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Eli Vieira
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Jornalista e biólogo geneticista, autor de “Mais Iguais que Os Outros” (Avis Rara, 2025). Coautor das reportagens Twitter Files Brasil e Vaza Toga 2.

A professora Debora Diniz (Direito, UnB) teve muitas chances para mostrar que era razoável diante da crítica da Giovanna Laranjeira Panichi, uma menina de 19 anos que disse no Instagram que suas estatísticas de aborto induzido no Brasil eram falsas (500 mil por ano). Mas desperdiçou todas essas chances.

- Podia ter mostrado que é a favor da transparência, mas pediu sigilo para o processo abusando de sua condição de "ativista dos direitos humanos". A ironia disso é que, aparentemente, ativistas de direitos humanos têm mais direitos que outros humanos.

- Podia ter mostrado que é tolerante a críticas não abrindo o processo, mas abriu. A segunda melhor escolha era aceitar a derrota em primeira instância, mas ela recorreu. E, felizmente, foi derrotada novamente, o que é uma muito bem-vinda notícia sobre liberdade de expressão no Brasil, sabemos o quanto estamos precisando disso.

- Podia ter mostrado que, mesmo que esteja irritada, pede por punições proporcionais ao suposto crime de opinião de Giovanna. Mas não: Debora Diniz pediu R$ 50 mil de indenização da garota. Completamente alucinada, eu a imagino babando de raiva, como um animal infectado com o vírus da hidrofobia.

Fui aluno de uma disciplina de bioética da Debora Diniz, quando era graduando em biologia na UnB. Tinha grande respeito por ela. Em suas aulas, tratava de temas pesados como aborto e eutanásia, passando filmes, alguns dos quais são documentários bem feitos por ela própria. Sempre mantendo neutralidade. Mas a cabeça da Dra. Diniz, como a de muitos acadêmicos progressistas, não sobreviveu à onda do identitarismo e antipopulismo psicótico nos últimos dez anos, e se perdeu. Uma pena.

Fonte dos fatos elencados: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/debora-diniz-perde-processo-jovem-apontou-relacao-ongs-estrangeiras/

O que é lei no Brasil agora depende do humor de Alexandre de Moraes. Antes a multa pro acesso ao X por VPN era para todos, agora é para quem faz "uso extremado". No absolutismo é assim. Mas alegam que é democracia.

Muito cedo para os haters do Musk comemorarem. Uma empresa não é feita só de planos e sonhos.

E-Space: concorrente da Starlink no Brasil tem apenas três satélites em órbita (de mais de 8 mil mencionados na aprovação da Anatel)

https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/e-space-concorrente-starlink-brasil-apenas-tres-satelites/

Before softness: letter to student activists sent by Oxford's Wadham College in 1968.

Hipócritas: 30 dos 53 intelectuais de esquerda pró-bloqueio do X ainda usam a rede social

https://www.poder360.com.br/brasil/30-dos-53-intelectuais-de-esquerda-pro-bloqueio-do-x-ainda-usam-a-rede/

Alexandre de Moraes criou o bug do dinheiro infinito: primeiro, inventa uma lei na própria cabeça, como "perfis que fazem 'fake news' serão derrubados" (não está no Marco Civil ou qualquer outra lei, logo, ele criou, a "decisão" é um decreto-lei como os da ditadura). Quando alguém finalmente diz não para a ordem ilegal, ele multa. Daí, se o multado tirar sua empresa do país, ele inventa outra lei, "se uma pessoa tem ações em mais de uma empresa, todas essas empresas são um grupo econômico de fato", para continuar perseguindo seu desafeto. Então ele próprio congela as contas das empresas que ainda não saíram do país, rouba o dinheiro da multa que ele próprio aplicou, e descongela para parecer que é bonzinho (tarde demais). O resultado disso é que mais dessas empresas vão sair do país. E o parasita que vive de impostos vai percebendo que nem toda vaca tolera o carrapato para sempre.

