Para os católicos: Quais motivos te levaram a ser católico em vez de protestante?

Para os protestantes: Quais motivos te levaram a ser protestante em vez de católico?

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A veneração aos santos da Igreja e, especialmente, a Maria, é um argumento sólido em favor do protestantismo, penso eu.

Foi justamente estudar a vida dos santos que me tirou do cristianismo reformado.

A fé reformada calçada nas 5 solas é muito lógica e apresenta uma teologia robusta e livre das tradições e do magistério da Igreja de Roma.

Porém a fé reformada não acredita que haja uma perfeição do amor neste mundo. Mas os santos da Igreja dizem o contrário.

Sob o apostolado de Pedro em Roma (católicos), sob o apostolado de André em Constantinopla (ortodoxos), sob o apostolado de Marcos em Alexandria (coptas) e sob o apostolado de Tomé na Ásia e Índia (nestorianos, assírios e malabares) surgiram Igrejas em que diversos santos vicejaram um amor e atitudes sobre-humanas.

Na minha jornada, estudando a vida de santos como Santa Teresa de Lisieux, Santa Bakhita, Edith Stein e São José Sánchez del Río, notei que o protestantismo não é uma sementeira de santos e mártires justamente pela falta de fé na santidade de homens e mulheres aqui nesta realidade decaída.

A falta da noção de que existe apenas uma única igreja que é ao mesmo tempo militante, padecente e triunfante fez com que eu abandonasse a simplificação e racionalização da fé reformada.

Certa vez, mais de uma, na verdade, um pastor evangélico amigo meu me disse que nascemos maus e somos maus por natureza. Isso ressoa com o seu relato e com a ideia de impossibilidade de alcançarmos um nível superior de amor a Deus como a desses santos?

Não é que nascemos mal ou que somos mal por natureza. Nascemos com uma natureza decaída e desordenada. Temos uma tendência natural a praticar o mal. Temos a tendência de sermos nossos próprios reis e deuses. Esta foi a proposta da serpente no Eden e nossos pais caíram neste erro que condenou este mundo.

Mas existem pessoas virtuosas mesmo vivendo esta condição decaída. No velho testamento temos o relatos como o de Elias e Enoque e no tempo da Igreja temos os santos.

Bem que poderia surgir uma igreja protestante, porém com a doutrina e tradição católica até o concilio Vaticano segundo exclusive, quiçá até o concilio Vaticano primeiro exclusive. Não, isso não é sedevacantismo, a sujestão é outra igreja.

Já existem comunidades assim, como a Fsspx. Não é outra igreja. É a igreja que a ainda celebra o missal de Trento.

O fato de todas as perguntas feitas por Lutero já serem respondidas pela igreja catolica à um tempão.

Sou protestante porque amo ver as irmãs rodando e ver o pastor tirando o capeta adoro uma palhaçada pena que a entrada do circo seja meio cara mais tudo bem faço tudo por um bom entretenimento :)

Em meu caso o único motivo foi a graça de Deus, seu Espírito me guiou a fé em Cristo e na crença da salvação apenas por Ele, sem mediadores.

Eu acho que todos os protestantes o são por dois motivos: (1) por conta de estarem inseridos nesse meio a ponto de recepcionar ativamente essa fé, outrora passiva; ou (2) rejeitar o argumento da tradição apostólica, conforme assim entendido pela Igreja Católica, de modo a acatar o princípio do Sola Scriptura e os demais "solas" em decorrência desse. Essa é a discordância-chave entre católicos e protestantes em termos teológicos.

Eu já estive nas duas pontas. Nasci em berço protestante e recebi essa fé "passivamente", ou seja: motivo 1. Lá pelos 23 anos, contudo, tive um tipo de "crise existencial" quanto a isso, e fiquei um longo período estudando tudo isso, tim-tim por tim-tim, de modo muito honesto e cuidadoso (afinal, era minha própria alma que estava em jogo), e, como resultado, acabei reafirmando (mas, agora, conscientemente) minha fé como Protestante, ou seja: motivo 2.

A despeito do desfecho, esse processo gerou muitas mudanças em mim. Eu vinha de uma tradição pentecostal, da qual lembro com muito carinho e cultivo ligações até hoje, mas acabei por discordar de várias premissas desse ramo, e, hoje, não sou mais pentecostal.

Fui criado em um ambiente católico, o que, naturalmente, foi minha maior influência.

Além disso, é importante observar que Martinho Lutero defendia a criação de escolas públicas financiadas pelo Estado, com o objetivo de difundir a leitura da Bíblia e os princípios da Reforma. Suas ideias resultaram na estatização do ensino em diversos países.

Por outro lado, a Igreja Católica sempre defendeu a autonomia das instituições de ensino, como expresso na bula Parens Scientiarum. Ao longo da história, a Igreja teve um papel central na construção da educação e na formação da civilização ocidental. Seu impacto foi muito além da evangelização, abrangendo o desenvolvimento de universidades, o avanço de diversos campos do conhecimento, como física, astronomia e geologia, e sua influência em áreas como direito e economia.

Me aventurei no protestantismo e por isso voltei pro catolicismo, a experiência não foi boa pra mim