Ontem vi o debate entre Paulo Kogos e Antônio Miranda, ateu x cristão. Debate bem ruim, Kogos detonou o Antônio Miranda, que usou somente falácias para atacar o cristianismo. O ateu ficou 4h mentindo sobre a Igreja Católica, ofendend Deus O chamando e acusando de "demente", "assassino", "estuprador", "burro", "maléfico", "perverso" etc e etc. O erro do Kogos foi ter quisto, esporadicamente durante o debate, refutar o ateu pela própria antilógica do ateísmo, o que é errado. O ateu parte da farsa de que alma inexiste, ignora os padrões em sistemas de crenças tanto como evidências do sobrenatural e preternatural como evidênciaa dos grandes eventos da história universal.
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Vamos lá então. Se você não consegue responder diretamente a isso abaixo, sua posição é ilógica e não tem moral para criticar os ateus dizendo que eles são "ilógicos".
O problema não é apenas o sofrimento no mundo, mas como um Deus supostamente "onisciente" e "onipotente" permite tanta dor e injustiça. Ele cria seres humanos falhos, sabendo que vão errar, e depois os condena por esses erros? Ele sacrifica seu próprio filho como um gesto de amor, quando na verdade é um ato de crueldade disfarçado de redenção?
Se o cristianismo é verdadeiro, o Deus que ele descreve é um déspota que se deleita na submissão cega e na desculpa de "mistérios divinos". Não adianta tentar desviar com "fé inabalável" quando não há evidências palpáveis para apoiar essa crença.
Se ele não for tudo isso, logo não é "todo-poderoso", e não deveria ser considerado a crença, visto que a base cristã é voltada nisso.
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1) Q. 4 da Suma Teológica de São Tomás de Aquino, Artigos 1 e 2, se (Art. 1) Deus é perfeito e se (Art. 2) Deus encerra a perfeição em si nos seres --> Deus é simples (Q. 3), é Perfeito, a criatura como obra do Criador reflete a perfeição de Deus e participa da perfeição de Deus. O homem é Imago Dei, foi dado ao homem o poder de escolher obedecer ou desobedecer as ordens de Deus, o anátema foi resultado da desobediência, que partiu da escolha do homem, assim o homem optou pela condenação e seus descendentes são marcados pelo pecado original, é portanto escolha do homem a salvação e a condenação: para a salvação basta aceitar a Verdade revelada e adentrar o Corpo Místico de Cristo, assim, portanto, fazendo parte do que há de mais Perfeito por via da Eucaristia, até que então, no post mortem, atenda a alta condição teleológica da alma frente a visão beatífica, do contrário a condenação, que parte de uma escolha, ao renegar Deus como Verdade, ou aceitá-lo como Verdade mas mesmo assim rejeitá-lo, o homem escolhe a condenação eterna, então cabe a pergunta: qual a injustiça por compreender a escolha do homem? Cabe outra pergunta: qual a justiça? Pode ser a justiça do homem superior à justiça de Deus? Como se distante de Deus, que por vez é Bem, sendo o Mal o distanciamento do Bem, portanto assim o Mal inexistindo ontologicamente (como expresso na obra Confissões, de Santo Agostinho)? Dirá o ateu: "Deus criou o Mal", algo já refutado pelos patrísticos devido o fato do Mal não ter substância, o Mal é criação dos rebeldes, como poderia Deus rebelar-se contra Si? Como poderia Deus distanciar-se dEle próprio? Os primeiros rebeldes, até então pelo que é conhecido, são Azazel e os demais anjos levados consigo à condenação eterna a partir da escolha pela desobediência.
2) Os "seres humanos falhos" são consequências lógicas das escolhas, o ser somente deixa de ser falho a partir do momento que se tem a salvação na visão beatífica, mesmo é possível afastar-se das falhas em vida através das graças, isso para os católicos. Deus não criou o homem como falho, pois o homem é Imago Dei, porém o homem optou por ser falho a partir do momento que se distanciou de Deus após o anátema. O homem é parte da Perfeição de Deus, conforme já apresentado por São Tomás no Art. 2 da Questão 4.
