Quando era criança divertia-me procurar pedras de diferentes formas que me fizessem lembrar diferentes objetos. Eram tempos em que podia passar horas em tarefas aparentemente simples como procurar grilos ou tentar bater o meu recorde de toques na bola sem nunca a deixar cair. Muitos dias se resumiam a isto e apesar da monotonia não eram dias aborrecidos, bem pelo contrário. Eram dias que me pareciam infinitos, como se tivessem mais de 24 horas mas simultaneamente eram dias em que parecia haver sempre algo novo a descobrir e de facto havia mesmo.
Chesterton diz que as crianças conseguem exultar na monotonia, isto é, há um apetite pelo mundo e uma vitalidade nas crianças que lhes permite olhar para a rotina como algo interessante.
Quando estamos por exemplo com um bebé e nos escondemos atrás de um pano para depois deixarmos que a nossa cara apareça subitamente, o famoso "cucu", o bebé se nos conhece habitualmente ri e demonstra satisfação por testemunhar tal acontecimento. Podemos repetir isto várias vezes e vemos que o bebé não se farta com facilidade e continua a rir do que fazemos, como se fosse a primeira vez. De facto, cada vez é única e irrepetível mas o amadurecimento dos sentidos que um adulto experimenta já dificilmente nos permite viver exultando esta monotonia. Rapidamente nos aborrecemos e assim procuramos cessar a tarefa de imediato sempre à procura da próxima. Quando um adulto e uma criança jogam à bola por exemplo a criança repete incessantemente "chuta outra vez", já o adulto pode sentir que a sua energia se esvai a cada remate.
Felizmente há um antídoto mesmo para os adultos mais empedernidos. Mais do que atividades aborrecidas, há pessoas aborrecidas e estas podem encontrar na curiosidade um bálsamo para a vida que enobrece a rotina e monotonia. Quando escolhemos olhar para o mundo de forma curiosa e presente há uma panóplia infinita de potencial e possibilidades que se apresentam diante de nós.
#Chesterton #psicologia #saudemental
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Belo texto e vídeo, faz pensar em tantas coisas diferentes. Deve ser a habilidade de sempre encontrar algo novo para entender, que nos ajuda a não desistir de continuar aprendendo. E também, fazendo aquilo que um dia já achamos fascinante, mas que a idade tornou menos interessante.
GM #coffeelovers

I feel like a Kafka’s character today.
GM #nostr #plebs ☕
LinkedIn Is the worst shit in the world, without any doubt. They've blocked my account again, no plausible reason. Just restricted. I've already verified my identity in the past months, but my account was never updated to the status of verified.
I hated that crap anyways, but it was being useful to contact new potential users for an app I'm building. I lost months of new connections and posts, without ANY indicative of policy violations.
I'll be sure to remember this, for the rest of my life, no matter what. Fuck Linkedin.
Also, this is my personal warning for all using this crappy big tech stupidity: don't lose your time. Sooner or later, they can destroy all of your effort in seconds.
Sorry this late reply, away from Nostr for a while. Well I can't say for sure, I'm not an experienced producer, but the synths are pretty versatile, at least for my ears, and yes... they can sound vintage and analog, I enjoy specially the basses I made on Zebralette.
A few weeks ago I've started to play with some Wayland code: I wanted a simple WM like Suckless DWM (there's a Wayland version, DWL), without window decorations, a floating-only (stacking) functionality.
So I mixed some stuff from wlroots and scenefx repos, and QuackWM has born.
It's a bit unstable for a while and it lacks many features, but I've got most applications running on it. I'm not a C developer so don't expect nothing fancy, it just works (even if I don't know exactly why).
GM nostr:npub1rzg96zjavgatsx5ch2vvtq4atatly5rvdwqgjp0utxw45zeznvyqfdkxve have a great day =)
relax, it's friday... I'll leave my wayland pile of shitty C code behind for a beer
às vezes sempre 💩
Acredite ou não, mais ou menos antes da metade desse texto eu pensei "poxa lembra o Admirável Mundo Novo..." lembrei logo do "primitivo" que não entendia o mundo novo. Aí, realmente ao ver o autor do texto, percebi que ele compreendia muito mais do que eu mesmo imaginava ao ler o próprio Aldous. Incrível, o indíviduo se sente "normal" dentro de uma sociedade completamente doente. E nós, que enxergamos de alguma forma esse fenômeno, somos os malucos.
Não faço idéia de qual camada estou, mas sei dizer uma coisa. Um idiota completo feito Pondé (Pumdeu, segundo Olavo), não considerava Olavo um filósofo.
Mas Pondé, dentro da minha burrice extrema, é um jumento total. Então, estou uma camada acima desse imbecil.
Clear and objective article, this is a nice, short explanation, demystifying key points about nazism. Published by José Rodolfo G. H. Almeida, in both english and portuguese.
'Contrary to the common narrative that Nazism was right-wing, National Socialism emerged as a form of nationalist socialism, with a particular focus on strengthening the state and centralized economic control. The most obvious difference between Nazism and other socialist movements was the racial element, where the "collective" to be exalted was not the working class, but the Aryan race.'
...
'Regardless of the form that socialism adopted in different places, the result was the same: death and destruction. Wherever it was implemented, socialism left a trail of corpses. From the Soviet Union, with its purges and the Holodomor, to Mao’s China, with the Great Leap Forward and the Cultural Revolution, millions of people have perished in the name of “equality.”'
https://www.conectados.site/2024/10/duas-faces-da-mesma-moeda.html





