Rubens Borba de Moraes – Herói! Guerreiro! Sábio! Homem visionário.
"Que deu em 32 – Nesse movimento separatista, eu fiquei separatista fanático. Todo nosso grupo ficou, menos o Mário de Andrade. O Mário de Andrade não aderiu às minhas atividades separatistas. Eu até comecei a escrever um livro chamado “Só Separando”. Escrevi o primeiro capítulo e contava como era o segundo. Publiquei num jornal clandestino, chamado 'O Separatista'. Ainda tenho alguns números dele aí. Fizemos uma campanha separatista enorme. Olhe, nas vésperas de 32, eu não exagero dizendo que 80% da população de São Paulo era separatista. A revolução de 32 foi aquele fracasso. Eu, naquela época, fundei a Liga de Defesa Paulista, que era justamente para defender São Paulo. Ela organizava comícios, fazia publicações, jogava coisas clandestinas, etc. Depois nós fundamos o Batalhão da Liga de Defesa Paulista. Eu, como um dos fundadores da Liga de Defesa Paulista, me inscrevi no batalhão, fiz a revolução inteira, o diabo a quatro. Escapei, porque tive que escapar; morreu muita gente. Acabada a revolução de 32, nós ficamos absolutamente liquidados. Fazer o quê? Aí então, conversando, refletindo, nós voltamos à nossa velha idéia."
– Rubens Borba de Moraes, em resposta sobre a revolução constitucionalista de 1932 na entrevista realizada em Bragança Paulista, 15 de agosto de 1982, por Marco Aurélio Andrade de Filgueiras Gomes.
Rubens Borba de Moraes foi um grande intelectual paulista, separatista e fundador de jornal clandestino durante a revolução em prol de secessão e independência de São Paulo. Doou ouro em prol de São Paulo e a causa, voluntário, pegou em armas e lutou em 1932 – combateu na revolução constitucionalista, como segundo-tenente, nos embates, missões e batalhas na região do Vale do Paraíba participou, continuou militante em prol do ideal e o povo após o conflito, escrevendo e descrevendo seu credo em causa e comemorando sua hercúlea luta e força contra esse Leviatã da União, que necessita de heróis para a dracomaquia guardar a livre pátria da liberdade por vir!