3) Sua atribuição à crucificação como "ato de crueldade" parte de uma ressignificação pessoal sua sem base de significância alguma quanto ao que é um sacrifício. A crucificação foi o maior evento da história das humanidades e que determinou o avanço do plano salvístico divino --> quem crucificou Jesus Cristo não foi Deus, quem crucificou Cristo foi o homem, Jesus, por vez, venceu a morte ao salvar as almas na mansão dos mortos e ressuscitar no terceiro dia após sua crucificação. O ato do Próprio Deus vir à Terra, por via de seu Filho, confirmar a Verdade revelada (Verbo que se fez carne) e passar das piores das torturas para a conversão de almas humanas por via da salvação advinda da remissão dos pecados e da participação do Corpo Místico (Cristo criou a Igreja) é o maior ato de amor da história das humanidades, é algo que tu nunca verá em demais religiões (no Islã não há, no judaísmo não há, na religião copta não há, o mesmo quanto ao zoroastrismo e demais religiões vernaculares pagãs animistas). A crueldade, portanto, não anula o amor na ação divina, pelo contrário, eleva em axiologicamente em grau --> crueldade essa incitada pelos próprios homens, corruptos e que O negaram em vida, odiadores de Cristo conforme as escolhas tomadas pelos próprios. No entanto, tu apresenta erro em lógica formal: "se ato A envolveu sofrimento, logo não foi ato de amor, portanto ato A é uma mentira.", uma ideia equivocada por sua parte, pois essa crueldade exercida contra o corpo de Cristo é a mesma qual exercemos contra Deus quando o desobedecemos, uma vez que se participamos da Perfeição dele nós o afetamos a partir de nossas ações contrariando a perfeição da Obra, portanto, assim, o combatendo.
4) Q. 6 artigo 2 da Suma Teológica responde sua colocação de Deus como um "déspota", Deus é o sumo bem. Tua apreciação pela desordem, não como um ateísta mas como um antiteísta (anti-Deus) parte do mesmo sentimento satânico (literalmente) de Azazel, que pensou ser injusto haver uma Ordem hierárquica qual Deus fosse o centro de toda sua criação, acreditou ele então que justo seria se todas as criaturas fossem como Deus perfeitamente, "sereis como Deus", portanto todo plano de Satanás é um plano de destruição, visa ele a queda de Deus, partindo da destruição absoluta de sua obra através da subversão da Palavra e culminando em invasão ao plano celeste, Azazel é o "libertador" em posição negativa, é o fundador do Mal por essência, mesmo em termos mitológicos tua colocação não faz sentido, isso pois você acredita ser ateu, quando na prática é um antiteista, e ambas as coisas se diferem. Ao ateu, é conveniente que esse seja no máximo agnóstico, do contrário (ateu antiteista) é ele um idólatra do negativo proporcional à existência de Deus, no caso à inexistência, é um adorador de trono vazio. Como pode um suposto "déspota" passar pela humilhação que passou frente a crucificação? Ter aqueles que O amam mortos da pior forma possível como ocorrera com os mártires? Como pode esse "déspota" dar à criatura a chance de ser salva e contemplar do maior desejo da alma do ser? O ser humano é merecedor da morte, merece a destruição por ter optado, em escolha, a desobediência e a luta contra Deus, entretanto Deus, em sua plenitude, ainda busca a salvação do homem.
