Interessante e concodo com quase tudo especialmente que o problema está nas distorções que criamos.
Mas até a verdadeira submissão só pode ser feita com liberdade e ciência. Quem tem o direito de impor os limites para ambos em nome de Deus? Que imponha para si mesmo como exemplo para o resto.
Por mais imperfeito que seja, a liberdade, a ciência e o individualismo precisam existir até para que a adoração seja possível.
Eu preciso exisitr como indivíduo e não ser a mera propagação da consciência e pensamentos alheios. Somos a semelhança de Cristo e o ideal é ser como Ele, fala da unidade, contudo semelhança não é sinônimo de falta de identidade própria e unidade não é uniformidade, pois somos seres singulares. Até as Pessoas divinas são singulares e escolhem espontaneamente cooperar entre Si, são livres e oniscientes.
Não somos deuses, mas é fato que Jesus morreu para libertar, conceder domínio próprio (auto senhoriagem) e ciência. Isso em momento algum contradiz a submissão a Deus.
Adão era o senhor da terra por representatividade divina, mas não era divino e deveria reconhecer a soberania de Deus, se tivesse feito isso, as coisas seriam diferentes. Como administradores fiéis de Deus, podemos, sim, fazer valer a nossa liberdade de administrar os bens de Deus de acordo com nossa consciência e isso é sagrado e deve ser um direito até do descrente que nem crê que Deus é dono de dele e de tudo que tem e é um mero mordomo, porque Deus confiou suas coisas a cada indivíduo devemos respeitar a confiança de Deus. Obviamente estou falando de ganhos honestos e permitidos, o roubo é um crime contra a administração divina, a própria cobiça já é.
Resumindo: os conceitos espirituais estão cheios de antíteses: morra para viver, humilhe-se para ser exaltado, poderia acrescentar também submeta-se para dominar, sirva para ser livre, desaprenda para ficar sábio, entre outros é inegável que também a doutrina combina o individualismo e o coletivismo, em alguns momentos Deus fala a nós pessoalmente e, noutros, de forma coletiva.