# A Evolução da Tolerância ao Leite:

**Uma Adaptação Genética do Ser Humano**

Nos últimos milênios, a espécie humana passou por transformações notáveis, e uma das mais fascinantes é a capacidade de digerir leite na idade adulta. Essa mudança genética, conhecida como persistência da lactase, permitiu que muitos humanos continuassem a consumir leite sem os efeitos colaterais associados à intolerância à lactose.

**A Origem da Mudança Genética**

A capacidade de digerir lactose, o açúcar encontrado no leite, é resultado de mutações que ocorreram em nosso DNA há aproximadamente 5.000 anos. Essas mutações permitiram que a enzima lactase, responsável pela digestão da lactose, continuasse a ser produzida após a infância, ao contrário do que ocorre na maioria dos mamíferos.

A tolerância à lactose conferiu várias vantagens evolutivas:

*Fonte de Nutrientes*: O leite é uma rica fonte de calorias, proteínas e cálcio, essenciais para a sobrevivência, especialmente em ambientes onde outras fontes de alimento eram escassas.

*Adaptação a Novos Ambientes*: Populações que domesticaram animais leiteiros, como vacas e cabras, puderam explorar novas fontes de alimento, aumentando suas chances de sobrevivência.

*Diversidade Cultura*l: A capacidade de beber leite também influenciou práticas culturais e dietéticas, levando ao desenvolvimento de produtos lácteos variados, como queijos e iogurtes.

**A Capacidade Humana de Adaptação**

A evolução da tolerância à lactose é um exemplo claro da capacidade humana de adaptação. Em resposta a mudanças ambientais e sociais, os humanos demonstraram uma notável flexibilidade genética. Essa adaptação não é apenas um testemunho da resiliência da espécie, mas também um reflexo da interação entre cultura e biologia.

Em resumo, a mudança genética que permitiu a digestão do leite é um marco na história da evolução humana, destacando como a espécie se adaptou a novas condições e aproveitou recursos disponíveis. Essa capacidade de adaptação continua a ser um tema central na compreensão da evolução humana e das interações entre genética e cultura.

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Discussion

Pq me veio o pensamento que vão te chamar de nazista? Kkkkkkkk

Pior que o bostileiro nem vai ler...

Toma no cu🤣🤣🤣🤣🤣🤣

Rindo pra não coringar

O cara que associa leite a nazismo nem sabe ler, tá safe

O artigo é científico. Eu sou criador de gado, já criei gado leiteiro. Atualmente apenas de corte mas me interesso sobre o assunto. Nem passou na minha cabeça essa associação.

Que o mundo hj é a "ciência" do "seu herege" atentou contra o deus estado, vai para a fogueira

Você está fazendo uma apologia ao nazismo!?

Supremacia branca!?

Quem quer aposta que o terzi e essa raça vai pensar isso?🤦‍♂️🤦‍♀️

Todo ser humano tem tolerância ao leite a princípio, quando é bebê, mas todos reduzem a capacidade de processar lactose quando envelhecem, alguns povos mais drasticamente, como indígenas e muitos asiáticos, e outros bem menos como europeus do norte da Europa.

Mas essa capacidade se desenvolveu pela seleção natural, alguns povos que foram mais fortemente selecionados conseguiam tomar leite, sobrevivendo e repassando os genes a diante.

Brasileiros, por outro lado tem mais dificuldade que os portugueses com a lactose por serem miscigenados com indígenas e africanos.

Por outro lado, desconfio que algo possa tem ampliado os casos de intolerância no Brasil, só não sei o que é.

treta (não sei): ouvi q pasteurizacao destroi a lactase natural, e portanto leite cru seria mais toleravel, pelo menos em algum grau.

contradiz outros que dizem que perdemos a capacidade de produzir a enzima com a idade, alguns mais, outros menos.

treta, treta, treta! quer paz, sai da internet e compra um sitio.

Eu já li uma nutrucionista defender esse ponto e cheguei a falar isso, inclusive, mas nunca mais encontrei o texto original, então prefiro dizer que não sei kk

Mas, por outro lado, ainda creio que a lactase tenda sim a cair conforme a pessoa envelhece. Há bem mais pesquisas sobre isso.

Infelizmente eu não nasci com esse privilégio🤦

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Eu bebo uns 500 ml de leite por dia.

Eu cresci bebendo leite de verdade, tirado das vacas da família. Eu tenho a impressão (nunca pesquisei) que pessoas que só beberam leites industrializados (de caixinha) na vida, há maiores chances de ter intolerância do que quem bebeu leite “natural”. Pra quem conhece os dois, a diferença é bem grande, sendo o leite direto da vaca muito mais forte.