“Trabalho no Congresso há 15 anos e nunca vi o Senado com tanto medo”, afirmou o assessor de um senador de esquerda que preferiu não ser identificado. Segundo ele, o senador é favorável à abertura do impeachment, mas “não pode” se posicionar abertamente.

https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/senadores-temem-opinar-sobre-impeachment-de-moraes/

Cinco congressistas dos EUA pediram ao secretário de Estado Antony Blinken que negue vistos ao ministro Alexandre de Moraes e outros juízes do STF brasileiro. Eles acusam Moraes de violar a liberdade de expressão ao censurar plataformas e dissidentes, alegando uma tendência autoritária no Brasil.

Leia na íntegra:

Congresso dos Estados Unidos

Washington, DC 20515

18 de setembro de 2024

Ao Honorável Antony Blinken

Secretário de Estado

Departamento de Estado dos EUA

2201 C St NW, Washington, DC 20520

Caro Secretário Blinken,

Escrevemos para expressar nossa profunda preocupação com a alarmante supressão da liberdade de expressão que está sendo orquestrada pelo Supremo Tribunal do Brasil, sob a liderança do Ministro Alexandre de Moraes. Recentes ações judiciais que visam a plataforma de mídia social X (anteriormente conhecida como Twitter), e seu proprietário, Elon Musk, são um claro ataque aos princípios da liberdade de expressão e representam uma perigosa mudança em direção ao autoritarismo em uma das maiores democracias do Hemisfério Ocidental.

Alexandre de Moraes está agindo como um ditador totalitário.

O Ministro Alexandre de Moraes tem um histórico bem documentado de restringir a liberdade de expressão, especialmente contra indivíduos e grupos com visões políticas conservadoras. Suas últimas ações representam a culminação de um padrão mais amplo de excesso judicial. A X, uma plataforma emblemática do discurso livre, foi injustamente visada, com Moraes ordenando o fechamento do serviço no Brasil com base em fundamentos legais questionáveis. Suas ordens judiciais não incluem apenas o banimento de certas figuras políticas das redes sociais, mas também amplas ordens contra veículos de mídia e ativistas críticos das decisões do tribunal. Esse excesso severamente prejudica as instituições democráticas do Brasil, colocando em risco o compromisso do país com a liberdade de expressão.

Nos últimos meses, o Ministro Moraes usou o Supremo Tribunal como uma ferramenta para silenciar dissidências políticas, visando desproporcionalmente vozes conservadoras. Investigações e ordens de censura foram sistematicamente direcionadas a legisladores da oposição, jornalistas e ativistas, suprimindo sua capacidade de se comunicar com o público. Em uma ação particularmente grave, o Supremo Tribunal do Brasil congelou as contas da Starlink, uma empresa pertencente a Musk, em um esforço para compelir o cumprimento de demandas não relacionadas à X. Isso não é apenas um ataque à liberdade de expressão, mas um abuso flagrante do poder judicial projetado para intimidar e coagir.

O Brasil é uma das maiores democracias do mundo, e precisamos mantê-lo assim.

Essas ações ecoam os traços característicos de regimes autoritários que manipulam sistemas legais para silenciar dissidentes, criando um efeito inibidor sobre a participação democrática e o diálogo aberto. A capacidade do tribunal de fechar uma plataforma global como a X não apenas afeta o cenário político no Brasil, mas também estabelece um perigoso precedente para outras nações na região. Como a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental, o Brasil fez progressos significativos em direção à consolidação de suas instituições democráticas desde o fim de sua ditadura militar em 1985. No entanto, as recentes ações de seu judiciário estão ameaçando desfazer esses ganhos democráticos duramente conquistados. Uma imprensa livre e aberta, junto com o direito de criticar autoridades públicas, é a base de qualquer democracia funcional. Sem essas liberdades, o Brasil corre o risco de retroceder ao autoritarismo.

A liberdade de expressão no Brasil deve ser protegida.