5) Não há como tu dizer "se Deus É" (erroneamente vocês dizem "se Deus existe") e desconsiderá-lo como Onipresente, Onisciente, Onipotente e Atemporal e o consideram, mesmo que hipoteticamente, como Deus em um sistema monoteísta. O Sistema de Crença hebraico, qual deriva o Catolicismo, Judaísmo e Islã, é o mais complexo que há pois nesse sistema Deus é externo e interno à sua Obra, é lógico (conforme presente nas escrituras) que a criatura é inferior ao Criador, a criatura existe sobre um plano, Deus atua dentro e fora desse plano, assim, portanto, Deus não pode ser reduzido à existência, o fato de ele autoexistir eternamente e Ser ("Eu Sou" = YHWH) dentro dessa lógica sistemática de crença já anula qualquer possibilidade de limitação, ao contrário dos sistemas de crença politeístas nos quais muitos deuses compõem repartições de funções em uma ordem cósmica e estão dentro (não fora) do plano existencial.
6) Tu desconhece estudos mais profundos e específicos sobre os sistemas de crença, "mistérios divinos" não se trata de mistério no literal, se trata de condição essencial em quaisquer sistemas de crença, em todos os sistemas de crença possuem consigo: autoridade, ritos, respostas, tradição, crença/graça e mistério, tu trata como "desculpa" por não saber nada a despeito de antropologia religiosa e da ciência das religiões.
Errata: o considera*
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1) São Tomás de Aquino não responde à questão central: um Deus onipotente que cria seres falhos e os pune por isso é, por definição, cruel. A responsabilidade última é do criador.
2) Humanos são falhos porque Deus assim os fez. Culpar humanos por serem como foram criados é injusto e cruel.
3) A crucificação é tortura. Um Deus que orquestra ou permite isso não está agindo por amor, mas por crueldade."
4) Se Deus permite mal e sofrimento, ele é, no mínimo, cúmplice. Um criador perfeito criando falhas é contraditório.
5) Complexidade não prova verdade. Um Deus onipotente que permite falhas e sofrimento é ilógico.
6) Mistério é uma desculpa para falta de respostas. Sem evidências, todos os sistemas de crença são igualmente válidos ou inválidos.
Seu texto longo e complexo não responde à pergunta simples: como um Deus perfeito cria seres falhos e os pune por isso? Justificar a Bíblia com a própria Bíblia é como justificar impostos com a constituição do Haddad. Se não pode responder a isso, todo seu conhecimento é inútil. Apenas palavras bonitas para evitar a pergunta lógica.
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No tópicos 1) e 2) você comete a falácia da argumentação circular, a questão do ser humano como falho por gênese já foi refutada e é apontado o início da queda do homem a partir do anátema, sobre a escolha do próprio homem, o próprio homem optou por se afastar de Deus, você simplesmente ignora isso para crer que o homem é criado por Deus a todo o momento, o que não é verdade pois a criação do homem ocorreu em um evento singular da história universal, o resto (a descendência) procede o evento do anátema, portanto os descendentes do homem pós adâmico portam o pecado original, não foram criados com o pecado original (Deus criou Adão e Eva imaculados). E novamente, foi apontado no meu comentário que o homem pode vir a não ser falho se buscar a visão beatífica, assim retornando à sua natureza original adâmica, porém em significação superior uma vez que, ao estar sobre a visão beatífica, pode contemplar da Face de Deus.
