tristeza, pois o melancólico é por natureza invejoso e triste. No inverno, para diminuir a fleuma da estupidez e da preguiça, pois o fleumático é por natureza estúpido e preguiçoso."

Sob essa perspectiva, o jejum das Quatro Têmporas converte-se em uma forma de atenuarmos as tendências desordenadas de nossos temperamentos.

"O jejum das Quatro Têmporas é também uma forma de atenuarmos as tendências desordenadas de nossos temperamentos."

Mas, além de estar relacionada às estações do ano, a prática das Têmporas também se relaciona intimamente com o sacerdócio católico, pois era costume da Igreja de Roma (que depois se estendeu a toda a cristandade) ordenar os seus padres justamente nesses dias de jejum, mais especificamente na vigília de sábado para domingo. A ideia que transparecia era muito clara: o povo obter de Deus, com suas orações e penitências, a graça de um clero digno e santo.

O rol de motivos por que devemos fazer penitência não se esgota, evidentemente, nestas linhas. Assim como as quatro estações vão se substituindo ano após ano, e sem nenhuma trégua, assim também nós, conscientes da fragilidade de nossa carne e desejosos de reparar os Corações Imaculados de Jesus e de Maria pelos tantos pecados contra eles cometidos, devemos viver em atitude permanente de mortificação.

É verdade, o termo “morte” pode soar mal aos ouvidos modernos. Muitos gostariam, na verdade, se pudessem, de apagá-lo de quaisquer pregações, homilias ou documentos da Igreja. Nos Evangelhos, entretanto, as palavras de Nosso Senhor não podiam ser mais claras:

"Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me (Lc 9, 23).

Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas, se morre, produz muito fruto. Quem tem apego à sua vida vai perdê-la; quem despreza a sua vida neste mundo vai conservá-la para a vida eterna (Jo 12, 24-25)."

Por isso, a quem nos vier perguntar, em tom de zombaria, por que queremos morrer observando jejuns e abstinências, respondamos com caridade, mas convictos: nós não somos “masoquistas”, só o que queremos é amar a Jesus Cristo, que nos amou primeiro e se entregou por cada um de nós (cf. Gl 2, 20).

É nesse contexto que se insere o jejum das Quatro Têmporas. Fiquemos de olho, pois, no calendário litúrgico antigo e atentemo-nos aos dias em que a Igreja convida seus filhos a mais esse ato de generosidade (ainda que vivido de forma privada). Viver em família essa tradição pode ser tanto uma forma de testemunho para o mundo moderno, tão dado aos prazeres da carne, quanto uma oportunidade para formar os próprios filhos na escola da santidade. Quem já faz sua abstinência de carne às sextas, portanto, observando o mandamento da Igreja, tem agora mais um sacrifício para oferecer a Deus — lembrando sempre que quem ama, longe de contentar-se com o “mínimo” das obrigações, o que mais deseja, na verdade, é dar o “máximo” de si próprio.

Mesmo que doa, portanto, não deixemos de nos doar! Sirva-nos de modelo Santa Jacinta Marto, vidente de Fátima, que tinha o comer alimentos amargos como um de seus “sacrifícios habituais” e que, um dia, interpelada por sua prima para que deixasse de comer as bolotas dos carvalhos, porque amargavam muito, deu-lhe, em sua simplicidade, esta bela lição: “Pois é por amargar que o como, para converter os pecadores.”

Visto em:

https://padrepauloricardo.org/blog/o-jejum-das-quatro-temporas

Referências

Jacopo de Varazze, Legenda áurea: vidas de santos. Trad. de Hilário Franco Jr. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, pp. 236-238.

Francis Mershman, Ember Days. The Catholic Encyclopedia, v. 5. New York: Robert Appleton Company, 1909.

Michael P. Foley, The glow of the Ember Days. The Latin Mass Magazine, vol. 17:4. Disponível em inglês no Rorate Caeli e em português no Salvem a Liturgia!.

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Gaudete Sunday: Advent’s Call to ‘Rejoice Always’

by Msgr. Charles Pope

Third Sunday of Advent. Mass readings: Isaiah 61:1-2A, 10-11; Luke 1:46-48, 49-50, 53-54; 1 Thessalonians 5:16-24; John 1:6-8, 19-28.

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This Sunday is traditionally called Gaudete Sunday, based on the Introit for the day: Gaudete in Domino semper, iterum dico, Gaudete, from Philippians 4:4 (“Rejoice in the Lord always; again I say, ‘Rejoice’”). Today, this theme is developed most fully in the second reading, which is from 1 Thessalonians. Let’s take a closer look at that reading and what is meant by the admonition to “rejoice.” It is surely more than feeling mere emotional joy. The goal is a deep, serene, confident and stable joy of the Holy Spirit.

The text says, “Pray without ceasing. In all circumstances give thanks, for this is the will of God for you in Christ Jesus. Do not quench the Spirit.”

Prayer without ceasing is a discipline of the mind. St. Paul does not mean that we should stay in a chapel all day long. He means that we should be living in conscious contact with God at every moment of our day. To be grateful in all circumstances means that we must remember that “all things work for good for those who love God, who are called according to his purpose” (Romans 8:28); even the painful things bring forth blessings. The Holy Spirit wants this grateful spirit to be ours, and we ought not quench his gift to us of being always gratefully aware of God’s goodness.

The text says, “Do not despise prophetic utterances. Test everything; retain what is good.” First, the phrase “prophetic utterances” refers to Scripture. But there are also approved visions and prophecies that have been permitted us by the Church. Scripture is a prophetic declaration of reality. We ought not to despise God’s word in any way, but should accept it wholeheartedly. “Prophetic utterances” also refers to the teachings of the Church, the words of the Fathers of the Church, and the teachings of the saints down through the ages. There is a great deposit of faith that has been carefully collected and lovingly handed down from apostolic times. We, too, ought to seek out every instruction prophetically uttered by Mother Church, allowing nothing to fall to the ground. Approved apparitions, prophecies and spiritual works are also a source for us too; and we should seek out the witness of Mary and the saints of old who kept and handed on the faith.

The text says, “Refrain from every kind of evil. May the God of peace make you perfectly holy; and may you, entirely, spirit, soul and body, be preserved blameless for the coming of our Lord Jesus Christ. The one who calls you is faithful, and he will also accomplish it.” The greatest source of sorrow in our life, the biggest killer of joy, is sin. To the degree that we indulge it, our joy is sapped, but to the extent that we allow the Lord to deliver us from sin and make us more and more holy, our joy becomes deeper and more lasting.

The words “holy” and “whole” are not far removed from each other. As we become more whole, more perfected, freer from sin, more holy and blameless, our joy deepens and we can increasingly “rejoice always.” God will do this for us if we are willing and if we ask him.

Thus the mandate, the exhortation, to “rejoice always” is a call to live a stable and serene joy rooted in prayerful gratitude.

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Terceira semana do Advento

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O início da terceira semana do advento é marcada pelo Domingo Gaudete, toda a Igreja é direcionada pela antífona de entrada com a qual se inicia o 3º Domingo do Advento, rejubila Gaudete in Domino semper, “Alegrai-vos incessantemente no Senhor” (Fl 4,4).

de: Um Sem Nome

Visto em: https://semnome.org/2021/12/12/terceira-semana-do-advento/

O início da terceira semana do advento é marcada pelo Domingo Gaudete, toda a Igreja é direcionada pela antífona de entrada com a qual se inicia o 3º Domingo do Advento, rejubila Gaudete in Domino semper, “Alegrai-vos incessantemente no Senhor” (Fl 4,4).

No terceiro domingo a Igreja deixa o roxo predominante do tempo da espera para revestir-se de rosa e cantar com alegria pois a espera está próxima de acabar, o menino Deus está chegando. Mas diante de tudo pelo qual estamos passando, podemos simplesmente nos alegrar?

Antes de responder a si mesmo, nos permitamos refletir um momento. Na terceira semana do advento mais do que nos alegramos, meditemos um pouco sobre como expressamos a nossa alegria. Oremos para que nossa alegria seja para Ele, por Ele e Nele. Oremos juntos.

† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso que estais nos Céus,

santificado seja o vosso Nome,

venha a nós o vosso Reino,

seja feita a vossa vontade

assim na terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos daí hoje,

perdoai-nos as nossas ofensas

assim como nós perdoamos

a quem nos tem ofendido,

e não nos deixeis cair em tentação,

mas livrai-nos do Mal.

Amém.

Ave Maria, cheia de graça,

o Senhor é convosco,

bendita sois vós entre as mulheres

e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,

rogai por nós pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

Amém.

O trecho do evangelho segundo Lucas que a liturgia nos apresenta neste terceiro Domingo do Avento (Lc 3, 10-18) à primeira vista parece ser uma leitura um pouco fora da proposta de alegria que a Igreja nos convida a expressar no Domingo Gaudete.

O que por consequência tornar desafiador viver essa alegria durante a terceira semana do advento, mas pelo contrário, a luz do exemplo e intercessão de Nossa Senhora a Virgem Maria, nossa incansável intercessora e companhia especial dessa semana, torna-se uma das orientações mais fáceis de entender que poderíamos receber.

Peço que volte ao texto do evangelho do terceiro Domingo do Advento (Lc 3, 10-18), se dividirmos em duas partes o trecho, veremos na primeira parte São João Batista respondendo perguntas em sua pregação e na segunda parte o mesmo João alertando que ele não é o Messias e que este ainda estava por vir.

Agora perceba que na primeira parte São João Batista não responde várias perguntas, ele responde a mesma pergunta três vezes, porque a pergunta vem de públicos diferentes.

“Que devemos fazer?” (Lc 3, 10b; 12b; 14b).

Essa pergunta é a chave da alegria que precisamos perseguir durante a nossa terceira semana do advento, devemos nos alegrar? Sim. Devemos nos alegrar no Senhor. A alegria do Senhor deve se manifestar em nós como fonte de força para seguir em frente na caminhada, como luzeiro que guia o irmão confuso e desiludido. A alegria do Senhor não pode ser confundida com euforia sem fundamento e jamais deve ser fonte de descaminho para nós ou para o nosso próximo.

A nossa verdadeira alegria vem dos céus e a alegria dos céus é despertada pela nossa conversão,

“Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lc 15, 7).

Com esse olhar, nada mais apropriado para guiar a nossa terceira semana do advento, refletirmos sobre essa pergunta, “Que devemos fazer?” (Lc 3, 10b; 12b; 14b). São João Batista nos aponta o caminho que leva para Cristo, preparando o caminho do Senhor. Ele que já do ventre de sua mãe reconhece a Virgem Santíssima e o Verbo encarnado em seu ventre.

Por isso, nessa semana, entregue tudo que fizer nas mãos de Nossa Senhora, peça a Santa Virgem Maria sua intercessão e condução para que você possa viver a verdadeira alegria incessante no Senhor. Ela que é o nosso maior exemplo de quem soube viver a verdadeira alegria em Deus dizendo “Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1, 38). Intercede sem cessar por cada um nós e responde a essa pergunta, com a mais profunda de suas orientações de mãe, “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5b).

Na terceira semana do advento, alegrem-vos por cada detalhe da vossa vida. Alegrai-vos incessantemente no Senhor.

Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós.

Graça, Paz e Misericórdia.

† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

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Appendix: Biblical Allusions in the O Antiphons

O Sapientia, quae ex ore Altissimi prodisti, attingens a fine usque ad finem fortiter, suaviter disponensque omnia: veni ad docendum nos viam prudentiae.

