«Praia de Fortaleza» (1910), Aurélio de Figueiredo.
Uia! Já até afanei alguns muito bons. Boa semana.
Incrível:
Nota: não intenciono usar marcadores (hashtags), apesar de seguir algumas. Pretendo não chamar atenção a esse discreto perfil aqui.
Trecho de um conto de Osman Lins chamado «Elegíada»:
«As palavras — todos sabem — são mortalmente vazias para exprimir certas coisas. Quando nos sentávamos, sós, a recordar nossa vida, não eram elas que restauravam os fatos: éramos nós.
«E agora, que já não existes, com quem poderei falar...?»
Microconto: «Recebamos, digníssimos, com salva de palmas, e com os protestos de nossa mais alta consideração, Sua Excelência Coisinha da Silva.»
Que delicada maravilha é isso! Sempre me emociona...
Haicai nº10
Neste dia quente
Um fio de vento passou
— Que instantâneo alento…
«No Brasil, atualmente, nosso problema é um problema de elite.»
Mario Ferreira dos Santos
Nota: uma vida de veredas e margens...
Por natureza, fujo de modas ou tendências. Daí eu ter evitado por anos Rubem Fonseca, por exemplo. Ontem li o primeiro conto de «A coleira do cão» (1965) chamado «A força humana». Estou impressionado.
« Bien qu’aujourd’hui on semble l’ignorer, la formation de la faculté d’attention est le but véritable et presque l’unique intérêt des études. »
Simone Weil.
Do divertido «Oficinas literárias — fraude ou negócio sério?», de José Hildebrando Dacanal:
«Ao que o oficineiro retrucou, sem meias palavras:
—Ora, eu tenho que induzir o aluno a acreditar que ele pode produzir uma Pietà literária. Do contrário eu perco o aluno e minha oficina fecha!»
Lágrimas-de-Cristo. Belas...

