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Eli Vieira
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Jornalista e biólogo geneticista, autor de “Mais Iguais que Os Outros” (Avis Rara, 2025). Coautor das reportagens Twitter Files Brasil e Vaza Toga 2.

Claudia Sheinbaum, a nova presidente do México, continua fazendo birra com a Espanha para que a antiga metrópole peça desculpas pela colonização. Ela está usando para essa birra sua cerimônia de posse, da qual desconvidou o rei da Espanha.

Uma sugestão para o rei da Espanha: exigir que ela peça desculpas pelos milhares de sacrificados pela cultura Mexica, parte dos Astecas, da qual o México moderno é o melhor representante.

Na capital Asteca, Tenochtitlán, havia por exemplo uma estrutura descrita pelos primeiros europeus a chegarem lá contendo milhares de caveiras humanas, montadas em uma enorme matriz de 35 x 14 metros no Templo Mayor, ladeada por duas torres também feitas de crânios.

Virou moda entre os "anticolonialistas" alegar que os colonizadores estavam mentindo. Mas escavações de 2017 confirmaram os relatos e acharam os crânios.

Então, quando a presidente vai pedir desculpas? Ou, melhor ainda, vamos parar com essa palhaçada de culpar os vivos pelos erros dos mortos?

Ref: https://www.science.org/content/article/feeding-gods-hundreds-skulls-reveal-massive-scale-human-sacrifice-aztec-capital

Contrato assinado, então dou a notícia: meu livro sobre identitarismo sairá em março pelo selo Avis Rara. Quando tivermos um consenso quanto ao título, informo vocês.

Sei que não faltam livros sobre o assunto ("wokismo") no mercado agora, diferente de quando comecei a escrever, mas já vi que minha abordagem é diferente de todas. Por exemplo, ao me debruçar sobre o que são, de fato, as identidades cooptadas pelo identitarismo, na segunda parte.

Pelo exame de como essas facetas da identidade foram abusadas, podemos evitar cair nos mesmos erros no futuro.

Tem lado, e é o lado das ditaduras e terroristas:

Governo veta compra de Israel para não ajudar na guerra, mas eleva em 75% importação da Rússia

https://www.gazetadopovo.com.br/republica/governo-veta-compra-de-israel-para-nao-ajudar-na-guerra-mas-eleva-em-75-importacao-da-russia/

Agricultura das formigas (cultivo de fungos) começou com o meteoro que matou os dinossauros

https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/agricultura-formigas-comecou-com-meteoro-matou-dinossauros/

Flávio Dino é magro.

Guerra é paz.

Liberdade é escravidão.

Ignorância é força.

Nunca se esqueçam da colaboração do Grovbo, o Pravda tupiniquim.

Nunca é demais repetir: uma das condições de Moraes para a volta do X ao Brasil é que o X ceda banindo contas dos exilados políticos perseguidos por Moraes. Esse banimento de contas inteiras, em vez de conteúdo infringente, é censura prévia, é ilegal e vetado pelo Marco Civil, uma lei feita há apenas 10 anos, quando todas as principais redes sociais já existiam. Ocorre que, há dez anos, o consórcio progressista imprensa-academia-burocratas não tinha eleito as redes sociais como seu inimigo, ou, como dizem cinicamente, "inimigas da democracia". Ainda não tinham a censura como sua causa sagrada. Agora têm. E precisam enfrentar uma oposição organizada em seu projeto totalitário.

Ética é difícil. Ninguém sabe se no fim das contas o melhor critério para julgar certo ou errado vem das consequências das ações, de seguir princípios pré-definidos, de cultivar virtudes ou de adorar seres sobrenaturais perfeitamente éticos.

Mas uma coisa eu sei. Israel não está automaticamente errado quando, ao se defender, gera mais mortos do que o número daqueles que perdeu há exatamente um ano, naquela manhã tenebrosa.

A insistência de que contagem de corpos nos leva às melhores conclusões sobre quem está moralmente errado ou certo não aumenta a força do argumento. É um argumento simplório, bruto, indigno de convencer cabeças mais sábias.

Israel nunca teve uma Constituição que previsse extermínio de árabes ou muçulmanos. O Hamas teve, contra os judeus. Israel está avançando na direção de reconhecer as liberdades dos LGBT. O contraste com o Hamas, o Hezbollah e o Irã não poderia ser mais marcado. Israel investe em ser alguma coisa mais que apenas um lar de judeus na humanidade, como se vê no retumbante sucesso de seu programa de start-ups e publicações científicas. O mundo islâmico ao seu redor desdenha dessas coisas e tem saudade das normais sociais de Medina no século VII.

