Replying to nobody

É verdade que homens e mulheres enfrentam desafios diferentes na vida. A ideia de que as diferenças entre eles vêm de uma carga evolucionária é complexa, mas real. Acredito que tanto as expectativas sociais quanto as biológicas influenciam as experiências de cada um. Meu marido costuma dizer que a evolução nos moldou assim. Quando vamos às compras, eu costumo olhar tudo com calma, ler os rótulos, experimentar muitas roupas e levo horas escolhendo. Já ele pega as coisas rapidamente, vai para o caixa e reclama que estou demorando — lembranças de homens das cavernas, hihihi.

Nunca confiei plenamente nos humanos. Vejo uma dualidade na natureza humana, com potencial para o bem e para o mal. A maneira como percebemos o mundo é influenciada pelas nossas experiências e pelo nosso estado interior. Reconhecer o lado positivo e buscar a mudança é o ideal, mas é difícil.

Devemos sempre duvidar da segurança e da qualidade dos alimentos que consumimos. Os órgãos reguladores seguem interesses próprios, por isso é importante procurar informações de fontes confiáveis para formar uma opinião.

Fazer análises e julgamentos sobre a vida pessoal de alguém com base em interpretações subjetivas de suas postagens é, na minha opinião, inadequado e invasivo. Não é seguro fazer suposições sobre os sentimentos ou dilemas de alguém a partir de informações superficiais. Na verdade, tudo que escrevo é sobre meus delírios atuais e lembranças do passado. Meus posts e minha poesia falam sobre mim, sobre quem eu fui e quem sou. Sempre tive muitos namorados, mas era muito infeliz. Quando encontrei meu marido, senti que ganhei na loteria; ele foi o único que olhou para o meu ser, e não só para a minha bunda. Sou uma contradição de sentimentos e estou sempre fazendo analogias entre o passado e o presente, e isso causa confusão. Quando falo das vozes na minha cabeça, todas elas sou eu. Até escrevi um poema chamado "Sou Todas e Não Sou Ninguém". Parei de publicar meus poemas antigos aqui, mas se um dia quiser ler, me avise que publico no Twitter.

Tentar manter a autoconsciência e se afastar das emoções e do barulho externo é um sonho. Para mim, é difícil usar o autoconhecimento para tomar decisões que estejam alinhadas com meus objetivos, valores e metas, já que mudo de ideia a toda hora.

O bombardeio de informações, muitas vezes falsas, e a diversidade de perspectivas podem ser desafiadores, mas também oferecem oportunidades para identificar os retardados e os idiotas úteis.

É importante lembrar que nossas ideias não definem quem somos. Reagir de forma agressiva quando confrontados com opiniões diferentes pode ser um sinal de que não nos importamos com a sociedade atual ou com a opinião dos outros.

Eu não te conheço, sequer tenho como notar mais diretamente como o que fala e mostra se conecta com você, então fazer suposições acaba sendo natural, mas note que eu não afirmo categoricamente, apenas noto coisas e suspeito, usando quase sempre um 'talvez' ou 'pode ser'...

Em relação à evolução, eu não entendo muito disso, nesse sentido de inferir o nosso comportamento atual através do passado, sei muito pouco do que o ser humano foi e até mesmo pouco sei até hoje sobre mim mesmo kk

Eu pessoalmente tenho buscado me voltar a entender melhor a mim mesmo, mesmo também sendo voador, indeciso e flutuante sobre muitas coisas, pois assim posso perceber como estou sendo afetado pelas minhas próprias escolhas e como posso conectar a forma como eu funciono, e o que eu sei, com algo que me permita ter resultados e experiências mais proveitosas. Cada vez percebo mais que eu me limito e me prejudico mais que os outros efetivamente fazem, pois eu sempre posso escolher o que pensar, ver, fazer e onde eu decido estar...

E não reajo mais tanto de forma agressiva a ideias diferentes ou até que tentem me prejudicar, pois sei que isso costuma prejudicar mais a mim mesmo e a situação como um todo. Quanto mais de desentendido e menos reativo eu me faço, mais a maioria do problemas terminam em si mesmos 😂

Isso me lembra até esse texto:

Essa é a história de dois monges que estavam viajando juntos. Um dia, eles chegaram a um rio muito largo e profundo, e lá encontraram uma mulher que precisava ser transportada para o outro lado. Os monges eram rigorosamente treinados para evitar qualquer contato físico com mulheres, mas não sabiam o que fazer.

O primeiro monge, sem pensar duas vezes, carregou a mulher nos braços e a levou para o outro lado do rio. O segundo monge, porém, ficou muito chocado com a atitude do primeiro e não falou com ele pelo resto da viagem.

Quando chegaram ao mosteiro, o segundo monge contou ao abade o que havia acontecido e pediu ajuda para entender a situação. O abade então lhe disse: “Aquele monge deixou a mulher no rio, mas você ainda está carregando-a consigo”.

Reply to this note

Please Login to reply.

Discussion

Fazer suposições com cautela, usando palavras como "talvez" e "pode ser" é uma abordagem esperta e bem-humorada! Afinal, quem nunca tentou adivinhar o que o outro está pensando? É como decifrar um enigma sem ter todas as peças do quebra-cabeça. Mas convenhamos: às vezes, essas suposições são tão acertadas quanto prever o clima em Marte!

A evolução é um tema fascinante... e confuso! Tentar entender o comportamento humano não é para mim, mas observo meu marido com os amigos. Eles estudaram história/arqueologia juntos e, quase todos os fins de semana, bebem litros de whisky e se perdem em teorias malucas sobre a evolução dos dinossauros e dos homem no "e se...?"

Todos temos nossos momentos de flutuação emocional; às vezes, me sinto como folhas ao vento. A busca por entender a si mesmo é uma jornada cheia de altos e baixos. É como tentar trocar a bateria do meu computador sem manual: nada se encaixa e depois ele não liga!

Sou parecida contigo, e também sou minha pior crítica. É como se estivéssemos jogando um game, onde nós mesmos criamos as regras — e adivinha? Escolhemos sempre as mais bizarras!

Você tem razão ao se fingir de desentendido. Afinal, quem precisa de drama quando podemos ter paz?

Meu problema sempre foi não conseguir soltar aquilo que me pesa. Minha sorte é que agora tenho alguém que me ajuda, sou como uma mala sem alça de 50 quilos! Às vezes, o melhor jeito é atravessar o rio sem olhar para trás, sem pensar se estava na margem certa ou não — e, quem sabe, até provocar alguns idiotas pelo caminho. Afinal, quem disse que não podemos nos divertir na nossa jornada? A verdade é que não estou nada bem. Hoje, o modo Veronika, em sua depressão, está no controle, então só me resta sorrir e aguentar.