"He is the source of your life in Christ Jesus, whom God made our wisdom, our righteousness and sanctification and redemption. (1 Corinthians 1:30)

This also comes from the Lord of hosts; he is wonderful in counsel, and excellent in wisdom. (Isaiah 28:29)

I came forth from the mouth of the Most High, the first-born before all creatures. (Sirach 24:3a)

She reaches mightily from one end of the earth to the other, and she orders all things well [Lat. suaviter]. (Wisdom 8:1)

For wisdom is more mobile than any motion; because of her pureness she pervades and penetrates all things. (Wisdom 7:24)

The Lord created me at the beginning of his work, the first of his acts of old. Ages ago I was set up, at the first, before the beginning of the earth. (Proverbs 8:22-23)"

O Adonai, et dux domus Israel, qui Moysi in igne flammae rubi apparuisti, et ei in Sina legem dedisti: veni ad redimendum nos in brachio extento.

"For the Lord is our judge, the Lord is our ruler, the Lord is our king; he will save us. (Isaiah 33:22)

And you, O Bethlehem, in the land of Judah, are by no means least among the rulers of Judah; for from you shall come a ruler who will govern my people Israel. (Matthew 2:6; cf. Micah 5:2)

And the angel of the Lord appeared to him in a flame of fire out of the midst of a bush. (Exodus 3:2a)

You shall remember that you were a servant in the land of Egypt, and the Lord your God brought you out from there with a mighty hand and an outstretched arm. (Deuteronomy 5:15a; cf. 9:29; 26:8)

He has shown strength with his arm, he has scattered the proud in the imagination of their hearts (Luke 1:51)"

O Radix Jesse, qui stas in signum populorum, super quem continebunt reges os suum, quem gentes deprecabuntur: veni ad liberandum nos, iam noli tardare.

"There shall come forth a shoot from the stump of Jesse, and a branch shall grow out of his roots… In that day the root of Jesse shall stand as an ensign to the peoples; him shall the nations seek, and his dwellings shall be glorious. (Isaiah 11:1, 10)

And further Isaiah says, “The root of Jesse shall come, he who rises to rule the Gentiles; in him shall the Gentiles hope.” (Romans 15:12; cf. Isaiah 11:10)

Then one of the elders said to me, “Weep not; behold, the Lion of the tribe of Judah, the Root of David, has conquered, so that he can open the scroll and its seven seals.” (Revelation 5:5)

I Jesus have sent my angel to you with this testimony for the churches. I am the root and the offspring of David, the bright morning star. (Revelation 22:16)"

O Clavis David, et sceptrum domus Israel: qui aperis, et nemo claudit; claudis, et nemo aperuit: veni, et educ vinctum de domo carceris, sedentem in tenebris, et umbra mortis.

"And I will place on his shoulder the key of the house of David; he shall open, and none shall shut; and he shall shut, and none shall open. (Isaiah 22:22; cf. Revelation 3:7)

Then they cried to the Lord in their trouble, and he delivered them from their distress; he brought them out of darkness and gloom, and broke their bonds asunder. (Psalm 106[107]:13-14)

I have given you as a covenant to the people, a light to the nations, to open the eyes that are blind, to bring out the prisoners from the dungeon, from the prison those who sit in darkness. (Isaiah 42:6b-7)

Thus says the Lord: In a time of favour I have answered you, in a day of salvation I have helped you; I have kept you and given you as a covenant to the people, to establish the land, to apportion the desolate heritages; saying to the prisoners, ‘Come forth,’ to those who are in darkness, ‘Appear.’ (Isaiah 49:8-9)

The people who sat in darkness have seen a great light, and for those who sat in the region and shadow of death light has dawned. (Matthew 4:16; cf. Isaiah 9:2)

To give light to those who sit in darkness and in the shadow of death, to guide our feet into the way of peace. (Luke 1:79)

The Spirit of the Lord is upon me, because he has anointed me to preach good news to the poor. He has sent me to proclaim release to the captives and recovering of sight to the blind, to set at liberty those who are oppressed, to proclaim the acceptable year of the Lord. (Luke 4:18-19; cf. Isaiah 61:1-2)"

O Oriens, splendor lucis aeternae, et sol iustitiae: veni, et illumina sedentes in tenebris, et umbra mortis.

"Then shall your light break forth like the dawn, and your healing shall spring up speedily. (Isaiah 58:8a)

I Jesus have sent my angel to you with this testimony for the churches. I am the root and the offspring of David, the bright morning star. (Revelation 22:16)

Through the tender mercy of our God, when the day shall dawn upon us from on high. (Luke 1:78)

The sun shall no longer be your light by day, nor for brightness shall the moon give light to you by night; but the Lord will be your everlasting light, and your God will be your glory. (Isaiah 60:19; cf. Revelation 21:23; 22:5)

But for you who fear my name the sun of righteousness [Lat. sol iustitiae] shall rise, with healing in its wings. (Malachi 4:2a)"

O Rex gentium, et desideratus earum, lapisque angularis, qui facis utraque unum: veni, et salva hominem, quem de limo formasti.

"Who would not fear you, O King of the nations? (Jeremiah 10:7a)

For God is the king of all the earth; sing praises with a psalm! God reigns over the nations; God sits on his holy throne. (Psalm 46[47]:7-8)

Grace to you and peace from him who is and who was and who is to come, and from the seven spirits who are before his throne, and from Jesus Christ the faithful witness, the first-born of the dead, and the ruler of kings on earth. (Revelation 1:4-5)

And I will move all nations: and the desired of all nations shall come: and I will fill this house with glory: saith the Lord of hosts. (Haggai 2:8)

Jesus said to them, “Have you never read in the Scriptures: ‘The very stone which the builders rejected has become the cornerstone; this was the Lord’s doing, and it is marvellous in our eyes’?” (Matthew 21:42; cf. Psalm 117[118]:22-23; Mark 12:10-11; Luke 20:17; Acts 4:11; 1 Peter 2:7)

Therefore thus says the Lord God: Behold, I am laying in Zion for a foundation a stone, a tested stone, a precious cornerstone, of a sure foundation: ‘He who believes will not be in haste.’ (Isaiah 28:16; cf. Romans 9:33; 1 Peter 2:6)

For he is our peace, who has made us [i.e. Jews and Gentiles] both one, and has broken down the dividing wall of hostility (Ephesians 2:14)

Then the LORD God formed man of dust from the ground, and breathed into his nostrils the breath of life; and man became a living soul. (Genesis 2:7)

The Lord created man out of earth, and made him into his own image. (Sirach 17:1)"

O Emmanuel, Rex et legifer noster, expectatio gentium, et Salvator earum: veni ad salvandum nos Domine Deus noster.

Behold, a virgin shall conceive and bear a son, and his name shall be called Emmanuel. (Matthew 1:23; cf. Isaiah 7:14)

Take counsel together, but it will come to nought; speak a word, but it will not stand, for God is with us. (Isaiah 8:10)

For where two or three are gathered in my name, there am I in the midst of them. (Matthew 18:20)

And behold, I am with you always, to the close of the age. (Matthew 28:20b)

For the Lord is our judge, the Lord is our ruler [Lat. legifer noster], the Lord is our king; he will save us. (Isaiah 33:22)"

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The O Antiphons: History, Theology and Spirituality

Note: this is a slightly revised version of an unpublished catechetical talk, given by the author in December 2015.

By Matthew Hazell

History of the O Antiphons

Part III

The O Antiphons and Catholic Spirituality

How, then, can we apply all this in our daily lives? To begin with, we can benefit greatly from the scriptural basis of the O Antiphons. It should be obvious by this point that the antiphons are suffused with scripture and biblical themes. Each of them is an opportunity for us to enter into the Bible, to read the scriptures through the Church’s liturgy—which as Vatican II said, is "the summit toward which the activity of the Church is directed" and "the font from which all her power flows" (SC 10)—and also to be led by the scriptures towards "full, conscious and active participation" in the liturgy (SC 14).

Speaking of participation in the liturgy, we should also pay close attention to the liturgical texts of the Advent season, which include the O Antiphons in the Office. The themes of the antiphons also run right throughout the whole of the Advent liturgy. Paying special attention to the liturgy, and familiarising ourselves with the prayers and readings before Mass is a great way to become more open to the graces God gives us in the Most Holy Sacrifice of the Mass.

The O Antiphons can also help us with the sacrament of Confession. In the mid 15th century, a Brigittine priest named Magnus Unnonis composed an aid to the fruitful reception of this sacrament, based on the O Antiphons. [11] He used each antiphon to describe the seven "advents" of Christ, leading to an examination of conscience based on the seven deadly sins, which are then contrasted with the seven gifts of the Holy Spirit (cf. Catechism of the Catholic Church, 1830-1831):

Magnus’ scheme might appear rather artificial to us, but there is much truth in his pastoral application of the antiphons to the sacrament of Confession. Each of them can fruitfully be used to help us in our daily examination of conscience at the end of the day. For over the course of the seven days before Christmas, through the O Antiphons we implore Christ to save us (Emmanuel), deliver us (Adonai), redeem us (Radix Jesse), teach and enlighten us (Sapientia, Oriens). What areas of our lives are in particular need of his grace in this regard? When have we refused to be taught by him? Where in our lives do we need Jesus to dispel the darkness of our sins, to be forgiven and be led by the help of his grace to "sin no more", as we pray in the traditional Act of Contrition after Confession (cf. John 8:11)?

There is plenty more that can be said about the O Antiphons, and we have really only scratched the surface of what they have to offer us spiritually, but I hope that this brief introduction encourages readers to delve more deeply into the Bible and the liturgy in these last days of Advent.

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Appendix: Biblical Allusions in the O Antiphons

O Sapientia, quae ex ore Altissimi prodisti, attingens a fine usque ad finem fortiter, suaviter disponensque omnia: veni ad docendum nos viam prudentiae.

"He is the source of your life in Christ Jesus, whom God made our wisdom, our righteousness and sanctification and redemption. (1 Corinthians 1:30)

This also comes from the Lord of hosts; he is wonderful in counsel, and excellent in wisdom. (Isaiah 28:29)

I came forth from the mouth of the Most High, the first-born before all creatures. (Sirach 24:3a)

She reaches mightily from one end of the earth to the other, and she orders all things well [Lat. suaviter]. (Wisdom 8:1)

For wisdom is more mobile than any motion; because of her pureness she pervades and penetrates all things. (Wisdom 7:24)

The Lord created me at the beginning of his work, the first of his acts of old. Ages ago I was set up, at the first, before the beginning of the earth. (Proverbs 8:22-23)"

O Adonai, et dux domus Israel, qui Moysi in igne flammae rubi apparuisti, et ei in Sina legem dedisti: veni ad redimendum nos in brachio extento.

"For the Lord is our judge, the Lord is our ruler, the Lord is our king; he will save us. (Isaiah 33:22)

And you, O Bethlehem, in the land of Judah, are by no means least among the rulers of Judah; for from you shall come a ruler who will govern my people Israel. (Matthew 2:6; cf. Micah 5:2)

And the angel of the Lord appeared to him in a flame of fire out of the midst of a bush. (Exodus 3:2a)

You shall remember that you were a servant in the land of Egypt, and the Lord your God brought you out from there with a mighty hand and an outstretched arm. (Deuteronomy 5:15a; cf. 9:29; 26:8)

He has shown strength with his arm, he has scattered the proud in the imagination of their hearts (Luke 1:51)"

O Radix Jesse, qui stas in signum populorum, super quem continebunt reges os suum, quem gentes deprecabuntur: veni ad liberandum nos, iam noli tardare.

