Meus caros protestantes que desejam e advogam pelo fim da Santa Igreja Católica: se a Igreja viesse a cair (o que não acontecerá) não restaria sobre esta terra um único tijolo de cristianismo.

Seja católico romano, ortodoxo ou protestante, tudo ruiria, pois a única instituição histórica, visível e contínua que sustenta a fé dos Apóstolos é a Igreja Católica Apostólica Romana.

Já no início do século II, Santo Inácio de Antioquia afirmava: “Onde está o bispo, ali esteja a comunidade; assim como onde está Cristo Jesus, ali está a Igreja Católica.” A fé cristã, portanto, não subsiste em abstrações individuais, e sim na comunhão visível, hierárquica e sacramental instituída pelos próprios Apóstolos.

Santo Irineu de Lião, combatendo as heresias gnósticas, ensinava que “é obrigatório obedecer aos presbíteros que estão na Igreja — aqueles que, como mostrei, possuem a sucessão apostólica” e que, por causa de sua origem mais excelente, “é com a Igreja de Roma que deve concordar toda Igreja”. Não é a interpretação privada que conserva a fé, mas a sucessão apostólica contínua.

Tertuliano, ainda no século III, desafiava os dissidentes a recorrerem às Igrejas apostólicas, “junto às quais as próprias cátedras dos Apóstolos ainda presidem em seus lugares”.

São Cipriano de Cartago foi ainda mais categórico: “Há um só Deus e um só Cristo, e uma só Igreja, e uma só cátedra fundada sobre Pedro pela palavra do Senhor. Não é possível estabelecer outro altar nem haver outro sacerdócio além desse único altar e desse único sacerdócio. Quem se reúne em outro lugar, dispersa.” e “não pode ter Deus por Pai quem não tem a Igreja por Mãe”.

Santo Atanásio, defensor da fé nicena, afirmava sem ambiguidades: “Esta é a fé católica e quem não a crer fiel e firmemente, não poderá ser salvo.” São Jerônimo, por sua vez, declarava: “não me comunico com ninguém senão com a vossa beatitude, isto é, com a Cátedra de Pedro. Pois sei que esta é a rocha sobre a qual a Igreja foi edificada.”

Por fim, Santo Agostinho confessava que não creria no Evangelho se não fosse movido pela autoridade da Igreja Católica, recordando que a sucessão dos bispos desde a cátedra de Pedro é um dos principais motivos de sua permanência na fé.

Diante da proliferação incessante de novas comunidades protestantes, surgindo a cada semana, é ilusório supor que a fé cristã poderia subsistir sem a Igreja Católica. São Vicente de Lérins sintetizou o critério da verdadeira fé ao ensinar que se deve guardar aquilo que foi crido “em toda parte, sempre e por todos”.

Há dois mil anos, a Igreja Católica permanece como a coluna e o sustentáculo da verdade como o corpo histórico e visível no qual a fé dos Apóstolos foi preservada, transmitida e defendida contra toda dissolução.

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Discussion

Não importa a "crise" do momento. A igreja pode virar mendicante, ilegal, voltar para as catacumbas, mas sempre teve homens santos que mantiveram seus três pilares nesses dois milênios, e sempre prevalecerá!

Non prævalebunt!

Os santos da Igreja são lindos e luminosos!

"E sobre ela as portas do inferno não prevalecerão"

A igreja católica é a degeneração política da santa Igreja de Cristo.

Não por acaso, Jesus afirmou que seu reino não era deste mundo.

Um camarada sentado num trono dourado, comandando um Estado, rodeado de riquezas, me parece BASTANTE com um reino deste mundo.

Agradeço, mas confio mais em 700 anos de Patrística. 👍🏻

Como desejar.