Não é tão simples, essa percepção de espíritos aconteceu em quase toda a humanidade de forma independente, portanto pode vir de uma questão humana geral...

Chuto que venha da mistura da noção de "substância", com a noção de "vida" e com a tendência do ser humanos se projetar em outras coisas, como ao personificar objetos e fenômenos da natureza, tipo: O "espirito da montanha", o "espirito da floresta", "do céu", "da árvore"...

O termo "espírito" em si tem raiz no latim "spiritus", que significa "respiração", "sopro", e pode ter vindo da percepção de que os seres vivos tinham em geral capacidade de respirar e quando morrem se esvaziam de ar.

Já a noção de um "espectro" que vagueia por aí, ou sobe, quando a pessoa morre, pode ter vindo da observação dos gases de decomposição que saem dos túmulos do cemitério.

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Discussion

Descobri que o que eu estava tentando dizer é que eu sou um ateu naturalista.

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Um ateu naturalista desacredita na existência de coisas sobrenaturais.

Para de inventar termo pra explicar algo que é simples. Você não acreditar em deuses no geral já engloba o sobrenatural.

Ficar com confusão de termo demonstra que você está confuso nas suas convicções. O importante é saber e entender o que a realidade te impõe pra não cair em papo de cristão.

Na verdade não. Tem muitos ateus que acreditam no sobrenatural, pois o termo ateu é só sobre a não crença em dividades.

Nem todo(a) ateu(ia) desacredita em outras coisas sobrenaturais. O termo "ateu(ia)" denota apenas quem desacredita na existência de Deus/deuses; não necessariamente a quem desacredita na existência de outras coisas sobrenaturais.

Eu compreendo isso e já me descrevi como ateu a uns anos atrás, mas hoje em dia eu não tenho uma posição única sobre o meu entendimento sobre divindade e espiritualidade, porque não entendo mais que a realidade humana se resuma a coisas objetivas e muito menos ao que é descrito pela ciência.

Entendo hoje que o divino e o espiritual tenham papéis importantes e justamente fora do entendimento racional mais direto, pois a nossa mente é muito mais inconsciente, subconciente, fisiológica e conectada também com o simbólico, onírico, metafórico, poético, analógico e abstrato, que consciente, e ainda menos em relação ao racional.

Quando comecei a meditar verifiquei na prática que todos nós precisamos nos sentir confortáveis com nós mesmos, com o nosso interior e com o nosso corpo, para viver de forma mais leve, saudável e significativa.