"There shall come forth a shoot from the stump of Jesse, and a branch shall grow out of his roots… In that day the root of Jesse shall stand as an ensign to the peoples; him shall the nations seek, and his dwellings shall be glorious. (Isaiah 11:1, 10)

And further Isaiah says, “The root of Jesse shall come, he who rises to rule the Gentiles; in him shall the Gentiles hope.” (Romans 15:12; cf. Isaiah 11:10)

Then one of the elders said to me, “Weep not; behold, the Lion of the tribe of Judah, the Root of David, has conquered, so that he can open the scroll and its seven seals.” (Revelation 5:5)

I Jesus have sent my angel to you with this testimony for the churches. I am the root and the offspring of David, the bright morning star. (Revelation 22:16)"

O Clavis David, et sceptrum domus Israel: qui aperis, et nemo claudit; claudis, et nemo aperuit: veni, et educ vinctum de domo carceris, sedentem in tenebris, et umbra mortis.

"And I will place on his shoulder the key of the house of David; he shall open, and none shall shut; and he shall shut, and none shall open. (Isaiah 22:22; cf. Revelation 3:7)

Then they cried to the Lord in their trouble, and he delivered them from their distress; he brought them out of darkness and gloom, and broke their bonds asunder. (Psalm 106[107]:13-14)

I have given you as a covenant to the people, a light to the nations, to open the eyes that are blind, to bring out the prisoners from the dungeon, from the prison those who sit in darkness. (Isaiah 42:6b-7)

Thus says the Lord: In a time of favour I have answered you, in a day of salvation I have helped you; I have kept you and given you as a covenant to the people, to establish the land, to apportion the desolate heritages; saying to the prisoners, ‘Come forth,’ to those who are in darkness, ‘Appear.’ (Isaiah 49:8-9)

The people who sat in darkness have seen a great light, and for those who sat in the region and shadow of death light has dawned. (Matthew 4:16; cf. Isaiah 9:2)

To give light to those who sit in darkness and in the shadow of death, to guide our feet into the way of peace. (Luke 1:79)

The Spirit of the Lord is upon me, because he has anointed me to preach good news to the poor. He has sent me to proclaim release to the captives and recovering of sight to the blind, to set at liberty those who are oppressed, to proclaim the acceptable year of the Lord. (Luke 4:18-19; cf. Isaiah 61:1-2)"

O Oriens, splendor lucis aeternae, et sol iustitiae: veni, et illumina sedentes in tenebris, et umbra mortis.

"Then shall your light break forth like the dawn, and your healing shall spring up speedily. (Isaiah 58:8a)

I Jesus have sent my angel to you with this testimony for the churches. I am the root and the offspring of David, the bright morning star. (Revelation 22:16)

Through the tender mercy of our God, when the day shall dawn upon us from on high. (Luke 1:78)

The sun shall no longer be your light by day, nor for brightness shall the moon give light to you by night; but the Lord will be your everlasting light, and your God will be your glory. (Isaiah 60:19; cf. Revelation 21:23; 22:5)

But for you who fear my name the sun of righteousness [Lat. sol iustitiae] shall rise, with healing in its wings. (Malachi 4:2a)"

O Rex gentium, et desideratus earum, lapisque angularis, qui facis utraque unum: veni, et salva hominem, quem de limo formasti.

"Who would not fear you, O King of the nations? (Jeremiah 10:7a)

For God is the king of all the earth; sing praises with a psalm! God reigns over the nations; God sits on his holy throne. (Psalm 46[47]:7-8)

Grace to you and peace from him who is and who was and who is to come, and from the seven spirits who are before his throne, and from Jesus Christ the faithful witness, the first-born of the dead, and the ruler of kings on earth. (Revelation 1:4-5)

And I will move all nations: and the desired of all nations shall come: and I will fill this house with glory: saith the Lord of hosts. (Haggai 2:8)

Jesus said to them, “Have you never read in the Scriptures: ‘The very stone which the builders rejected has become the cornerstone; this was the Lord’s doing, and it is marvellous in our eyes’?” (Matthew 21:42; cf. Psalm 117[118]:22-23; Mark 12:10-11; Luke 20:17; Acts 4:11; 1 Peter 2:7)

Therefore thus says the Lord God: Behold, I am laying in Zion for a foundation a stone, a tested stone, a precious cornerstone, of a sure foundation: ‘He who believes will not be in haste.’ (Isaiah 28:16; cf. Romans 9:33; 1 Peter 2:6)

For he is our peace, who has made us [i.e. Jews and Gentiles] both one, and has broken down the dividing wall of hostility (Ephesians 2:14)

Then the LORD God formed man of dust from the ground, and breathed into his nostrils the breath of life; and man became a living soul. (Genesis 2:7)

The Lord created man out of earth, and made him into his own image. (Sirach 17:1)"

O Emmanuel, Rex et legifer noster, expectatio gentium, et Salvator earum: veni ad salvandum nos Domine Deus noster.

Behold, a virgin shall conceive and bear a son, and his name shall be called Emmanuel. (Matthew 1:23; cf. Isaiah 7:14)

Take counsel together, but it will come to nought; speak a word, but it will not stand, for God is with us. (Isaiah 8:10)

For where two or three are gathered in my name, there am I in the midst of them. (Matthew 18:20)

And behold, I am with you always, to the close of the age. (Matthew 28:20b)

For the Lord is our judge, the Lord is our ruler [Lat. legifer noster], the Lord is our king; he will save us. (Isaiah 33:22)"

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The O Antiphons: History, Theology and Spirituality

Note: this is a slightly revised version of an unpublished catechetical talk, given by the author in December 2015.

By Matthew Hazell

History of the O Antiphons

Part II

Theology of the O Antiphons

The O Antiphons are a magnificent mosaic of biblical passages, weaving together the Law, Prophets and Writings from the Old Testament along with their fulfilment in the New Testament. For the final stretch of our Advent preparation, the liturgy on each day gives us an entry point for meditation on the Incarnate Word, the Son of God who "by the Holy Spirit was incarnate of the Virgin Mary, and became man" (Nicene Creed), and thus they help us to focus on the true meaning of the Advent and Christmas seasons.

From our standpoint in history, the antiphons point us back towards the joyful event of the Incarnation, the First Coming of Christ, which makes possible the saving events of Holy Week and Easter. Yet they also point us forward to the Second Coming of Christ; they help us to "be alert at all times" (Luke 21:36). Our preparation during Advent for the coming of Christ at Christmas is a model of how we can prepare for his coming again, and the O Antiphons are a small yet vital part of how the Church, through her liturgy, helps us in this. To illustrate this, let us take a more detailed look at three of the antiphons: O Sapientia, O Oriens, and O Emmanuel.

"O Sapientia, quae ex ore Altissimi prodisti, attingens a fine usque ad finem fortiter, suaviter disponensque omnia: veni ad docendum nos viam prudentiae.

O Wisdom, who came from the mouth of the Most High, reaching from end to end and ordering all things mightily and sweetly: come, and teach us the way of prudence."

This antiphon draws us into the wisdom literature of the Old Testament, parts of which are quoted almost word for word in the first half of the antiphon: "I came forth from the mouth of the Most High, the first-born before all creatures" (Sirach 24:3a); "She reaches mightily from one end of the earth to the other, and she orders all things well [Lat. suaviter]" (Wisdom 8:1).

Something that we need to bear in mind with the O Antiphons is that they do not just quote or point us towards specific biblical texts. They guide us towards biblical and theological themes. To begin to understand the antiphons—and, indeed, the liturgy of the Church in general—we must enter into the Bible, become ever more familiar with its texts. With the antiphon we are looking at in this case, O Sapientia, we should therefore look not only at the verses explicitly quoted, but also the passages implicit in the antiphon, such as Proverbs 8:

"The Lord created me at the beginning of his work, the first of his acts of old. Ages ago I was set up, at the first, before the beginning of the earth… When he established the heavens, I was there, when he drew a circle on the face of the deep, when he made firm the skies above, when he established the fountains of the deep, when he assigned to the sea its limit, so that the waters might not transgress his command, when he marked out the foundations of the earth, then I was beside him, like a master workman; and I was daily his delight, rejoicing before him always, rejoicing in his inhabited world and delighting in the sons of men." (Proverbs 8:22-23, 27-31)"

This personification of wisdom in the Old Testament [7] prepares us for the revelation of the Trinity in the New Testament. John’s Gospel in particular identifies Jesus with the personification of divine wisdom. In the Old Testament, wisdom is "a pure emanation of the glory of the Almighty" (Wisdom 7:24); Jesus had glory with the Father before the creation of the world, and manifests that glory to men on earth (John 1:14; 17:5, 22, 24). Wisdom roams the streets, seeking people and crying out to them (Proverbs 1:20-21; 8:1-4; Wisdom 6:16); Jesus searches out people and proclaims his invitation (John 1:43; 5:14; 7:37; 9:35; cf. Luke 19:10). And, quoting Sirach, O Sapientia tells us that wisdom came forth from the mouth of the Most High (Sirach 24:3a); John tells us that not only was Jesus "in the beginning with God", but that he is "the only-begotten Son from the Father" (John 1:1-2, 14; cf. 1 John. 4:2).

This first O Antiphon, then, shows us the "maker of heaven and earth, of all things visible and invisible" (Nicene Creed), and reveals to us the Wisdom of God, who is Christ.

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"O Oriens, splendor lucis aeternae, et sol iustitiae: veni, et illumina sedentes in tenebris, et umbra mortis.

O Rising Sun, brightness of light eternal, and sun of justice: come, and enlighten those who sit in darkness and in the shadow of death."

This antiphon occurs on December 21, which here in the northern hemisphere is the winter solstice, the shortest day of the year. It is fitting, then, that on the day when darkness and shadows are at their most prominent in the natural world, the liturgy should call to our minds the light of Christ, the dawning of the Son of God. Indeed, in the Mass, the people of God, led by their priest, face ad orientem together, towards the rising sun, constantly looking for the second coming of Christ in worship, supplication and sacrifice. This is a practice that goes back to the earliest times of the Church, and it is only since the Second Vatican Council that this orientation has been disturbed by the practice of the priest facing the people (without mandate from the Council documents, it should be added. [8]

Even though this potent liturgical symbolism is in urgent need of recovery in the contemporary Church, the texts of the liturgy, especially in Advent, spiritually orient us towards the Rising Sun, the Oriens, Jesus Christ. For example, the epistle in the traditional Roman Rite for the 4th Sunday of Advent is from 1 Corinthians 4, in which we read: "Therefore do not pronounce judgment before the time, before the Lord comes, who will bring to light the things now hidden in darkness and will disclose the purposes of the heart." (v. 5; cf. Hebrews 2:3). [9] This theme of illumination and of the Son of God coming in glory permeates the Advent season. And in this O Antiphon, the words sol iustitiae point us towards part of the biblical background for the Lord’s coming: "But for you who fear my name the sun of righteousness shall rise, with healing in its wings" (Malachi 4:2a [Vg 3:20]).

It is worth looking at this phrase in the wider context of Malachi, which talks about "the day" of the Lord, the day when he will return, the day when good and evil men alike will be judged by God. The evil, even though they may prosper now (Malachi 3:15), will be burned up by the Lord, and for them that day will be a day of destruction. But the "sun of justice", Jesus Christ, will come and save those who serve the Lord. Advent is not just a preparation to celebrate the first coming of our Saviour into the world, but a time of preparation for his second coming, when his light will expose all our deeds whether we are ready or not (cf. John 3:16-21). And our Lord himself warned us about this coming day:

"Take heed to yourselves lest your hearts be weighed down with dissipation and drunkenness and cares of this life, and that day come upon you suddenly like a snare; for it will come upon all who dwell upon the face of the whole earth. But watch at all times, praying that you may have strength to escape all these things that will take place, and to stand before the Son of man." (Luke 21:34-36)"

Addressing Christ as O Oriens is part of the liturgy’s constant help and encouragement for us to orient our lives towards God in this Advent season and receive his grace, in preparation not only to celebrate his first coming at Christmas, but also to be ready for his second coming at the end of time.

