Você já ouviu falar do livro "A Pirâmide da Sabedoria?" Ele propõe uma reflexão bastante atual e necessária sobre como estamos lidando com o conhecimento em tempos de hiperconectividade. A ideia central do autor é que, assim como nosso corpo precisa de uma dieta equilibrada para funcionar bem, nossa mente também precisa de uma "dieta da informação" saudável — e é aí que entra a imagem da pirâmide...

No topo da pirâmide está a sabedoria, que é o objetivo final. Mas, para chegar até ela, precisamos passar por outras etapas: dados, informação, conhecimento e entendimento. Em tempos como os de hoje, em que somos bombardeados constantemente por notificações, manchetes e conteúdos superficiais nas redes sociais, a base dessa pirâmide acaba ficando comprometida. Consumimos muita informação, mas raramente a processamos de forma profunda.

Este livro nos convida a refletir sobre a qualidade daquilo que absorvemos. Será que estamos realmente formando conhecimento ou apenas reagindo a estímulos? O uso excessivo do celular, por exemplo, nos mantém em um estado de dispersão constante, dificultando o foco, a reflexão e até mesmo o senso crítico. É como se estivéssemos construindo uma casa em cima de areia movediça — muita coisa entrando, mas quase nada se fixando.

O bacana, é que o autor propõe um retorno às fontes mais sólidas de sabedoria, como a leitura atenta de bons livros, o cultivo do silêncio, a contemplação, e o diálogo com ideias profundas — coisas que exigem tempo, atenção e disposição interior, justamente o oposto do que a lógica da velocidade digital tem promovido.

Li poucos meses atrás e com toda certeza, o livro por si só, não é um manifesto contra a tecnologia, mas sim um chamado para que possamos usá-la de forma mais consciente. Ele nos lembra que, para viver com propósito e clareza, precisamos nutrir a mente com o que realmente importa — e isso não se encontra num feed que se atualiza infinitamente...

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