Duas coisas que jamais me fariam libertário.

1 - Defender que usar drogas é crime sem vítima. Porque não só tem vítima na atual situação, como o viciado se torna um estorvo para sociedade e um perigo potencial em 99% dos acasos ao longo de pouco tempo.

2 - Defender roubo de propriedade intelectual artística, mais especificamente musical. O artista, o compositor, é quem busca da eternidade as melodias eternas que, sem o seu intermedio, jamais ouviriamos. Ele tem o direito de usufruir do que ele trouxe à realidade. Justificar o roubo de propriedade intelectual artística é condenar a sociedade à total massificação cultural. Precisamente esta em que nos encontramos, justamente porque ninguém quer pagar por algo que podem copiar ad infinitum.

O resultado é esta penúria cultural massificada; esta desgraça musical. Depois perguntam porque o mundo está enfiado nisso.

Impossibilitando os compositores de verdade a viverem da sua própria música, o "mercado", que são os grandes selos, e os unicos que podem pagar os advogados, assume o cenário, mediante a imposição royalties contra as plataformas (não contra você, seu ladrãozinho mequetrefe de mp3 e pagador de streamer), razão pela qual ninguém consegue ganhar dinheiro no YouTube com canal musical, por exemplo.

Por causa desta patifaria, eu tenho que aguentar música de quinta feita por IA, que também roubam o trabalho de compositores; os bons compositores têm que matar um leão pra poder subsistir, ou desistem da carreira, víde o caso do George Harrison, condenado por plágio em razão dessa massificação musical; e a música entra em entropia, por falta de quem tenha vontade de compor e inovar, já que o seu trabalho será roubado de todos os lados, seja pelas IAs, pelos plagiadores, pela indústria musical, e pelo público, que jamais pagaria por música, afinal, "copiar não é roubar".

Triste fim para 1000 anos de história da música.

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Discussion

A gente discute o 1 depois.

Vc aceita que uma pessoa que eacute uma história possa contar essa historia para outra pessoa?

Isso é um reducionismo do problema. Vocês libertários gostam de viver no mundo das ideias. O roubo de música de histórias, de livros e tudo já é um fato. O que isso causa? O empobrecimento total da música, dos livros e das ideias. Não sei porque esperneiam tanto quanto a isto se todos vocês já roubam música impunes. Vocês ganharam. Não precisam mais espernear. A indústria se ajustou e está cobrando seu alto preço na fonte, nos streamers que vocês pagam, nos vinis chiques caríssimos de material requentado que vocês adquirem, achando que estão pagando novidades, e na massificação e banalização da música em uma escala inabarcável por qualquer ser humano. Não precisam ficar com um megafone dizendo que copiar não é roubar. Vocês já estão fazendo isso. Só que banalizar a arte e imprimir dinheiro têm consequências. O problema da música e das artes é uma problema a solucionar. Não estou aqui oferecendo soluções. Estou dizendo que roubar propriedade rara que são composições, gera todos estes problemas em aberto. Tem quem não sabe o que é música já e consume lixo e tá de boa. Eu não sou assim. Eu vejo isso como um empobrecimento da cultura humana. É um triste fim para a arte musical no ocidente.

Bicho, vai com calma...

Esse ar fatalista da musica está errado. A musica de alta qualidade continua viva, tanto em interpretação (ontem cantamos Bach no coral da igreja) quanto em composição, que hoje esta associada a filmes e jogos.

O camponês de 1700 não ouvia Handel.

E o argumento sobre copiar é que, se vc defende propriedade sobre bens não escassos, por que parar na musica? Tem gente colocando patente em operações matemáticas.

Infelizmente você não está oferecendo nenhum argumento. Eu estou oferecendo fatos. Isso está acontecendo. Se você acha que fenômenos como K Pop, Funk são manifestações muscais válidas e não o resultado de um escotoma mercadológico, fica complicado dialogar. Observe a realdade. Eu sou compositor profissional e letrista profissional. Eu abandonei o exercício desta profissão e desse mercado porque não vale a pena, justamente por estas razões. Falo por conhecimento de causa. Me ofereça evidências incontestáveis que o mercado de música não foi destruído que eu ofereço minhas considerações. Mas por favor, não desçamos o nível da conversa para o eu acho, ou senta que o leão é manso. Site 1 album original e decente lançado em 2023 que bombou de um compositor independente

Talvez por conta de estar tão emocionalmente engajado com a música, vc consiga escrever absurdos como "a única arte que evolui no tempo".

O que eu escrevo não são argumentos, mas tudo que vc escreve são fatos. Valeu.

É impossível ensinar a alguém o que ele acha que já sabe.

Tenha um bom dia.

Você é um animal mesmo. Vou te bloquear. Você não entende o que é música e se acha entendido. Música é uma arte marcial. Ele acontece no tempo. Isso é um conceito básico, seu jumento.

Vc discute como um pombo enxadrista.

Essa equivalência é errada. Eu teria que dar uma palestra sobre a história da música popular e erudita pra poder resolver essa sua comparação. Eu só posso dizer que em 1700 já tinha problemas mercadológicos na música. Há uma falsa equivalência em tudo que você está falando. Primeiro que música é uma arte diferente de todas as artes. Completamente diferente. Ela é a única arte que se desenvolve no tempo. Aí estamos entrando em filosofia da música. E não estou defendendo nada. Estou dizendo que copiar é roubar o compositor não o fonograma. E isso destruiu a música. Isto é um fato. A solução eu não sei qual é. Mas se não for resolvido este problema. Em menos de 10 anos só estaremos ouvindo música de ia. É um mundo triste e pobre. Se está ok pra você. De boa. Não tenho o que discutir

Aceito que ela pode contar e não vender a história. Ela pode cantar a música, ela pode tocar a música, mas ela não pode monetizar com esta música no YouTube. Ela não pode contar a história num canal e ganhar dinheiro com ela. Ela não pode imprimir num papel e sair vendendo. Ela não pode criar um PDF e colocar num site que ganha adsense para outros baixarem e copiarem. Ela não pode fazer isso. Não é dela, e se ela fizer isso, e todos fizerem isso, os verdadeiros contadores de histórias, os verdeiros dramaturgos que realmente tem o talento real, não vão ter nenhum estímulo para contar histórias. E todos vão perder.

As pessoas tendem a simplificar demais a ética libertária.

Quando o Daniel Fraga usava o Twitter eu discuti como era inapropriada a ideia dele propor um mercado de compra e venda de bebês para resolver o problema da dificuldade de adotar crianças no Brasil. Eu disse que o modelo tradicional de ser benfeitor e patrocinador em um orfanato religioso, por exemplo, era mais adequado.

E o libertário nem considerou a opção que indiquei e nem as implicações negativas do modelo que defendia. Tão libertário que não aceita ser contrariado.

Esse lance do mercado de bebês de rothbard é a coisa mais asquerosa e eminentemente ateia que ja li.

O pior é que eu não estou dizendo que copiar o fonograma é roubo do artista. Ele ganha dinheiro com shows, sempre foi assim. Copiar fonograma é roubar o compositor. É um problema complicado. Sou sempre atacado por apresentar o problema. Esses libertários não querem saber de problemas. Para ele o mercado resolve tudo. O mercado está dominado por 5 selos musicais. Ele já resolveu o problema dele. Estou falando da música. O problema da música está sem solução. E pelo vista vai ficar sem solução se depender dos libertários.