"O Emmanuel, Rex et legifer noster, expectatio gentium, et Salvator earum: veni ad salvandum nos Domine Deus noster.

O Emmanuel, our King and lawgiver, the expected of the nations and their Saviour: come to save us, O Lord our God."

The biblical background of this antiphon is familiar to everyone: "Behold, a virgin shall conceive and bear a son, and his name shall be called Emmanuel." (Matthew 1:23; cf. Isaiah 7:14). Emmanuel means "God is with us", so it is fitting that this antiphon comes just before we celebrate the mystery of the Incarnation, that moment in history when the name “Emmanuel” was truly fulfilled.

As well as being a prophecy fulfilled by Jesus, Matthew’s quotation of Isaiah serves another purpose in the context of his Gospel. If we turn to the very last words of Jesus in Matthew 28:20, we read "behold, I am with you always, to the close of the age". We can thus see that the name Emmanuel brackets and surrounds the whole of Matthew’s Gospel. At the beginning, the promise is fulfilled in the most wonderful of ways by our Lord’s incarnation and birth; at the end, this fulfilment is shown to be everlasting by virtue of his death, resurrection and ascension. Indeed, Jesus also tells us in Matthew that "where two or three are gathered in my name, there am I in the midst of them" (18:20). [10] The presence of the Lord in his Church, especially in the Most Holy Sacrament of the Eucharist, shows that this O Antiphon has a far wider scope than the Advent season. Our preparation to celebrate the Lord’s first coming means that the antiphon has particular significance for Advent, but it also draws us into the present: God is with us now in his Church and Sacraments, so that we might be saved by him.

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"Ancient codex, containing the O Antiphon"

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The O Antiphons: History, Theology and Spirituality

Note: this is a slightly revised version of an unpublished catechetical talk, given by the author in December 2015.

By Matthew Hazell

History of the O Antiphons

Part I

History of the O Antiphons

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Drawing showing each of the O Antiphons, by its Latin initial letter.

The history and origins of the O Antiphons is unclear. Though we possess a large number of early liturgical texts, comparatively few of them go back to before the seventh century. It is possible that a passing reference to the antiphons is made by Boethius (c. 480-524) in his work The Consolation of Philosophy, [1] which would indicate that the antiphons were known in northern Italy in around the sixth century. However, what we can say for certain is that the antiphons were known by Amalarius of Metz, a monk and scholar of the ninth century (c. 780-850). Amalarius attributes them to an anonymous cantor who probably lived in the 7th or 8th century. By the ninth century, they had also been known in Rome for some time, as they appear in the Roman antiphonaries of the period. Numerous other liturgical books of the Middle Ages from around the ninth century onwards also contain the antiphons.

The number and composition of the antiphons has varied throughout history, with some liturgical books adding one or more antiphons to the list of seven. For example, O Virgo Virginum, [2] in honour of the Blessed Virgin Mary, is cited by Amalarius, and also has a long history of use in England. The Sarum Use had O Virgo Virginum on December 23, [3] which meant that all the other antiphons were pushed back one day, with the set of eight O Antiphons beginning on December 16. This usage carried over into the Anglican Book of Common Prayer, and it is not until fairly recently that the Anglican communion has moved away from this local usage. [4] Other locations and local churches, such as Sankt Gallen and Paris, had nine or twelve antiphons at various times in history. But the core seven, the O Antiphons we know today, remain constant throughout the liturgical sources.

The days to which the antiphons were assigned has also varied over the centuries. One of the ancient Roman antiphonaries prescribes their use from the feast of St Nicholas (December 6) to the feast of St Lucy (December 13). The Ordo Romanus XI (11th century) has them chanted repeatedly from December 6 up until the Vigil of Christmas (Christmas Eve). In time, the antiphons came to be assigned to the seven days before Christmas (December 17-23).

The O Antiphons are sung before and after the Magnificat at Vespers, and they have been used in this place in the Office for many centuries. In fact, the historical evidence suggests that Vespers was their original place: their use here is mentioned by, among other sources, Amalarius of Metz, one of the ninth-century Roman antiphonaries, and the Life of Alcuin. Some churches began to use them as the antiphons for the Benedictus at Lauds—an understandable practice, given the scriptural resonances between the O Antiphons and the Benedictus. [5] However, the use of them at the Magnificat better illuminates for us the Marian aspect of Advent. [6] Through Mary’s fiat, through her “yes” to God’s plan, the Incarnate Son comes into the world to—as the antiphons tell us—teach us, deliver us, enlighten us, and save us.

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Apêndice: Alusões Bíblicas nas Antífonas do Ó

1. O Sapiéntia, quæ ex ore Altíssimi prodiísti, attíngens a fine usque ad finem, fórtiter suavitérque dispónens ómnia: veni ad docéndum nos viam prudéntiæ. — Ó Sabedoria, que, saindo da boca do Altíssimo, atinges o universo de uma extremidade a outra e dispões, ao mesmo tempo com força e suavidade, todas as coisas: vem ensinar-nos o caminho da prudência.

"É por ele que estais em Jesus Cristo, o qual foi feito por Deus, para nós, sabedoria, justiça, santificação e redenção (1Cor 1, 30).

Isto vem do Senhor dos exércitos, admirável nos seus conselhos, excelso na sua sabedoria (Is 28, 29).

Eu saí da boca do Altíssimo, primogênita antes de todas as criaturas (Eclo 24, 5).

[A sabedoria] estende-se poderosa desde uma extremidade à outra, e dispõe todas as coisas com suavidade [lt. suaviter] (Sb 8, 1).

A sabedoria é mais ágil que todo o movimento; tudo atravessa e penetra por causa da sua pureza (Sb 7, 24).

O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma. Desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes que a terra fosse criada (Pr 8, 22-23)."

2. O Adonái, et Dux domus Israel, qui Móysi in igne flammæ rubi apparuísti, et ei in Sina legem dedísti: veni ad rediméndum nos in bráchio exténto. — Ó Adonai, Chefe da casa de Israel, que apareceste a Moisés na sarça em fogo e deste-lhe no Sinai a lei: vem resgatar-nos com o teu braço poderoso.

"Com efeito, o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso rei, é ele que nos há-de salvar (Is 33, 22).

E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais [cidades] de Judá, porque de ti sairá um chefe, que apascentará Israel, meu povo (Mt 2, 6; cf. Mq 5, 2).

O Senhor apareceu-lhe numa chama de fogo [que saía] do meio de uma sarça (Ex 3, 2a).

Lembra-te que também serviste no Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou de lá com mão poderosa e com braço estendido (Dt 5, 15a; cf. 9, 29; 26, 8).

Manifestou o poder do seu braço, dispersou os homens de coração soberbo (Lc 1, 51)."

3. O Radix Iesse, qui stas in signum populórum, super quem continébunt reges os suum, quem Gentes deprecabúntur: veni ad liberándum nos, iam noli tardáre. — Ó Raiz de Jessé, que te ergues como um estandarte para os povos, diante de quem se calarão os reis, e a quem as nações pedirão clemência: vem libertar-nos, não tardes.

"Sairá uma vara do tronco de Jessé, e um rebento brotará da sua raiz… Naquele dia, o [Messias] rebento da raiz de Jessé, posto por estandarte dos povos, será invocado pelas nações, e será gloriosa sua morada (Is 11, 1.10).

Isaías também diz: Sairá o rebento de Jessé, aquele que se levanta para governar as nações. Nele esperarão os gentios (Rm 15, 12; cf. Is 11, 10).

Então um dos anciões disse-me: “Não chores; eis que o leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi, venceu de maneira a poder abrir o livro e os seus sete selos” (Ap 5, 5).

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos atestar estas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a estrela resplandecente da manhã (Ap 22, 16)."

4. O clávis David, et sceptrum domus Israel; qui áperis, et nemo claudit; claudis, et nemo áperit: veni, et educ vinctum de domo cárceris, sedéntem in ténebris et umbra mortis. — Ó Chave de Davi, e Cetro da Casa de Israel, que abres e ninguém fecha, fechas e ninguém abre; vem e tira do cárcere o agrilhoado, que está nas trevas e na sombra da morte.

"Porei a chave da casa de Davi sobre os seus ombros; ele abrirá, e não haverá quem feche; fechará, e não haverá quem abra (Is 22, 22; cf. Ap 3, 7).

E clamaram ao Senhor no meio das suas angústias, e ele os livrou das suas tribulações. Tirou-os das trevas [do cárcere] e da escuridão, quebrou as suas cadeias (Sl 106, 13-14).

[Eu] te pus para seres a aliança do povo e a luz das nações; para abrires os olhos dos cegos, para tirares da cadeia os prisioneiros, e do cárcere os que estão sentados nas trevas (Is 42, 6b-7).

Eis o que diz o Senhor: Eu ouvi-te no tempo da graça, auxiliei-te no dia da salvação: conservei-te e constituí-te aliança do povo, para restaurares a terra e repartires as heranças devastadas; para dizeres aos que estão em cadeias: Saí — e aos que estão nas trevas: Vinde à luz (Is 49, 8-9).

Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz; e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte (Mt 4, 16; cf. Is 9, 2).

Para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte; para dirigir os nossos pés no caminho da paz (Lc 1, 79).

O Espírito do Senhor repousou sobre mim; pelo que me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; me enviou a sarar os contritos de coração a anunciar aos cativos a redenção, e aos cegos a recuperação da vista, a pôr em liberdade os oprimidos, a pregar o ano favorável do Senhor (Lc 4, 18-19; cf. Is 61, 1-2)."

5. O Oriens, splendor lucis ætérnæ, et sol iustítiæ: veni, et illúmina sedentes in ténebris et umbra mortis. — Ó Sol nascente, esplendor da luz eterna e Sol de justiça; vem e ilumina os que jazem nas trevas e na sombra da morte.

"Então romperá a tua luz como a aurora, e a tua saúde mais depressa nascerá (Is 58, 8a).

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos atestar estas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a estrela resplandecente da manhã (Ap 22, 16).

Graças à terna misericórdia do nosso Deus, que nos trará do alto a visita do sol nascente (Lc 1, 78).

Não terás mais [necessidade do] sol para luzir de dia, nem do resplendor da lua para te alumiar: o Senhor te servirá de luz eterna, o teu Deus será a tua glória (Is 60, 19; cf. Ap 21, 23; 22, 5).

Mas para vós que temeis o meu nome, nascerá [o Messias] o sol da justiça, que traz a salvação sob as suas asas (Ml 4, 2a)."

6. O Rex Géntium, et desiderátus eárum, lapísque anguláris, qui facis útraque unum: veni, et salva hóminem, quem de limo formásti. — Ó Rei das nações e Desejado delas, Pedra angular, que unificas os dois povos; vem, e salva o homem que formaste do limo da terra.

"Quem não te temerá, ó Rei das nações? (Jr 10:7a)

Porque Deus é o rei de toda a terra, cantai um hino. Deus reina sobre as nações, Deus está sentado sobre o seu santo trono (Sl 46, 8-9).

