Não tinha nenhuma preparação. Em Portugal, é muito raro existir apagões e quando apetece, duram pouco tempo e são restritos a uma cidade ou região.
Desta vez foi totalmente diferente, foi no país todo e foi muito demorado. Por ser muito longo, começou a criar outros problemas, as comunicações começaram a falhar, em algumas cidades começou a faltar a água.
Como raramente falta electricidade ou água, as pessoas não estão preparadas, não tem geradores, não tem reservatórios de águas. Nem uma reserva de comida tem em casa. Estamos mal habituado.
Nas grandes cidades, o trânsito ficou um pandemónio devido os semáforos não funcionaram, os transportes públicos (metro,comboio/trem) também não funcionava porque é tudo eléctrico.
Para piorar, devido a falta de comunicação começou a surgir informações, que o apagão poderia demorar 3 dias, isso gerou numa corrida para os supermercados. As pessoas esgostaram muito produtos, sobretudo águas, arroz, massas, enlatados. Foi um falta de civismo, houve casos de pessoas a lutar por comida. também havia problemas nos pagamentos, não funcionavam, o papel-moeda foi a solução.
Também houve uma corrida aos combustíveis, acabaram por esgostar em todo o lado. Além disso, muitos postos não funcionam devido à falta de electricidade, não conseguiam retirar a gasolina do depositos.
A falta de combustíveis e o trânsito infernal, por pouco não causou um problemas maiores, houve muitas dificuldades para levar combustível para os geradores dos hospitais. Por sorte, conseguiram chegar a tempo.
Isto só durou 12 horas, se fosse mais tempo, não sei o que seria. Isto demostrou como o ser humano está dependente da tecnologias.
A sensação que eu fiquei, enquanto só faltava a eletricidade, as pessoas estavam mais ou menos tranquilas, foi só a partir do momento que as comunicação começaram a falhar, ai é que foi o problema. Deixou de haver internet e as chamadas de audio eram difíceis, o não ter informação, o não poder contatar familiares, amigos ou bombeiros, isso é que foi o trigger.
Agora é analisar tudo o que falhou e corrigir os problemas, para estarmos mais preparados no futuro. É um bom case study, não só para Portugal mas para todo o mundo.