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ish4k
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ex-critor cyberanarqista. fugere urbem. neither left nor right. down. underground. 89A3H3AShWAB34q8QjPdgQDyiUFTUZuEvMugGRY9g7jdGPivHrH26EqTQSBGK1Tc4RgtaFeutTMWtMaPpFujbf6e7xMdvEP

pois o rothbard tá (de novo) redondamente equivocado: "Um corredor qualquer da FFLCH, Universidade de São Paulo, 1968: 'A Rosa Luxemburgo, quando aparecia no debate, era sempre como critério moral de radicalismo. E também era um teste para saber quem era autoritário e quem era libertário.'” antes disso, teve o jornal O Libertário, 100% brasileiro. e antes dele, os panfletos distribuídos na época do império, possoprocjrar depois. o mundo não começou ontem. libertarianismo não tem a ver com economia. economia é coisa de comunista e capitalista. libertarianismo é questão de ética. daí minha desconfiança quanto à oposição controlada. justo quando a guerra tava praticamente vencida com os cypherpunks e os movimentos antiglobalização, me aparece o rothbard -- não é que os brasileiros o desconheciam, ninguém no mundo sabia quem ele era, ou sabia e não respeitava. mas reiteiro: por mim, tanto faz. sem mais cisões.

impressionante como as palavras "naomi" e "fofa" conseguiram, só hoje, arrebatar pra causa "privacidade" mais ovelhas do meu círculo que nos últimos quatro anos. acho que já dei parabéns pro teu pai pela filha que ele criou? pois darei de novo.

não acho que ele tenha conseguido, não. conseguiu, isso sim, gerar ainda mais ruído, ainda mais confusão, ainda mais divisão. caquinha de pombo enxadrista mesmo, síndrome de patinho feio -- na melhor das hipóteses. na pior: oposição controlada. quem se dizia libertário nos anos 90 segue se dizendo, não vi mudança nesse sentido da parte de ninguém que conheço e/ou acompanho. vide assange. por mim, no fim das contas, tanto faz. importa são as antenas em riste. do resto, a própria vida se encarrega. não tarda. o futuro é libertário, sim, e distópico. ou se aprende a viver de forma mutualista, distante da urbe, ou vira gado. um homem não vence sozinho cem drones no mato. basta um drone pra mil homens numa smart city.

hahaha exacto

tu tá falando do famoso GADO?

posso usar o nome real? :3

o perigo mora justo na parte que não é, meio que nem telegram elevado à quarta potência.

perdão, vou ter de roubar isso. dou os devidos créditos, prometo.

e aí, justo no dia em que eu enfim consigo relaxar, após setecentas páginas em três semanas resumidas a seis mil toques em duas horas: me dá insônia. amigo sugeriu party monster. linguiça na airfryer. voltamos à programação normal. bom dia, vietnã.

então... meu ponto é: na revolução francesa, nem socialismo existia. nem sequer o embrião de algo como o socialismo existia, o que só foi surgir dali a cinquenta anos. os anarquistas se consideravam anarquistas. sem mais. no máximo, mutualistas e libertários, como expliquei. qualquer terminologia como "socialismo utópico" ou "socialismo libertário" só veio já com o socialismo em si, que entrou no vácuo do que era conhecido como "esquerda", formada na revolução por anarquistas, baixa burguesia e campesinos, todos contra o estado. foi marx quem, no manifesto comunista, pra "dividir" a esquerda, lançou mão de socialismo utópico, libertário etc, o que já circulava no meio antes de ser impresso já que eram todos considerados de esquerda e contra o estado. a divisão se deu justo pra frisar que os comunistas, ao contrário dos anarquistas, não queriam destruir o estado mas se apropriar dos meios de produção daquele. ainda assim: a pretensão foi por água abaixo quando o próprio marx viu que isso era furada. que não seria possível a transição do socialismo pro comunismo e que o que deveria ser feito, a exemplo do que anarquistas sempre disseram, era a destruição do estado, não a apropriação. ou seja: sem transição. ou seja: socialismo e comunismo já não tinham mais razão de ser, daí marx ter se "convertido" ao anarquismo. vale frisar novamente: todos eram de "esquerda" pois visavam destruir o estado, enquanto a "direita" queria a manutenção do estado, em menor ou maior grau.

pois é, conceito, significado dele, significante dos discípulos. ou seja: o que seria do peter sem déjacque, proudhon e marx? riso.

pelos bolcheviques, tu diz, rs. a história da humanidade é uma sucessão de cooperações e hackeamentos. por isso fico com a tradição: 1700 anos de anarquia.