Graça a vós e paz, da parte daquele que é, que era e que vem, da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono, e da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito [o primeiro que ressuscitou] dentre os mortos, o soberano dos reis da terra (Ap 1, 4-5).

Abalarei todas as nações, afluirão riquezas de todos os povos, e encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos (Ag 2, 8).

Jesus disse-lhes: “Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que fora rejeitada pelos que edificavam, tornou-se pedra angular; pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos?” (Mt 21, 42; cf. Sl 117, 22-23; Mc 12, 10-11; Lc 20, 17; At 4, 11; 1Pd 2, 7).

Portanto, estas coisas diz o Senhor Deus: Eis que coloquei nos fundamentos da [nova] Sião uma pedra, uma pedra provada, angular, preciosa, assentada em [solidíssimo] fundamento; aquele que crer, não se apressará [a fugir] (Is 28, 16; cf. Rm 9, 33; 1Pd 2, 6).

Porque ele é a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo a parede de inimizade que os separava (Ef 2, 14).

O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma vivente (Gn 2, 7).

Deus criou o homem da terra, e formou-o à sua imagem (Eclo 17, 1)."

7. O Emmánuel, Rex et légifer noster, exspectátio Géntium, et Salvátor eárum: veni ad salvándum nos, Dómine, Deus noster. — Ó Emanuel, nosso Rei e Legislador, esperança das nações e seu Salvador; vem salvar-nos, Senhor, nosso Deus.

"Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porão o nome de Emanuel (Mt 1, 23; cf. Is 7, 14).

Formai planos, e eles sairão frustrados; proferi alguma palavra de mando, e ela não será executada, porque Deus é conosco! (Is 8, 10)

Porque onde se acham dois ou três congregados em meu nome, aí estou eu no meio deles (Mt 18, 20).

Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo (Mt 28, 20b).

Com efeito, o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador [lt. legifer noster], o Senhor é o nosso rei, é ele que nos há-de salvar (Is 33, 22)."

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Notas

i Est igitur summum… bonum quod regit cuncta fortiter suaviterque disponit — “É o sumo bem aquele que rege com força todas as coisas e dispõe-nas com suavidade” (Boethius, De consolatione philosophiæ III, 12.63-64. Compare o trecho com a antífona “Ó Sabedoria” (de 17 de dezembro): O Sapientia, quæ ex ore Altissimi prodisti, attingens a fine usque ad finem, fortiter suaviter disponensque omnia… — “Ó Sabedoria, que, saindo da boca do Altíssimo, atinges o universo de uma extremidade a outra e dispões, ao mesmo tempo com força e suavidade, todas as coisas…”.

ii Essa antífona também tem uma longa história de uso na Inglaterra. No uso de Sarum — variante medieval do rito romano usada em Salisbury por volta do século XI —, ela tinha lugar no dia 23 de dezembro. Com isso, todas as outras antífonas eram antecipadas em um dia, com o conjunto de oito Antífonas do Ó começando em 16 de dezembro. Esse costume fora adotado pelo Book of Common Prayer, e foi só em tempos recentes que a comunhão anglicana se afastou desse hábito local.

iii Tome-se como exemplo Lc 1, 78b-79a: “que sobre nós fará brilhar o Sol nascente, / para iluminar a quantos jazem entre as trevas / e na sombra da morte estão sentados”, as antífonas O Oriens e O Clavis David, bem como as inúmeras referências à salvação ao longo das antífonas e do Benedictus.

iv O persistente uso local da oitava antífona, O Virgo Virginum, também demonstra essa tradicional ênfase mariana do Advento.

v Para mais informações sobre a história e a importância litúrgica do culto ad orientem, cf. Uwe Michael Lang, Turning Towards the Lord: Orientation in Liturgical Prayer. San Francisco: Ignatius Press, 2004; Joseph Ratzinger, “O altar e a orientação da oração na liturgia” em: O Espírito da Liturgia. São Paulo: Edições Loyola, 2013, pp. 65-73; Padre Paulo Ricardo, “O centro da Missa é Deus” em: História da Missa, 16 dez. 2022.

vi No Novus Ordo, em vez de ser lida no Advento, essa passagem foi transferida (no Próprio do Tempo) para o 8.º Domingo do Tempo Comum (ano A) e a Sexta-feira da 22.ª Semana do Tempo Comum (ano par).

vii O texto tem o título Epistola de devote modo vivendi ad Christophorum regem e foi escrito por volta de 1447, em antecipação à visita do Rei Cristóvão da Baviera à abadia de Vadstone. Cf. T. J. Knoblach, “The ‘O’ Antiphons” in: Ephemerides Liturgicæ 106.3 (1992), p. 197.

viii Esta é uma versão ligeiramente revisada de uma palestra catequética proferida pelo autor, Matthew Hazell, em dezembro de 2015.

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História, teologia e espiritualidade das Antífonas do Ó

Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação.

Por Matthew Hazell

Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

Parte III

As Antífonas do Ó e a espiritualidade católica

Como, então, podemos aplicar tudo isso em nossa vida diária? Para começar, podemos tirar grande proveito do fundamento bíblico para as Antífonas do Ó. Já deve ter ficado claro, a essa altura, que as antífonas estão impregnadas de Escritura e temas bíblicos. Cada uma delas é uma oportunidade de entrar na Bíblia, para lermos as Escrituras através da liturgia da Igreja — que, como disse o Vaticano II, é “simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força” (Sacrosanctum Concilium, 10) — e também para sermos conduzidos por elas a uma “participação plena, consciente e ativa” na liturgia (Ibid., 14).

Falando de participação na liturgia, também devemos prestar atenção especial aos textos litúrgicos do tempo do Advento (que incluem as Antífonas do Ó no Ofício Divino). Os temas das antífonas também perpassam toda a liturgia do Advento. Atentar-se de forma especial à liturgia e familiarizar-se com as orações e leituras antes da Santa Missa é uma ótima maneira de nos tornarmos mais abertos às graças que Deus nos concede no santíssimo sacrifício da Missa.

As Antífonas do Ó também podem nos ajudar com o sacramento da Confissão. Em meados do século XV, um sacerdote brigidino chamado Magnus Unnonis compôs um auxílio para a recepção frutuosa deste sacramento, tomando por base as Antífonas do Ó [vii]. Ele usou cada antífona para descrever os sete “adventos” de Cristo, levando a um exame de consciência baseado nos sete pecados capitais, que são depois contrastados com os sete dons do Espírito Santo (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1830-1831):

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O esquema de Magnus pode nos parecer um tanto artificial, mas há muita verdade em sua aplicação pastoral das antífonas ao sacramento da Confissão. Cada uma delas pode ser usada de maneira frutífera para nos ajudar em nosso exame de consciência diário. Ao longo dos sete dias antes do Natal, através das Antífonas do Ó, nós imploramos a Cristo que nos salve (Emanuel), liberte (Adonai), redima (Radix Iesse), ensine e ilumine (Sapientia, Oriens). Ora, em que áreas de nossas vidas precisamos particularmente de sua graça? Em que momentos nos recusamos a ser ensinados por Ele? Onde em nossas vidas precisamos que Jesus dissipe a escuridão de nossos pecados, perdoe os nossos pecados e nos conduza com o socorro da sua graça a não pecar mais, como rezamos no tradicional ato de contrição após a Confissão (cf. Jo 8, 11)?

Há muito mais a ser dito sobre as Antífonas do Ó, e realmente só ficamos na superfície do que elas têm a nos oferecer espiritualmente, mas espero que esta breve introdução encoraje os leitores a mergulhar mais profundamente na Bíblia e na liturgia destes últimos dias do Advento [viii].

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Apêndice: Alusões Bíblicas nas Antífonas do Ó

1. O Sapiéntia, quæ ex ore Altíssimi prodiísti, attíngens a fine usque ad finem, fórtiter suavitérque dispónens ómnia: veni ad docéndum nos viam prudéntiæ. — Ó Sabedoria, que, saindo da boca do Altíssimo, atinges o universo de uma extremidade a outra e dispões, ao mesmo tempo com força e suavidade, todas as coisas: vem ensinar-nos o caminho da prudência.

"É por ele que estais em Jesus Cristo, o qual foi feito por Deus, para nós, sabedoria, justiça, santificação e redenção (1Cor 1, 30).

Isto vem do Senhor dos exércitos, admirável nos seus conselhos, excelso na sua sabedoria (Is 28, 29).

Eu saí da boca do Altíssimo, primogênita antes de todas as criaturas (Eclo 24, 5).

[A sabedoria] estende-se poderosa desde uma extremidade à outra, e dispõe todas as coisas com suavidade [lt. suaviter] (Sb 8, 1).

A sabedoria é mais ágil que todo o movimento; tudo atravessa e penetra por causa da sua pureza (Sb 7, 24).

O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma. Desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes que a terra fosse criada (Pr 8, 22-23)."

2. O Adonái, et Dux domus Israel, qui Móysi in igne flammæ rubi apparuísti, et ei in Sina legem dedísti: veni ad rediméndum nos in bráchio exténto. — Ó Adonai, Chefe da casa de Israel, que apareceste a Moisés na sarça em fogo e deste-lhe no Sinai a lei: vem resgatar-nos com o teu braço poderoso.

"Com efeito, o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso rei, é ele que nos há-de salvar (Is 33, 22).

E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais [cidades] de Judá, porque de ti sairá um chefe, que apascentará Israel, meu povo (Mt 2, 6; cf. Mq 5, 2).

O Senhor apareceu-lhe numa chama de fogo [que saía] do meio de uma sarça (Ex 3, 2a).

Lembra-te que também serviste no Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou de lá com mão poderosa e com braço estendido (Dt 5, 15a; cf. 9, 29; 26, 8).

Manifestou o poder do seu braço, dispersou os homens de coração soberbo (Lc 1, 51)."

3. O Radix Iesse, qui stas in signum populórum, super quem continébunt reges os suum, quem Gentes deprecabúntur: veni ad liberándum nos, iam noli tardáre. — Ó Raiz de Jessé, que te ergues como um estandarte para os povos, diante de quem se calarão os reis, e a quem as nações pedirão clemência: vem libertar-nos, não tardes.

"Sairá uma vara do tronco de Jessé, e um rebento brotará da sua raiz… Naquele dia, o [Messias] rebento da raiz de Jessé, posto por estandarte dos povos, será invocado pelas nações, e será gloriosa sua morada (Is 11, 1.10).

Isaías também diz: Sairá o rebento de Jessé, aquele que se levanta para governar as nações. Nele esperarão os gentios (Rm 15, 12; cf. Is 11, 10).

Então um dos anciões disse-me: “Não chores; eis que o leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi, venceu de maneira a poder abrir o livro e os seus sete selos” (Ap 5, 5).

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos atestar estas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a estrela resplandecente da manhã (Ap 22, 16)."

4. O clávis David, et sceptrum domus Israel; qui áperis, et nemo claudit; claudis, et nemo áperit: veni, et educ vinctum de domo cárceris, sedéntem in ténebris et umbra mortis. — Ó Chave de Davi, e Cetro da Casa de Israel, que abres e ninguém fecha, fechas e ninguém abre; vem e tira do cárcere o agrilhoado, que está nas trevas e na sombra da morte.

"Porei a chave da casa de Davi sobre os seus ombros; ele abrirá, e não haverá quem feche; fechará, e não haverá quem abra (Is 22, 22; cf. Ap 3, 7).

E clamaram ao Senhor no meio das suas angústias, e ele os livrou das suas tribulações. Tirou-os das trevas [do cárcere] e da escuridão, quebrou as suas cadeias (Sl 106, 13-14).

