esse livro de neurologista (recomendacao do Olavo) trata mais de bate-estaca, ruido repetitivo e baixa frequencia do que propriamente dissonancia. De qualquer forma, compara com musicas baseadas em melodia e na musica como linguagem, que realmente excitam a parte linguistica do cerebro. A melodia propoe uma sequencia, a segue seguindo regras logicas, e as vezes vem uma surpresa, mas faz parte da linguagem.
A proposta é que bate-estaca é primal, excitando o cerebelo a "parte animal", facilitando o individuo ser controlado por seus proprios apetites ou por instrucoes externas. Daí ser natural que as degradaçoes modernas do rock em diante levem a drogas, ou que funk dissolva o cerebro rapidamente.
Não é 8 ou 80, é uma gradação. Marchas militares do sec XIX ainda tem melodia, mas tem um ritmo de marcha e excitacao pra convencer um jovem a andar pra frente rapido enquanto ve uma linha de marmanjos coloridos atirar nele. "Alons enfants de la patrie..."
https://livraria.seminariodefilosofia.org/musica-inteligencia-e-personalidade