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# A Evolução da Tolerância ao Leite:

**Uma Adaptação Genética do Ser Humano**

Nos últimos milênios, a espécie humana passou por transformações notáveis, e uma das mais fascinantes é a capacidade de digerir leite na idade adulta. Essa mudança genética, conhecida como persistência da lactase, permitiu que muitos humanos continuassem a consumir leite sem os efeitos colaterais associados à intolerância à lactose.

**A Origem da Mudança Genética**

A capacidade de digerir lactose, o açúcar encontrado no leite, é resultado de mutações que ocorreram em nosso DNA há aproximadamente 5.000 anos. Essas mutações permitiram que a enzima lactase, responsável pela digestão da lactose, continuasse a ser produzida após a infância, ao contrário do que ocorre na maioria dos mamíferos.

A tolerância à lactose conferiu várias vantagens evolutivas:

*Fonte de Nutrientes*: O leite é uma rica fonte de calorias, proteínas e cálcio, essenciais para a sobrevivência, especialmente em ambientes onde outras fontes de alimento eram escassas.

*Adaptação a Novos Ambientes*: Populações que domesticaram animais leiteiros, como vacas e cabras, puderam explorar novas fontes de alimento, aumentando suas chances de sobrevivência.

*Diversidade Cultura*l: A capacidade de beber leite também influenciou práticas culturais e dietéticas, levando ao desenvolvimento de produtos lácteos variados, como queijos e iogurtes.

**A Capacidade Humana de Adaptação**

A evolução da tolerância à lactose é um exemplo claro da capacidade humana de adaptação. Em resposta a mudanças ambientais e sociais, os humanos demonstraram uma notável flexibilidade genética. Essa adaptação não é apenas um testemunho da resiliência da espécie, mas também um reflexo da interação entre cultura e biologia.

Em resumo, a mudança genética que permitiu a digestão do leite é um marco na história da evolução humana, destacando como a espécie se adaptou a novas condições e aproveitou recursos disponíveis. Essa capacidade de adaptação continua a ser um tema central na compreensão da evolução humana e das interações entre genética e cultura.

Todo ser humano tem tolerância ao leite a princípio, quando é bebê, mas todos reduzem a capacidade de processar lactose quando envelhecem, alguns povos mais drasticamente, como indígenas e muitos asiáticos, e outros bem menos como europeus do norte da Europa.

Mas essa capacidade se desenvolveu pela seleção natural, alguns povos que foram mais fortemente selecionados conseguiam tomar leite, sobrevivendo e repassando os genes a diante.

Brasileiros, por outro lado tem mais dificuldade que os portugueses com a lactose por serem miscigenados com indígenas e africanos.

Por outro lado, desconfio que algo possa tem ampliado os casos de intolerância no Brasil, só não sei o que é.

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Discussion

treta (não sei): ouvi q pasteurizacao destroi a lactase natural, e portanto leite cru seria mais toleravel, pelo menos em algum grau.

contradiz outros que dizem que perdemos a capacidade de produzir a enzima com a idade, alguns mais, outros menos.

treta, treta, treta! quer paz, sai da internet e compra um sitio.

Eu já li uma nutrucionista defender esse ponto e cheguei a falar isso, inclusive, mas nunca mais encontrei o texto original, então prefiro dizer que não sei kk

Mas, por outro lado, ainda creio que a lactase tenda sim a cair conforme a pessoa envelhece. Há bem mais pesquisas sobre isso.