[Eu] te pus para seres a aliança do povo e a luz das nações; para abrires os olhos dos cegos, para tirares da cadeia os prisioneiros, e do cárcere os que estão sentados nas trevas (Is 42, 6b-7).

Eis o que diz o Senhor: Eu ouvi-te no tempo da graça, auxiliei-te no dia da salvação: conservei-te e constituí-te aliança do povo, para restaurares a terra e repartires as heranças devastadas; para dizeres aos que estão em cadeias: Saí — e aos que estão nas trevas: Vinde à luz (Is 49, 8-9).

Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz; e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte (Mt 4, 16; cf. Is 9, 2).

Para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte; para dirigir os nossos pés no caminho da paz (Lc 1, 79).

O Espírito do Senhor repousou sobre mim; pelo que me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; me enviou a sarar os contritos de coração a anunciar aos cativos a redenção, e aos cegos a recuperação da vista, a pôr em liberdade os oprimidos, a pregar o ano favorável do Senhor (Lc 4, 18-19; cf. Is 61, 1-2)."

5. O Oriens, splendor lucis ætérnæ, et sol iustítiæ: veni, et illúmina sedentes in ténebris et umbra mortis. — Ó Sol nascente, esplendor da luz eterna e Sol de justiça; vem e ilumina os que jazem nas trevas e na sombra da morte.

"Então romperá a tua luz como a aurora, e a tua saúde mais depressa nascerá (Is 58, 8a).

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos atestar estas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a estrela resplandecente da manhã (Ap 22, 16).

Graças à terna misericórdia do nosso Deus, que nos trará do alto a visita do sol nascente (Lc 1, 78).

Não terás mais [necessidade do] sol para luzir de dia, nem do resplendor da lua para te alumiar: o Senhor te servirá de luz eterna, o teu Deus será a tua glória (Is 60, 19; cf. Ap 21, 23; 22, 5).

Mas para vós que temeis o meu nome, nascerá [o Messias] o sol da justiça, que traz a salvação sob as suas asas (Ml 4, 2a)."

6. O Rex Géntium, et desiderátus eárum, lapísque anguláris, qui facis útraque unum: veni, et salva hóminem, quem de limo formásti. — Ó Rei das nações e Desejado delas, Pedra angular, que unificas os dois povos; vem, e salva o homem que formaste do limo da terra.

"Quem não te temerá, ó Rei das nações? (Jr 10:7a)

Porque Deus é o rei de toda a terra, cantai um hino. Deus reina sobre as nações, Deus está sentado sobre o seu santo trono (Sl 46, 8-9).

Graça a vós e paz, da parte daquele que é, que era e que vem, da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono, e da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito [o primeiro que ressuscitou] dentre os mortos, o soberano dos reis da terra (Ap 1, 4-5).

Abalarei todas as nações, afluirão riquezas de todos os povos, e encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos (Ag 2, 8).

Jesus disse-lhes: “Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que fora rejeitada pelos que edificavam, tornou-se pedra angular; pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos?” (Mt 21, 42; cf. Sl 117, 22-23; Mc 12, 10-11; Lc 20, 17; At 4, 11; 1Pd 2, 7).

Portanto, estas coisas diz o Senhor Deus: Eis que coloquei nos fundamentos da [nova] Sião uma pedra, uma pedra provada, angular, preciosa, assentada em [solidíssimo] fundamento; aquele que crer, não se apressará [a fugir] (Is 28, 16; cf. Rm 9, 33; 1Pd 2, 6).

Porque ele é a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo a parede de inimizade que os separava (Ef 2, 14).

O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma vivente (Gn 2, 7).

Deus criou o homem da terra, e formou-o à sua imagem (Eclo 17, 1)."

7. O Emmánuel, Rex et légifer noster, exspectátio Géntium, et Salvátor eárum: veni ad salvándum nos, Dómine, Deus noster. — Ó Emanuel, nosso Rei e Legislador, esperança das nações e seu Salvador; vem salvar-nos, Senhor, nosso Deus.

"Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porão o nome de Emanuel (Mt 1, 23; cf. Is 7, 14).

Formai planos, e eles sairão frustrados; proferi alguma palavra de mando, e ela não será executada, porque Deus é conosco! (Is 8, 10)

Porque onde se acham dois ou três congregados em meu nome, aí estou eu no meio deles (Mt 18, 20).

Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo (Mt 28, 20b).

Com efeito, o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador [lt. legifer noster], o Senhor é o nosso rei, é ele que nos há-de salvar (Is 33, 22)."

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História, teologia e espiritualidade das Antífonas do Ó

Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação.

Por Matthew Hazell

Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

Parte II

A teologia das Antífonas do Ó

As Antífonas do Ó são um magnífico mosaico de passagens bíblicas, que ligam a Lei, os profetas e os escritos do Antigo Testamento ao seu cumprimento no Novo [veja-se o Apêndice ao final, com as várias alusões bíblicas presentes nas antífonas]. Para a etapa final de nossa preparação de Advento, todo dia a liturgia nos oferece um ponto de partida para meditar sobre o Verbo Encarnado, o Filho de Deus que incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine et homo factus est, “se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem” (Credo niceno) — ajudando-nos assim a concentrarmo-nos no verdadeiro significado dos tempos do Advento e do Natal.

A partir do nosso ponto de vista na história, as antífonas nos direcionam de volta para o feliz evento da Encarnação, a primeira vinda de Cristo, que torna possíveis os eventos salvíficos da Semana Santa e da Páscoa. No entanto, elas também nos apontam para a segunda vinda de Nosso Senhor; ajudam-nos a estar sempre vigilantes (cf. Lc 21, 36). Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação — ajuda singela, mas vital ao mesmo tempo.

Para ilustrar isso, olhemos para três antífonas de forma mais detalhada: O Sapientia, O Oriens e O Emmanuel, [dos dias 17, 21 e 23, respectivamente].

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“A Santíssima Trindade”, por Antonio de Pereda.

"O Sapiéntia, quæ ex ore Altíssimi prodiísti, attíngens a fine usque ad finem, fórtiter suavitérque dispónens ómnia: veni ad docéndum nos viam prudéntiæ. — Ó Sabedoria, que, saindo da boca do Altíssimo, atinges o universo de uma extremidade a outra e dispões, ao mesmo tempo com força e suavidade, todas as coisas: vem ensinar-nos o caminho da prudência."

Essa antífona nos conduz à literatura sapiencial do Antigo Testamento, partes da qual são citadas quase palavra por palavra na primeira metade da antífona: “Eu saí da boca do Altíssimo, primogênita antes de todas as criaturas” (Eclo 24, 5); “[A sabedoria] estende-se poderosa desde uma extremidade à outra, e dispõe todas as coisas com suavidade [lt. suaviter]” (Sb 8, 1).

Algo que precisamos ter em mente com as Antífonas do Ó é que elas não só citam ou apontam-nos textos bíblicos específicos, mas, com efeito, conduzem-nos a temas bíblicos e teológicos. Para começar a entender as antífonas — e, de fato, a liturgia da Igreja em geral —, nós devemos entrar na Bíblia, tornar-nos cada vez mais familiarizados com os seus textos. Na antífona em análise, portanto — O Sapientia —, devemos olhar não só os versículos citados explicitamente, mas também as passagens implícitas nela, como Provérbios, cap. 8:

"O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma. Desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes que a terra fosse criada [...]. Quando ele preparava os céus, eu estava presente; quando, por uma lei inviolável, encerrava os abismos dentro dos seus limites; quando firmava lá no alto a região etérea, e quando equilibrava as fontes das águas; quando circunscrevia ao mar o seu termo, e punha lei às águas, para que não passassem os seus limites; quando assentava os fundamentos da terra, eu estava com ele, como arquiteto; cada dia me deleitava, recreando-me continuamente diante dele, recreando-me sobre o globo da terra, e achando as minhas delícias em estar com os filhos dos homens (22-23.27-31)."

Essa personificação da sabedoria no Antigo Testamento nos prepara para a revelação da Trindade no Novo Testamento (cf. também Jó 28; Br 3–4; Eclo 1; 4, 11-19; 6, 18-31; 14–15; Sb 6–10). O Evangelho de João em particular identifica Jesus com a personificação da sabedoria divina. No Antigo Testamento, a sabedoria é “uma pura emanação da glória do Onipotente” (Sb 7, 25); Jesus possuía glória com o Pai antes da criação do mundo, e manifesta essa glória aos homens na terra (cf. Jo 1, 14; 17, 5.22.24). [Com a Encarnação] a Sabedoria [mesma] percorre as ruas, procurando as pessoas e clamando por elas (cf. Pr 1, 20-21; 8, 1-4; Sb 6, 17); Jesus sai à procura dos homens e faz-lhes publicamente o seu convite (cf. Jo 1, 43; 5, 14; 7, 37; 9, 35; Lc 19, 10). E, citando o Eclesiástico, [a antífona] O Sapientia nos diz que a sabedoria saiu da boca do Altíssimo (cf. Eclo 24, 5); João nos diz que não só Jesus estava no princípio “junto de Deus”, mas que Ele é “o Filho unigênito do Pai” (Jo 1, 1-2.14; cf. 1Jo 4, 2).

Esta primeira antífona nos mostra, portanto, o Creatórem cæli et térræ, visibílium ómnium et invisibílium, “Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis” (como diz o Credo niceno), e revela para nós a Sabedoria de Deus, que é o Cristo.

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Fotografia de Missa celebrada “ad orientem”.

"O Oriens, splendor lucis ætérnæ, et sol iustítiæ: veni, et illúmina sedentes in ténebris et umbra mortis. — Ó Sol nascente, esplendor da luz eterna e Sol de justiça; vem e ilumina os que jazem nas trevas e na sombra da morte."

Esta é a antífona do dia 21 de dezembro, que marca no hemisfério norte o solstício de inverno, dia mais curto do ano. É apropriado, portanto, que no dia em que a escuridão e as trevas atingem o seu cume no mundo natural, a liturgia chame a nossa atenção para a luz de Cristo, a aurora do Filho de Deus. De fato, na Missa, o povo de Deus, guiado pelo sacerdote, volta-se junto ad orientem, na direção do sol nascente, esperando com constância a segunda vinda de Cristo, na adoração, na súplica e no sacrifício. Essa é uma prática que remonta aos primeiros tempos da Igreja, e foi só a partir do Concílio Vaticano II que essa orientação foi interrompida pela prática de o sacerdote voltar-se para a assembleia (sem o mandato dos documentos do Concílio, vale acrescentar) [v].

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"Códice antigo, com as Antífonas do Ó"

Embora este poderoso simbolismo litúrgico esteja em urgente necessidade de resgate na Igreja contemporânea, os textos da liturgia, especialmente no Advento, orientam-nos espiritualmente para o Sol nascente, o Oriens, Jesus Cristo. Por exemplo, a Epístola para o 4.º Domingo do Advento no rito romano tradicional, tomada da Primeira Carta aos Coríntios (4, 5), diz o seguinte: “Pelo que não julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só porá às claras o que se acha escondido nas trevas, mas ainda descobrirá os desígnios dos corações” (cf. Hb 2, 3) [vi]. Esse tema da iluminação e da vinda do Filho de Deus na glória permeia o tempo do Advento. E, nesta antífona, as palavras sol iustítiæ indicam-nos parte do contexto bíblico para a vinda do Senhor: “Mas para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, que traz a salvação sob as suas asas” (Ml 4, 2a [3, 20 na Vulgata]).

