Não sei se o número chega a 2.000 mortes. Infelizmente, o livro que eu tenho e que contém esses dados está com um amigo, mas desconfio que o total seja ainda menor.
Mesmo que consideremos essas 2.000 mortes, muitas delas foram execuções em efígie, ou seja, queimavam-se bonecos em vez de pessoas reais. Mas supondo que todas fossem execuções reais pelo braço secular, isso resultaria em menos de seis mortes por ano ao longo dos 360 anos de existência do tribunal.
Na minha concepção, esse número está longe de caracterizar um "banho de sangue", especialmente considerando que a população espanhola cresceu de aproximadamente quatro milhões no início da Inquisição para doze milhões ao seu término. Além disso, foi nesse período que ocorreu o Século de Ouro Espanhol.
