Até 1870, cidadões dos estados pontifícios pagavam impostos (no nivel normal do sec XIX, não as aberrações modernas. Mas, se não fosse isso, a Igreja sustentaria tudo de graça pra eles? Seria justo?).

Depois de 1870, não há "moradores". Só mora no Vaticano quem trabalha lá.

Por isso, não dá pra falar em 'ancap', um país sem povo nativo e economia real não conta.

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Discussion

No caso eu estou me referindo especificamente ao Vaticano como conhecemos hoje (pós-1929).

Inclusive o sistema de cidadania é ético e válido pois não é por nascença (apesar que não são fronteiras arbitrárias, pois é propriedade privada), caso você perca seu cargo, você perde sua cidadania. Existem sim pessoas morando lá (Papa, cardeais e guarda suíça, pelo menos). Existem varios exemplos que provam que existe economia real (até porque qualquer troca voluntaria entre duas pessoas, seja numa ilha deserta, constitui economia real), mas eu gostaria de citar o turismo como prova.

sequer entendo seu conceito de cidadania, certamente gostaria que meu filho tivesse cidadania automatica só porque nasceu com meus lindos olhos e não nascesse apatrida.

Seus exemplos são pessoas que trabalham lá. Só mora lá quem trabalha lá. Não tem 'minha familia mora aqui a 5 gerações' como em qq país normal. O sujeito vem da suiça pra ser guarda, é justo que haja um alojamento, não?

mas $$$ de turismo, pro Vaticano, é entrada de museu e venda de selos e moedas. Não é uma economia funcional e real.

"Industria do Turismo", nos paises normais, é menos a atração em si e muito mais restaurante, guia, hotel, agencia, onibus, aviao, etc... , e tudo isso é na Itália, não no Vaticano.

Cidadania é diferente de nacionalidade pois estado é diferente de nação. Sim, não tem "minha família mora aqui a 5 gerações como em qualquer país normal", justamente por esse motivo (e outros motivos) os outros territorios soberanos atuais são inválidos e o Vaticano não.

O que você entende por "economia real"? Pois com base na escola austríaca afirmo que economia é o estudo das escolhas humanas sob condições de escassez.

Se existem indivíduos no Vaticano tomando decisões conscientes — alocando recursos escassos (dinheiro, espaço, tempo, trabalho) para atingir fins desejados (como manter a basílica, proteger o Papa, receber turistas, investir fundos) — então há ação humana sob escassez.

Logo, há economia.

Um parasita como qualquer outro Estado.

existe economia nesse sentido lato, mas nada que justifique usar como exemplo de teoria economica real em país normal.

o turismo é um bom exemplo. Que sentido economico tem em considerar "turismo" só a atração e não restaurante, guia, transporte, hotel, agencia? A Italia ganha $$ sim, mas há um custo tambem pra manter esse turismo, como segurança, transito, hospitais, etc. O Vaticano fica de fora da equacao real do turismo, o grosso fica na Italia.

Ou, qual o sentido de extrapolar as finanças de uma basílica, ou de um museu, para qq organização civil usual?

A Santa Sé em si, atras da parte publica basilica + museu, tem menos a ver ainda, pois recebe $$ de fora pra fazer seu trabalho, cujos beneficiarios tambem não estao dentro do Vaticano. Não tem 'economia real' no sentido de um ciclo economico qualquer de producao e serviços.