Vale a pena analisar esta frase no contexto mais amplo de Malaquias, que fala sobre “o dia” do Senhor, o dia em que Ele retornará, o dia em que tanto os bons quanto os maus serão julgados por Deus. Os maus, mesmo que agora prosperem (cf. Ml 3, 15), serão consumidos pelo Senhor, e para eles esse será um dia de destruição. Mas o “sol da justiça”, Jesus Cristo, virá e salvará aqueles que servem ao Senhor. O Advento não é só uma preparação para celebrar a primeira vinda de nosso Salvador ao mundo, mas [também] um tempo de preparação para a sua segunda vinda, quando sua luz porá a descoberto todas as nossas ações, estejamos prontos ou não [para isso] (cf. Jo 3, 16-21). E Nosso Senhor mesmo nos alertou sobre esse dia que está por vir:

"Velai, pois, sobre vós, para que não suceda que os vossos corações se tornem pesados com as demasias do comer e do beber, com os cuidados desta vida, e para que aquele dia vos não apanhe de improviso; porque ele virá como um laço sobre todos os que habitam sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, orando sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males que devem suceder, e de aparecer com confiança diante do Filho do homem (Lc 21, 34-36)."

O ato de dirigirmo-nos a Cristo dizendo: O Oriens faz parte da ajuda e do estímulo constantes da liturgia para que orientemos as nossas vidas para Deus neste tempo de Advento e recebamos a sua graça, não só em preparação para celebrar sua primeira vinda no Natal, mas também a fim de estarmos prontos para a sua segunda vinda no fim dos tempos.

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“A Adoração dos Pastores”, por Guido Reni.

"O Emmánuel, Rex et légifer noster, exspectátio Géntium, et Salvátor eárum: veni ad salvándum nos, Dómine, Deus noster. — Ó Emanuel, nosso Rei e Legislador, esperança das nações e seu Salvador; vem salvar-nos, Senhor, nosso Deus."

O contexto bíblico para essa antífona é conhecido de todos: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porão o nome de Emanuel” (Mt 1, 23; cf. Is 7, 14). Emanuel significa “Deus está conosco”; portanto, é apropriado que esta antífona venha logo antes de celebrarmos o mistério da Encarnação — momento da história em que se realizou verdadeiramente o nome Emmanuel.

Além de ser uma profecia cumprida por Jesus, a citação de Isaías por Mateus (aliás, o único evangelista a citar a profecia) serve a outro propósito no contexto de seu Evangelho. Se formos até as últimas palavras de Cristo em Mt 28, 20, leremos: “Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. Vemos assim que o nome Emmanuel envolve todo o Evangelho de Mateus, de uma ponta a outra. No início, a promessa é cumprida do modo mais maravilhoso possível através da Encarnação e do Natal de Nosso Senhor; e, no fim, esse cumprimento mostra-se eterno, em virtude de sua Morte, Ressurreição e Ascensão.

De fato, Jesus também nos diz, em Mt 18, 20: “Onde se acham dois ou três congregados em meu nome, aí estou eu no nome deles”. A presença do Senhor em sua Igreja, especialmente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, mostra que esta antífona tem um escopo muito mais amplo que o tempo do Advento. Nossa preparação para celebrar a primeira vinda do Senhor significa que a antífona tem um significado especial para o Advento, mas ela também nos leva ao presente: Deus está conosco agora, em sua Igreja e nos sacramentos, para que possamos ser salvos por Ele.

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História, teologia e espiritualidade das Antífonas do Ó

Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação.

Por Matthew Hazell

Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

Parte III

As Antífonas do Ó e a espiritualidade católica

Como, então, podemos aplicar tudo isso em nossa vida diária? Para começar, podemos tirar grande proveito do fundamento bíblico para as Antífonas do Ó. Já deve ter ficado claro, a essa altura, que as antífonas estão impregnadas de Escritura e temas bíblicos. Cada uma delas é uma oportunidade de entrar na Bíblia, para lermos as Escrituras através da liturgia da Igreja — que, como disse o Vaticano II, é “simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força” (Sacrosanctum Concilium, 10) — e também para sermos conduzidos por elas a uma “participação plena, consciente e ativa” na liturgia (Ibid., 14).

Falando de participação na liturgia, também devemos prestar atenção especial aos textos litúrgicos do tempo do Advento (que incluem as Antífonas do Ó no Ofício Divino). Os temas das antífonas também perpassam toda a liturgia do Advento. Atentar-se de forma especial à liturgia e familiarizar-se com as orações e leituras antes da Santa Missa é uma ótima maneira de nos tornarmos mais abertos às graças que Deus nos concede no santíssimo sacrifício da Missa.

As Antífonas do Ó também podem nos ajudar com o sacramento da Confissão. Em meados do século XV, um sacerdote brigidino chamado Magnus Unnonis compôs um auxílio para a recepção frutuosa deste sacramento, tomando por base as Antífonas do Ó [vii]. Ele usou cada antífona para descrever os sete “adventos” de Cristo, levando a um exame de consciência baseado nos sete pecados capitais, que são depois contrastados com os sete dons do Espírito Santo (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1830-1831):

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O esquema de Magnus pode nos parecer um tanto artificial, mas há muita verdade em sua aplicação pastoral das antífonas ao sacramento da Confissão. Cada uma delas pode ser usada de maneira frutífera para nos ajudar em nosso exame de consciência diário. Ao longo dos sete dias antes do Natal, através das Antífonas do Ó, nós imploramos a Cristo que nos salve (Emanuel), liberte (Adonai), redima (Radix Iesse), ensine e ilumine (Sapientia, Oriens). Ora, em que áreas de nossas vidas precisamos particularmente de sua graça? Em que momentos nos recusamos a ser ensinados por Ele? Onde em nossas vidas precisamos que Jesus dissipe a escuridão de nossos pecados, perdoe os nossos pecados e nos conduza com o socorro da sua graça a não pecar mais, como rezamos no tradicional ato de contrição após a Confissão (cf. Jo 8, 11)?

Há muito mais a ser dito sobre as Antífonas do Ó, e realmente só ficamos na superfície do que elas têm a nos oferecer espiritualmente, mas espero que esta breve introdução encoraje os leitores a mergulhar mais profundamente na Bíblia e na liturgia destes últimos dias do Advento [viii].

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História, teologia e espiritualidade das Antífonas do Ó

Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação.

Por Matthew Hazell

Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

Parte I

A história das Antífonas do Ó

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São incertas a história e as origens das Antífonas do Ó. Embora tenhamos uma grande quantidade de textos litúrgicos antigos, somente alguns datam de antes do século VII. É possível que tenha havido uma menção passageira às antífonas por Boécio (ca. 480–524), em sua obra A Consolação da Filosofia [i] — o que indicaria que as antífonas eram conhecidas no norte da Itália por volta do século VI.

O que podemos afirmar com certeza é que as antífonas eram conhecidas por Amalário de Metz, um monge e erudito do século IX (ca. 780–850). Amalário atribui a autoria delas a um cantor anônimo que provavelmente viveu nos séculos VII ou VIII. No século IX, elas já eram conhecidas em Roma há algum tempo, pois aparecem nos antifonários romanos deste período. Outros numerosos livros litúrgicos da Idade Média, a partir do século IX, também contêm as antífonas.

O número e a composição das antífonas variaram ao longo da história, com alguns livros litúrgicos adicionando uma ou mais à lista de sete. Por exemplo, a antífona O Virgo Virginum, em honra da Virgem Maria, é citada por Amalário [ii]:

"O Virgo Virginum, quomodo fiet istud? Quia nec primam similem visa es nec habere sequentem. Filiæ Jerusalem, quid me admiramini? Divinum est mysterium hoc quod cernitis. — Ó Virgem das virgens, de que modo se fará isto? Pois nunca houve quem a ti se igualasse, nem haverá depois de ti. Ó filhas de Jerusalém, por que vos admirais de mim? É divino este mistério que vedes."

Outras igrejas e localidades, como São Galo (Sankt Gallen), na Suíça, e Paris, na França, tiveram nove ou doze antífonas em vários momentos da história. No entanto, as sete principais, que conhecemos hoje, permaneceram constantes em todas as fontes litúrgicas.

Os dias para os quais as antífonas foram designadas também variaram ao longo dos séculos. Um dos antifonários romanos antigos prescrevia o seu uso desde a festa de São Nicolau, a 6 de dezembro, até a festa de Santa Luzia, no dia 13. O Ordo Romanus do século XI mandava cantá-las repetidamente desde 6 de dezembro até a véspera de Natal. Com o tempo, as antífonas passaram a ser colocadas nos sete dias anteriores ao Natal (de 17 a 23 de dezembro).

As Antífonas do Ó são cantadas antes e depois do Magnificat, nas Vésperas, e têm sido utilizadas neste lugar do Ofício por muitos séculos. Na verdade, as evidências históricas sugerem que as Vésperas eram seu lugar original: seu uso aqui é mencionado, entre outras fontes, por Amalário de Metz, um dos antifonários romanos do século IX e a Vida de Alcuíno. Algumas igrejas começaram a usá-las como antífonas para o Benedictus nas Laudes — uma prática compreensível, dadas as ressonâncias bíblicas entre as Antífonas Maiores e o cântico de Zacarias [iii]. Todavia, seu uso no Magnificat ilustra-nos melhor o aspecto mariano do Advento [iv]: através do fiat de Maria, de seu “sim” ao plano de Deus, o Filho de Deus encarnado entra no mundo — como nos dizem as antífonas — a fim de nos ensinar, libertar, iluminar e salvar.

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História, teologia e espiritualidade das Antífonas do Ó

Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação.

Por Matthew Hazell

Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

Parte II

A teologia das Antífonas do Ó

As Antífonas do Ó são um magnífico mosaico de passagens bíblicas, que ligam a Lei, os profetas e os escritos do Antigo Testamento ao seu cumprimento no Novo [veja-se o Apêndice ao final, com as várias alusões bíblicas presentes nas antífonas]. Para a etapa final de nossa preparação de Advento, todo dia a liturgia nos oferece um ponto de partida para meditar sobre o Verbo Encarnado, o Filho de Deus que incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine et homo factus est, “se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem” (Credo niceno) — ajudando-nos assim a concentrarmo-nos no verdadeiro significado dos tempos do Advento e do Natal.

A partir do nosso ponto de vista na história, as antífonas nos direcionam de volta para o feliz evento da Encarnação, a primeira vinda de Cristo, que torna possíveis os eventos salvíficos da Semana Santa e da Páscoa. No entanto, elas também nos apontam para a segunda vinda de Nosso Senhor; ajudam-nos a estar sempre vigilantes (cf. Lc 21, 36). Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação — ajuda singela, mas vital ao mesmo tempo.

Para ilustrar isso, olhemos para três antífonas de forma mais detalhada: O Sapientia, O Oriens e O Emmanuel, [dos dias 17, 21 e 23, respectivamente].

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“A Santíssima Trindade”, por Antonio de Pereda.

"O Sapiéntia, quæ ex ore Altíssimi prodiísti, attíngens a fine usque ad finem, fórtiter suavitérque dispónens ómnia: veni ad docéndum nos viam prudéntiæ. — Ó Sabedoria, que, saindo da boca do Altíssimo, atinges o universo de uma extremidade a outra e dispões, ao mesmo tempo com força e suavidade, todas as coisas: vem ensinar-nos o caminho da prudência."

Essa antífona nos conduz à literatura sapiencial do Antigo Testamento, partes da qual são citadas quase palavra por palavra na primeira metade da antífona: “Eu saí da boca do Altíssimo, primogênita antes de todas as criaturas” (Eclo 24, 5); “[A sabedoria] estende-se poderosa desde uma extremidade à outra, e dispõe todas as coisas com suavidade [lt. suaviter]” (Sb 8, 1).