As repercussões da trajetória atual do Brasil se estendem muito além de suas fronteiras. Se uma nação tão influente como o Brasil pode efetivamente silenciar a dissidência e controlar o discurso político por meio de ordens judiciais arbitrárias, pode inspirar práticas semelhantes em toda a América Latina. A erosão da liberdade de expressão no Brasil pode estabelecer um perigoso precedente para a região, ameaçando a governança democrática em todo o hemisfério. É imperativo que os Estados Unidos tomem uma ação decisiva para defender os valores da democracia e da liberdade de expressão no Brasil. Devemos defender empresas americanas como a X e seus proprietários quando enfrentam perseguição ilegal, e devemos apoiar os princípios democráticos onde quer que estejam sob ameaça. É do interesse de segurança nacional dos Estados Unidos garantir que qualquer visitante ao nosso país não busque ativamente minar processos ou instituições democráticas. O Ministro Moraes e seus colegas no Supremo Tribunal do Brasil estão fazendo exatamente isso.

Portanto, pedimos respeitosamente que negue qualquer pedido de vistos ou admissão aos Estados Unidos, incluindo a revogação de quaisquer vistos existentes, para o Ministro Alexandre de Moraes e os outros membros do Supremo Tribunal do Brasil cúmplices dessas práticas antidemocráticas. Esses juízes extrapolaram seus limites constitucionais, e suas ações estão corroendo os fundamentos da governança democrática no Brasil.

Defender a liberdade de expressão e os valores democráticos não é apenas uma questão de princípio, mas de garantir a estabilidade a longo prazo do Hemisfério Ocidental. Confiamos que os Estados Unidos continuarão sendo um defensor firme desses ideais.

Atenciosamente,

Maria Elvira Salazar

Membro do Congresso

Rick Scott

Senador dos Estados Unidos

Carlos A. Giménez

Membro do Congresso

Christopher H. Smith

Membro do Congresso

Rich McCormick

Membro do Congresso

Sem planos de ebook pois a editora não costuma publicá-los, de propósito para evitar pirataria. E não pretendo não ser recompensado por mais de um ano de trabalho.

Brasileiros acharam que o X tinha voltado hoje ao Brasil. Mas é a nossa velha conhecida: a incompetência estatal.

"O Supremo Tribunal Federal (STF) está checando a informação sobre o acesso ao X por parte de alguns usuários. Aparentemente é apenas uma instabilidade no bloqueio de algumas redes", relatou a assessoria.

A cultura do cancelamento já gerou resultados piores que o macartismo.

Minha participação na série documental Unitopia da Brasil Paralelo.

https://video.nostr.build/472841e1cbceb50a7ecb7ac818e4ff0c5418842a117cc37346520e0238118f80.mp4

Primeiro episódio grátis: https://www.youtube.com/live/_WoQrVOc2SU?si=5GUan_hZqYqTKgsH

A Scientific American não é mais scientific, como dá para ver pela incapacidade dela de publicar algo honesto em questões em que o progressismo se opõe à honestidade. Mas é um erro claro que ela endosse mais uma vez um candidato à presidência dos EUA, como mostrou a Nature: o efeito sobre os eleitores do candidato endossado é nulo, mas os apoiadores do outro candidato perdem confiança nos cientistas e na ciência. Os ativistas progressistas travestidos de divulgadores de ciência precisam ser mais honestos: seu propósito é realmente aumentar confiança na ciência, ou é uma "solução final" de censura completa ou coisa pior aos apoiadores do populismo? Desconfio que a missão não declarada é esta última.

https://www.nature.com/articles/d41586-023-00799-3

Em nova vitória do ativismo pela devolução de artefatos de museus europeus, Dinamarca devolve ao Brasil o Manto Tupinambá de 300 anos. Já vem com pavio para queimar mais fácil no Museu Nacional?

Em foto inédita, ave ameaçada de extinção é vista pela primeira vez em 55 anos

https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/foto-inedita-ave-ameacada-extincao-vista-primeira-vez-55-anos/