Crises são inevitáveis, mas a intervenção estatal agrava seus efeitos. O mercado, por sua natureza, se ajusta de maneira mais rápida e eficiente do que qualquer decisão centralizada em burocratas.
Em relação ao mercado imobiliário, em uma economia saudável, seria natural que o avanço tecnológico e o aprimoramento do maquinário resultassem em construções cada vez mais rápidas e acessíveis, reduzindo significativamente os custos dos imóveis. No entanto, esse cenário não se concretiza devido à desvalorização da moeda, que compromete o desenvolvimento tecnológico e prejudica a produtividade.
Além disso, o próprio Estado contribui para a escassez de terrenos disponíveis para construção por meio de políticas públicas, regulações e uma ampla variedade de restrições burocráticas, que acabam artificialmente limitando o mercado e encarecendo os imóveis.