Aquela que não tem compaixão nem por si mesmo, que se destrói.

Creio que a pessoa mais maldosa não é um terceiro, mas é interna, pois esse mal é decisivo para si.

Um terreiro pode te maltratar, mas a escolha de odiar, guardar rancor, é muito mais perniciosa que ataques físicos a si ou sua família ou à propriedade. Estou falando no geral, quem escolhe abrigar o pecado dentro de si é carrasco de si e não adianta ficar procurando fora. Acaso não foi isso que a pessoa que maltratou outra escolheu fazer antes de colocar mãos à obra? Ela está acumulando maldade para si mesma e mesmo que seus atos afetem terceiros, não tira a liberdade de escolha deles em optar por seguir espalhando o bem no mundo e quebrar a corrente da maldade, ou seja, no fundo esses atos só mostram o que as pessoas já vem cultivando, se bem, bem, se mal, mal.

Nenhum mal externo é decisivo na vida de alguém, mas o interno é.

Nem mesmo o diabo pode ser tão mal quanto eu mesmo quando faço escolhas contra mim. E, certamente, se eu não tiver piedade de mim mesmo, não no sentido de vitimizar-me, o que farei a respeito dos outros?

Outra resposta que eu daria é que a maldade é a ignorância, em dois sentidos, (1) não saber fazer o bem, por estar desorientado ou (2) escolher ignorar o que sabe e também ignorar a Fonte da força para praticá-lo. Em ambos há uma dificuldade de compreensão para entender prioridades e noção de valorização do que realmente é precioso e do que é lixo.

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