Tento viver guiado por ponderação, temperança, sopesamento. Não faço adesão apaixonada a quase nada. Não me considero especialista no assunto. Mas se uma pessoa não se sente nem tentada a torcer pelo futuro de Israel, um futuro de paz, mas sem submissão às forças milenares do antissemitismo, parte das quais engrossam um antissionismo, eu questiono se essa pessoa tem os valores no lugar.

Rodrigo não ficou muito contente na última vez que postei esse trecho no Twitter. Meu palpite é que ele pensa que é uma tentativa de associá-lo ao "bolsonarismo", que ele abomina de um jeito que eu já disse para ele que é exagerado. Ele está cedendo demais ao pânico canhoto contra o "populismo", tanto que ele andou afirmando, com base no blog da Rachel Maddow, que J. D. Vance é um lobista de Putin, coisa que nem o dossiê feito pela equipe de Trump para tentar achar os piores podres de Vance antes de indicá-lo para a chapa sugeriu.

Quem diria, xingar todo mundo de fascista e defender a censura não dá voto.

Direita de Bolsonaro mostra força em todas as regiões; esquerda patina

https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2024/direita-de-bolsonaro-mostra-forca-em-todas-as-regioes-esquerda-patina/

O nerd Tom Scott já se aposentou do YouTube. Mas o que nunca vai se aposentar é a tarja de pânico que o TSE enfiou no vídeo dele em todo o território brasileiro para nos assegurar que ele está errado em duvidar do voto eletrônico.

https://youtu.be/LkH2r-sNjQs

Você já tomou bronca de um autor apenas por postar um trecho do próprio livro dele? Eu já.

“Em apenas 7,9% das democracias ao redor do mundo há o uso de urnas eletrônicas nos processos eleitorais. Apenas no Brasil e na Venezuela, no entanto, a urna é o único instrumento de contagem dos votos. Em 92% dos países os votos ainda são registrados majoritariamente em cédulas de papel – alguns poucos deles, é verdade, também usam a urna eletrônica como complemento, como é o caso dos nossos vizinhos Argentina, Equador, Peru e Paraguai.

E se a urna eletrônica é, por si só, pouco utilizada em todo o mundo, a nossa é ainda menos.

Há três gerações de urnas eletrônicas.

A terceira, e mais recente, tem tela sensível ao toque, impressora, além de um gravador e leitor de chips. Cada voto é registrado numa cédula de papel, que contém um chip de radiofrequência. O leitor óptico verifica se o chip coincide com o voto impresso. Em caso positivo, o eleitor insere a cédula em uma urna comum. Esse é o modelo que atende a países como Argentina, Equador e Israel.

A segunda geração é o modelo que introduziu nas urnas eletrônicas a possibilidade de emitir comprovante de papel. O modelo permite que os eleitores chequem os candidatos escolhidos antes de confirmar o voto. O papel fica na seção eleitoral.

A primeira geração é a mais antiga. A urna serve apenas para contar os votos eletronicamente, sem permitir verificação pelo eleitor nem recontagem dos sufrágios por não ter versão impressa do voto. O Brasil é o único país do mundo a usar esse modelo, o que torna a nossa urna eletrônica a mais defasada do planeta.

Em dezembro de 2017, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou os resultados de uma série de testes que o órgão realizou, envolvendo o trabalho de diversos especialistas em tecnologia da informação, para identificar possíveis falhas de segurança da nossa urna eletrônica. De acordo com o tribunal, foram detectados seis problemas durante os testes.

Não sem razão, numa pesquisa feita pelo próprio TSE, 20% dos eleitores brasileiros registraram total desconfiança nas urnas brasileiras (dando nota zero à confiabilidade do sistema eletrônico), enquanto 16% registraram confiança total (dando nota dez). E 38% deram notas de 0 a 4. A média geral foi de nota 5. Quanto mais estudado o eleitor, menor foi a confiança dele na urna.”

Rodrigo da Silva, 2018. Guia politicamente incorreto da política brasileira. Leya. Edição do Kindle.

Um regime político que não permite questionamento é mesmo democracia?