Outros erros em suas colocações: 1- São Tomás de Aquino responde essa questão sim, Questão 81, artigos 1-5, e Questão 25, artigos 1-6, respectivamente em específico sobre a punibilidade ao homem a partir da queda no Éden e sobre a potência divina. 2- O santo também responde sobre "Se Deus é bom, por que ele permite o mal?", Questão 19 e artigo 9 (Se Deus quer o mal) e Questão 49 artigos 1-3. Deus não é cúmplice da casualidade acidental sistemática obtida por uma progressão de fatores advindas do anátema, ou seja, da desobediência do homem, pois se esse mesmo Deus quer a salvação de suas criaturas é para que esses sejam retirados do destino de condenação --> a morte é consequência do anátema, do contrário, se não houvesse a desobediência primária de Adam (Adão) e de Eva os descendentes destes (nós) seriam beneficiados pela vida eterna, não sofreriam da fome, da miséria, da mentira e de demais resultados advindos do anátema. 3- Nunca foi dito que crucificação não fosse tortura, exatamente por ser tortura o sacrifício do próprio Deus foi de significação superior, provando que Cristo amava sim o homem a ponto de se humilhar pelo mesmo, o mesmo homem que o condenou, o matou, o humilhou, o rejeitou, e et ceteras. 4- O mesmo cabe ao ponto quinto, nunca foi dito que complexidade é matéria de comprovação de verdade, ora, Deus é simples, a Verdade é sempre simples e sucinta, foi dito que a complexidade está no Sistema geral que rege todas as coisas, não complexa ontologicamente, assim é complexa para o homem devido a limitação do homem a despeito dos instrumentos disponíveis para o Estudo do que é sobrenatural. A Verdade é a convenção do intelecto à realidade, nunca foi dito que é o incognoscível ou o complexo. 5- A se tratar que a resposta minha, a anterior, foi há 1h atrás, a sua foi há quase 40min atrás, deduzimos que não houve tempo o suficiente para tu ir atrás de obras sobre ciência da religião para então compreender o que tratamos quando usamos o termo "Mistérios", e isso fica evidente quando tu diz não haver "Respostas" e que essa ausência transforma esses "Mistérios" em mistérios (no sentido literal), Mircea Eliade pode ser uma boa introdução para ti ao estudo mais profundo da ciência das religiões e à antropologia das religiões, é um mitólogo e filósofo excelente e bom para tu adentrar mais a fundo nessa seara, pois você está tentando se referir a algo que não compreendeu --> Por "Mistérios" inclui-se a hierofania (manifestação do sagrado), a mística e os aspectos transcendentais do sistema de crença, por "Respostas" inclui-se os mitos, os ciclos, as cosmogonias etc e etc. 6- Se tu for ler o catecismo verá que ninguém justifica a Bíblia com a própria Bíblia se não os heréticos (protestantes e demais cismáticos), além da Bíblia existe a Tradição, a tradição oral (não Tradição), o magistério, as primeiras cartas, os doutores da Igreja e as revelações. 7- Bíblia justificando impostos do Haddad? O Haddad compartilha da mesma "crença" que tu, pois também é ateu, quando Cristo diz "dai, pois, a Cezar o que é de Cezar, e a Deus o que é de Deus" em Mateus 22:21 não está validando o abuso tributário estatal, pois Cristo, nessa passagem, separa em distinção a relação entre a sujeição ao poder temporal e a sujeição ao poder espiritual, de forma qual o indivíduo busque não guardar as riquezas da Terra, mas as riquezas dos Céus, e por vias orgânicas (primeiramente espiritual) mudar a lei. O problema dos judeus com o pagamento de impostos ao Império Romano se dava em contexto não de rebelião deles contra o Estado, mas deles contra uma autoridade goyim, o ensino de Cristo distinguiu os poderes (algo até então incomum no Mundo Antigo), nada a ver com validação de permissibilidade do Estado em abusar tributariamente os cidadãos, você está cometendo uma distorção.
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Mais um textão vazio de argumentos.
Usar a Bíblia para justificar a Bíblia é inútil. Ateus rejeitam todas as religiões, não só o cristianismo, porque nenhuma delas tem provas. Sua religião é só mais uma entre milhares. A questão é simples:
- - Como um Deus perfeito, que sabe tudo, cria falhas e pune por isso?
Se busca a verdade, prove-a com respostas diretas. Não se esconda atrás de palavras e complexidade.
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"Nos tópicos 1 e 2 você comete a falácia da argumentação circular".
Não foi só em 1 ou 2, foi em todos. A pergunta principal estava implícita em cada um dos 7 parágrafos que escrevi para evitar qualquer desculpa ou desvio.
No fim, você mostrou que leu 2, desviou com textões, e está com medo de enfrentar a questão e suas próprias ideias.
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Deus é perfeito, nós somos imperfeitos porque temos livre arbítrio. Caso fossemos perfeitos, não poderiamos escolher entre o bem e o mal. E é isto que nos torna assim.