Depois da chuva,

Saimos do abrigo,

Encharcados até a pele,

Seguimos nosso destino.

No caminho lamacento,

Uma figura desconhecida,

Se perde entre as árvores,

Na noite encharcada e fria.

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Discussion

"A todos com quem realmente me importo, desejo sofrimento, desolação, doença, maus-tratos, indignidades, o profundo desprezo por si, a tortura da falta de alto-confiança, e a desgraça dos derrotados."

"É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela dançante."

Ah, sim, com certeza, todos nós desejamos essas coisas adoráveis e amáveis aos nossos seres queridos. Mas só o Nietzsche mesmo pra desejar algo assim... hihihi

Hahahaha

Eu interpreto isso como se quanto mais a pessoa apanha mais forte ela fica, de forma bem resumida. Por isso ele deseja isso pra quem se importa.

Já leu Ecce Homo?

Gosto muito desse, cada página que viramos um chute na cara levamos com a verdade ...livro muito atual

Nunca li, só li crepúsculo dos ídolos e um livro com várias obras incompletas dele que comprei em sebo. E as aulas do Clóvis de Barros que são muito boas, tenho algumas salvas no Pc, na internet não se acha mais.

Esse de obras incompletas dele gostava de abrir aleatoriamente e ler algum aforisma e ficar pensando sobre, acho que se fizesse isso hoje em dia teria uma percepção do que ele fala bem diferente

Eu li o Crepúsculo dos ídolos e não achei que era uma obra incompleta.

Então pedi pro neurônio descrever pra ti a obra:

"Crepúsculo dos Ídolos" é uma obra do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, publicada em 1889. O livro é uma crítica feroz ao pensamento tradicional, buscando questionar e desconstruir os valores que permeiam a filosofia, a moral, a religião e a cultura ocidental.

O título "Crepúsculo dos Ídolos" faz referência à visão de Nietzsche de que as antigas crenças e valores estavam entrando em declínio, tornando-se obsoletos e necessitando serem questionados e superados. Os "ídolos" mencionados são os diversos sistemas de valores, ideais e crenças que Nietzsche acredita que obscurecem a verdade e restringem o potencial humano.

No livro, Nietzsche critica explicitamente filósofos como Sócrates, Platão, Descartes e Kant, e também ataca duramente a moral cristã e a religião institucionalizada. Ele argumenta que esses pensadores e instituições moldaram a sociedade de maneira a reprimir a vitalidade individual, promovendo um tipo de moral que enfraquece a vontade de poder e sufoca o potencial humano.

Nietzsche propõe uma inversão de valores, onde a moral convencional é substituída pela moral do "super-homem", um ser humano livre das amarras impostas pelas instituições e pela moralidade coletiva. Esse "super-homem" seria capaz de abraçar a vida em sua totalidade, buscando a autenticidade, a criatividade e a individualidade, sem medo do sofrimento ou das contradições do mundo.

"Crepúsculo dos Ídolos" é uma obra densa e provocativa, recheada de aforismos, sarcasmo e ironia. Nietzsche utiliza um estilo literário singular para transmitir suas ideias, fazendo uso de uma linguagem poética e coloquial. O livro é considerado uma das últimas reflexões filosóficas completas de Nietzsche antes de sua queda na insanidade.

Apesar de sua controvérsia, "Crepúsculo dos Ídolos" é uma obra fundamental para entender o pensamento de Nietzsche, principalmente sua crítica à moralidade tradicional e à busca pela verdade e autenticidade humana. É um convite à reflexão profunda sobre os valores e crenças que regem a sociedade e como podem influenciar nossa visão de mundo e nossa própria existência.

a síntese perfeita entre zaratustra e o nascimento da tragédia

Isso, bem colocado.

Novamennte pedi pro neurônio explicar direitinho sobre a obra "vontade de potência" ...segue:

O livro "Crepúsculo dos Ídolos" faz parte de um conjunto de obras que se referem à sua teoria da "vontade de potência". A "vontade de potência" é um conceito central na filosofia de Nietzsche, que ele utiliza para descrever a força vital essencial que impulsiona a existência humana e o mundo em geral.

em suma: o constante devir, que faz a ponte entre nietzsche e deleuze/guattari, entre o existencialismo moderno e o pós-moderno, hoje já hipermoderno às portas do transumanismo. auge da existência?

aliás: o que é neurônio? rs

Chamo de neurônio a IA que tem na busca do navegador opera ...

Puxa, não cheguei tão longe na filosofia, leio os livros que tem aqui em casa na biblioteca do marido...

Dei umas folhadas no Sartre, mas achei legal e chato... o cara é uma mala,

Gosto do Nietzsche.

cansativo mesmo. antes seguir lendo tudo que tu encontrar pela frente do nietzsche. masss… heidegger e wittgenstein. falei e saí correndo.

Aqui tem Heidegger, Hegel, Schopenhauer, Kant, Descartes, Aristóteles, Platão, Hume... são os que lembro de ter manuseado.

Achei legal o Kant - Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita

tava falando dia desses aqui que preciso tomar vergonha na cara e ler kant de verdade, pra de fato entender, coisa que nunca fiz e da qual sinto falta. até pra rebater com propriedade já que, nessa de universalidade e cosmopolitismo, tô com o yuk hui: tudo romantização demais, idealismo demais. no fundo, nunca existiu nem jamais existirá. somos tribais. qualquer pretensão fora disso é sinônimo de frustração, colonização e guerra.

Achei o livro assustador e profético... segundo Kant, a humanidade progride ao longo da história em direção a uma condição de maior liberdade e igualdade.

Fala em globalismo, onde todas as nações e pessoas devem ser consideradas como membros de uma comunidade universal e que a humanidade pode alcançar uma ordem moral e política mundial ... e me assustou mais ainda lançando a ideia de um governo global. Profeta ou um dos articuladores do pesadelo que estamos mergulhando?

pois então… li a paz perpétua há uns vinte anos, era muito menino pra entender de verdade. lembro que o cosmopolitismo, conforme defendido por ele (e, de resto, por nove entre dez intelectuais de lá pra cá) era nesse sentido de liberdade e cooperação entre os povos, direito internacional (li justo como bibliografia na disciplina enquanto cursava direito), direitos humanos. lembro vagamente do que ele dizia sobre uma federação ou república universal. preciso reler com urgência mas, no fim, acho que nem profeta nem articulador. pra variar, como todos os grandes que vieram depois da queda da monarquia, bem capaz que tenha sido simplesmente cooptado como solução pra que as ideias dele não fossem adiante conforme ele as tinha idealizado. os últimos duzentos anos foram uma sucessão de cooptações, uma atrás da outra, por parte dos que não admitem largar o osso — aka centralização de poder, os mesmos bons e velhos nobres de sempre que, teoricamente, teriam ficado órfãos com a queda da monarquia. então, sim, acho que dá pra dizer que tudo isso que a gente vê hoje nasceu com as ideias dele.