Algo que precisamos ter em mente com as Antífonas do Ó é que elas não só citam ou apontam-nos textos bíblicos específicos, mas, com efeito, conduzem-nos a temas bíblicos e teológicos. Para começar a entender as antífonas — e, de fato, a liturgia da Igreja em geral —, nós devemos entrar na Bíblia, tornar-nos cada vez mais familiarizados com os seus textos. Na antífona em análise, portanto — O Sapientia —, devemos olhar não só os versículos citados explicitamente, mas também as passagens implícitas nela, como Provérbios, cap. 8:

"O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma. Desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes que a terra fosse criada [...]. Quando ele preparava os céus, eu estava presente; quando, por uma lei inviolável, encerrava os abismos dentro dos seus limites; quando firmava lá no alto a região etérea, e quando equilibrava as fontes das águas; quando circunscrevia ao mar o seu termo, e punha lei às águas, para que não passassem os seus limites; quando assentava os fundamentos da terra, eu estava com ele, como arquiteto; cada dia me deleitava, recreando-me continuamente diante dele, recreando-me sobre o globo da terra, e achando as minhas delícias em estar com os filhos dos homens (22-23.27-31)."

Essa personificação da sabedoria no Antigo Testamento nos prepara para a revelação da Trindade no Novo Testamento (cf. também Jó 28; Br 3–4; Eclo 1; 4, 11-19; 6, 18-31; 14–15; Sb 6–10). O Evangelho de João em particular identifica Jesus com a personificação da sabedoria divina. No Antigo Testamento, a sabedoria é “uma pura emanação da glória do Onipotente” (Sb 7, 25); Jesus possuía glória com o Pai antes da criação do mundo, e manifesta essa glória aos homens na terra (cf. Jo 1, 14; 17, 5.22.24). [Com a Encarnação] a Sabedoria [mesma] percorre as ruas, procurando as pessoas e clamando por elas (cf. Pr 1, 20-21; 8, 1-4; Sb 6, 17); Jesus sai à procura dos homens e faz-lhes publicamente o seu convite (cf. Jo 1, 43; 5, 14; 7, 37; 9, 35; Lc 19, 10). E, citando o Eclesiástico, [a antífona] O Sapientia nos diz que a sabedoria saiu da boca do Altíssimo (cf. Eclo 24, 5); João nos diz que não só Jesus estava no princípio “junto de Deus”, mas que Ele é “o Filho unigênito do Pai” (Jo 1, 1-2.14; cf. 1Jo 4, 2).

Esta primeira antífona nos mostra, portanto, o Creatórem cæli et térræ, visibílium ómnium et invisibílium, “Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis” (como diz o Credo niceno), e revela para nós a Sabedoria de Deus, que é o Cristo.

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Fotografia de Missa celebrada “ad orientem”.

"O Oriens, splendor lucis ætérnæ, et sol iustítiæ: veni, et illúmina sedentes in ténebris et umbra mortis. — Ó Sol nascente, esplendor da luz eterna e Sol de justiça; vem e ilumina os que jazem nas trevas e na sombra da morte."

Esta é a antífona do dia 21 de dezembro, que marca no hemisfério norte o solstício de inverno, dia mais curto do ano. É apropriado, portanto, que no dia em que a escuridão e as trevas atingem o seu cume no mundo natural, a liturgia chame a nossa atenção para a luz de Cristo, a aurora do Filho de Deus. De fato, na Missa, o povo de Deus, guiado pelo sacerdote, volta-se junto ad orientem, na direção do sol nascente, esperando com constância a segunda vinda de Cristo, na adoração, na súplica e no sacrifício. Essa é uma prática que remonta aos primeiros tempos da Igreja, e foi só a partir do Concílio Vaticano II que essa orientação foi interrompida pela prática de o sacerdote voltar-se para a assembleia (sem o mandato dos documentos do Concílio, vale acrescentar) [v].

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"Códice antigo, com as Antífonas do Ó"

Embora este poderoso simbolismo litúrgico esteja em urgente necessidade de resgate na Igreja contemporânea, os textos da liturgia, especialmente no Advento, orientam-nos espiritualmente para o Sol nascente, o Oriens, Jesus Cristo. Por exemplo, a Epístola para o 4.º Domingo do Advento no rito romano tradicional, tomada da Primeira Carta aos Coríntios (4, 5), diz o seguinte: “Pelo que não julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só porá às claras o que se acha escondido nas trevas, mas ainda descobrirá os desígnios dos corações” (cf. Hb 2, 3) [vi]. Esse tema da iluminação e da vinda do Filho de Deus na glória permeia o tempo do Advento. E, nesta antífona, as palavras sol iustítiæ indicam-nos parte do contexto bíblico para a vinda do Senhor: “Mas para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, que traz a salvação sob as suas asas” (Ml 4, 2a [3, 20 na Vulgata]).

Vale a pena analisar esta frase no contexto mais amplo de Malaquias, que fala sobre “o dia” do Senhor, o dia em que Ele retornará, o dia em que tanto os bons quanto os maus serão julgados por Deus. Os maus, mesmo que agora prosperem (cf. Ml 3, 15), serão consumidos pelo Senhor, e para eles esse será um dia de destruição. Mas o “sol da justiça”, Jesus Cristo, virá e salvará aqueles que servem ao Senhor. O Advento não é só uma preparação para celebrar a primeira vinda de nosso Salvador ao mundo, mas [também] um tempo de preparação para a sua segunda vinda, quando sua luz porá a descoberto todas as nossas ações, estejamos prontos ou não [para isso] (cf. Jo 3, 16-21). E Nosso Senhor mesmo nos alertou sobre esse dia que está por vir:

"Velai, pois, sobre vós, para que não suceda que os vossos corações se tornem pesados com as demasias do comer e do beber, com os cuidados desta vida, e para que aquele dia vos não apanhe de improviso; porque ele virá como um laço sobre todos os que habitam sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, orando sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males que devem suceder, e de aparecer com confiança diante do Filho do homem (Lc 21, 34-36)."

O ato de dirigirmo-nos a Cristo dizendo: O Oriens faz parte da ajuda e do estímulo constantes da liturgia para que orientemos as nossas vidas para Deus neste tempo de Advento e recebamos a sua graça, não só em preparação para celebrar sua primeira vinda no Natal, mas também a fim de estarmos prontos para a sua segunda vinda no fim dos tempos.

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“A Adoração dos Pastores”, por Guido Reni.

"O Emmánuel, Rex et légifer noster, exspectátio Géntium, et Salvátor eárum: veni ad salvándum nos, Dómine, Deus noster. — Ó Emanuel, nosso Rei e Legislador, esperança das nações e seu Salvador; vem salvar-nos, Senhor, nosso Deus."

O contexto bíblico para essa antífona é conhecido de todos: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porão o nome de Emanuel” (Mt 1, 23; cf. Is 7, 14). Emanuel significa “Deus está conosco”; portanto, é apropriado que esta antífona venha logo antes de celebrarmos o mistério da Encarnação — momento da história em que se realizou verdadeiramente o nome Emmanuel.

Além de ser uma profecia cumprida por Jesus, a citação de Isaías por Mateus (aliás, o único evangelista a citar a profecia) serve a outro propósito no contexto de seu Evangelho. Se formos até as últimas palavras de Cristo em Mt 28, 20, leremos: “Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. Vemos assim que o nome Emmanuel envolve todo o Evangelho de Mateus, de uma ponta a outra. No início, a promessa é cumprida do modo mais maravilhoso possível através da Encarnação e do Natal de Nosso Senhor; e, no fim, esse cumprimento mostra-se eterno, em virtude de sua Morte, Ressurreição e Ascensão.

De fato, Jesus também nos diz, em Mt 18, 20: “Onde se acham dois ou três congregados em meu nome, aí estou eu no nome deles”. A presença do Senhor em sua Igreja, especialmente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, mostra que esta antífona tem um escopo muito mais amplo que o tempo do Advento. Nossa preparação para celebrar a primeira vinda do Senhor significa que a antífona tem um significado especial para o Advento, mas ela também nos leva ao presente: Deus está conosco agora, em sua Igreja e nos sacramentos, para que possamos ser salvos por Ele.

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História, teologia e espiritualidade das Antífonas do Ó

Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação.

Por Matthew Hazell

Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

Parte I

A história das Antífonas do Ó

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São incertas a história e as origens das Antífonas do Ó. Embora tenhamos uma grande quantidade de textos litúrgicos antigos, somente alguns datam de antes do século VII. É possível que tenha havido uma menção passageira às antífonas por Boécio (ca. 480–524), em sua obra A Consolação da Filosofia [i] — o que indicaria que as antífonas eram conhecidas no norte da Itália por volta do século VI.

O que podemos afirmar com certeza é que as antífonas eram conhecidas por Amalário de Metz, um monge e erudito do século IX (ca. 780–850). Amalário atribui a autoria delas a um cantor anônimo que provavelmente viveu nos séculos VII ou VIII. No século IX, elas já eram conhecidas em Roma há algum tempo, pois aparecem nos antifonários romanos deste período. Outros numerosos livros litúrgicos da Idade Média, a partir do século IX, também contêm as antífonas.

O número e a composição das antífonas variaram ao longo da história, com alguns livros litúrgicos adicionando uma ou mais à lista de sete. Por exemplo, a antífona O Virgo Virginum, em honra da Virgem Maria, é citada por Amalário [ii]:

"O Virgo Virginum, quomodo fiet istud? Quia nec primam similem visa es nec habere sequentem. Filiæ Jerusalem, quid me admiramini? Divinum est mysterium hoc quod cernitis. — Ó Virgem das virgens, de que modo se fará isto? Pois nunca houve quem a ti se igualasse, nem haverá depois de ti. Ó filhas de Jerusalém, por que vos admirais de mim? É divino este mistério que vedes."

Outras igrejas e localidades, como São Galo (Sankt Gallen), na Suíça, e Paris, na França, tiveram nove ou doze antífonas em vários momentos da história. No entanto, as sete principais, que conhecemos hoje, permaneceram constantes em todas as fontes litúrgicas.

Os dias para os quais as antífonas foram designadas também variaram ao longo dos séculos. Um dos antifonários romanos antigos prescrevia o seu uso desde a festa de São Nicolau, a 6 de dezembro, até a festa de Santa Luzia, no dia 13. O Ordo Romanus do século XI mandava cantá-las repetidamente desde 6 de dezembro até a véspera de Natal. Com o tempo, as antífonas passaram a ser colocadas nos sete dias anteriores ao Natal (de 17 a 23 de dezembro).

As Antífonas do Ó são cantadas antes e depois do Magnificat, nas Vésperas, e têm sido utilizadas neste lugar do Ofício por muitos séculos. Na verdade, as evidências históricas sugerem que as Vésperas eram seu lugar original: seu uso aqui é mencionado, entre outras fontes, por Amalário de Metz, um dos antifonários romanos do século IX e a Vida de Alcuíno. Algumas igrejas começaram a usá-las como antífonas para o Benedictus nas Laudes — uma prática compreensível, dadas as ressonâncias bíblicas entre as Antífonas Maiores e o cântico de Zacarias [iii]. Todavia, seu uso no Magnificat ilustra-nos melhor o aspecto mariano do Advento [iv]: através do fiat de Maria, de seu “sim” ao plano de Deus, o Filho de Deus encarnado entra no mundo — como nos dizem as antífonas — a fim de nos ensinar, libertar, iluminar e salvar.

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