O libertário que se coloca contra o cristianismo não faz ideia do que tá fazendo.

E isso vale pro revolucionário que muitos aí idolatram: Daniel Fraga.

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Pessoal muito nonotemático. Se vc não for a favor de Estado mínimo ou zero, daqui a pouco te chamam de fascista.

Não se trata só de Estado. Têm libertários que apoiam certas pautas que os colocam de mãos dadas com Antonio Gramsci e Karl Marx (a religião é o ópio do povo), como o abortista Daniel Fraga e o Peter dizendo que não há problema dar um vibrador pra uma criança.

Isso parece cegueira ideológica, mas reconheço que, AINDA BEM, esses são minoria.

É um pessoal muito estranho e tapado.

Tem libertário que é contra o islamismo, judaísmo, cristianismo, todas as religiões, contra ateus, etc.

Pode ser nazista antisemita anticristão que odeia armas, problema dele. Respeite o PNA e viva sua vida com seus costumes e ideias.

Certamente há de respeitar o PNA.

Porém, o libertário que se posiciona contra o cristianismo deve ter consciência de que o Estado moderno inflado é fruto de um longo processo de abandono do pensamento cristão, iniciado por volta de meados do século XV.

E que a cada pauta revolucionária que um libertário apoia, mesmo que não fira o PNA, ele contribui, consciente ou não, para a subversão cultural gramsciana.

Confundiu correlação com causa. Estados inchados nasceram de guerra, centralização fiscal, tecnologia e medo. Muitos deles profundamente cristãos.

Amarrar liberdade a uma teologia específica é trocar o PNA por catecismo. Gramsci virou espantalho para explicar qualquer coisa que desagrade.

"Mas Estados não são cristãos, isso não existe". Sim, pois liberdade não depende de fé, nem de apoiar ou não uma religião.

Eu pensava mais ou menos assim um tempo atrás.

Do ano passado pra cá, mergulhei em história (especialmente no período entre o fim da Idade Média e o início da Modernidade) e em filosofia, o que me trouxe referências que eu não tinha antes.

Hoje enxergo certos acontecimentos de forma diferente e entendo melhor como eles moldaram a história e quem somos hoje.

dica sobre centralizacao do estado moderno: leiam bio do Richelieu, centralizou bastante a franca e obrigou outros a seguir o modelo pra competir. nao haveria 'rei-sol' sem ele.

e um pequeno detalhe pra vcs: origem do direito a um julgamento justo no genesis

https://viamediaevalis.substack.com/p/the-mystical-medieval-origin-of-the

uma confusão comum: teologia chama de 'estado', 'poder secular', etc, qq autoridade humana diferente da Igreja e acima da família direta. Algum poder secular é necessário p/ qq grau de civilização. O homem é animal social, afinal.

Um confederação de tribos é um modelo de estado, tanto qto um rei medieval, o Leviatã moderno ou o Ancapistão que alguns sonham.

A questão é qual nível de poder secular é legítimo. O dogma estabelece limites, mas são amplos, e dentro deles cabem muitas circunstâncias diferentes... e várias ideologias diferentes, que, como ideologias, tendem a ser enxergar ou não aspectos diferentes, e acertar e errar em direções diferentes.

Muito do que os libertários sonham rolava na boa, na teoria ou na prática, seja na idade média ou até 100 anos atrás. Inclusive pq não havia tech para o estado impor sua vontade. Com alguma sorte, o cidadão cagava pro estado em vários aspectos. Degradou com o tempo.

Muito interessante sua análise.