Estou quase terminando essa obra de arte escrita por Homero. É tão bom de se ler a Ilíada que eu preciso colocar a contagem regressiva no celular pra não perder a hora. A narrativa te conduz sempre à próxima página e ao próximo canto. O último que me deu uma sensação parecida com essa foi George Orwell.

Antes, eu considerava uma perda de tempo ler clássicos da literatura, até eu efetivamente ler um clássico da literura. É fantástico, leiam! Não fiquem presos ao livros técnicos de economia ou romances distópicos do séc. XX. Alimentem-se com o que há de melhor na literatura.

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O Olavo sempre dizia para lermos os clássicos da literatura. Lembro deste conselho num true outspeak em que ele criticava que as pessoas só lêem livros de auto ajuda, economia e livros de comunistas.

Recentemente li Robinson Crusoé e achei incrível. Nada, nenhum filme, jogo, peça ou adaptação consegue atiçar a imaginação como um livro bem escrito.

Sim, foi com ele que entendi a importância da literatura. Esses livros técnicos são um saco e muitas vezes não ajudam em porcaria nenhuma no fim das contas. Ler Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas teve um efeito em mim muito menor do que trabalhar no comércio.

Já a literatura, além de trabalhar tremendamente a minha imaginção, expande o vocabulário e relaxa bastante. No fim, acaba sendo mais "utilitarista" ler literatura do que essas coisas da grande massa.

Literatura de verdade>>>>>>>abismo>>>>>>livros técnicos>>>>>>literatura de massa

O Canto 18 da Ilíada é uma coisa sem igual. O lamento de Aquiles e seu retorno à guerra:

“Assim falou; e uma nuvem negra de dor se apoderou de Aquiles. Levantando com ambas as mãos a poeira enegrecida, atirou-a por cima da cabeça e lacerou seu belo rosto.

Sobre a sua túnica perfumada caiu a cinza negra. E ele próprio, grandioso na sua grandiosidade, jazia estatelado na poeira e com ambas as mãos arrancava o cabelo. As servas que Aquiles e Pátroclo tinham arrebatado como espólio gritaram bem alto na angústia do coração e correram porta afora junto do fogoso Aquiles. Todas com as mãos batiam no peito e a cada uma delas se enfraqueceram os joelhos.

Por seu lado Antíloco lamentava-se e chorava muitas lágrimas, segurando nas mãos de Aquiles, que gemia no seu glorioso coração; é que receava que com o ferro ele cortasse a própria garganta.

Medonhos foram os gritos de Aquiles. Ouviu-o a excelsa mãe, sentada nas profundezas do mar junto do ancião, seu pai. Logo lançou um grito ululante. E as deusas vieram rodeá-la, todas quantas eram Nereides nas profundezas do mar.”

(...)

Ou mesmo esse épico discurso:

“Agora escolho o glorioso renome.

E porei alguma das Troianas e das Dardânias de fundas cinturas com ambas as mãos a limpar as lágrimas das faces macias, no meio de lamentações incessantes: e assim ficarão sabendo que há muito eu estava afastado da guerra. Não me impeças de combater, por mais que me ames: não me convencerás.”