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pollyanna
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Replying to Avatar Juls

Just sharing something personal I wrote this morning, more for my own release than anything else:

"It's a lot easier for me to forgive others than it is to forgive myself.

Someone asked me the other day, as part of a process, to make a list of people who had hurt me in my life. That was one of the most awkward things I’ve ever been asked to do - because, I just don’t remember. I don’t hold on to those things in such a way. Honestly? Sometimes I wish I did - but I’ve always tried to understand why people act the way they do, even if I wouldn’t, and especially I aim at understanding what part I may have played in it, if any.

I do connect certain reactions or feelings, when they arise, to past experiences or moments that left a mark in me, but for healing and processing, not blame. Ultimately, I don’t retain names or moments in a way that fits into a question like that.

My selective memory protects me, but at the same time, it doesn't do that with my own actions. I can point out when I hurt someone, directly or indirectly. I remember the moments I was told, and those I understood by myself. They are the biggest lessons for me.

A slight problem is, I may neglect my own context, how I was truly feeling at the time - and although that doesn't justify everything, is interesting to experience how I bring such understanding to others but not to myself. How I put myself aside to make space for someone else's truth. Both can co-exist.

I’m still learning that I need to be careful with how much blame I absorb, as sometimes I make myself responsible even when I don't have to.

I have to stay mindful of that - not only to avoid overcompensating, but to be kind to myself too." ❤️

All this to say, sometimes we must unlearn what is inherent to us.

#coffeechain #grownostr #self-reflection

❤️

há muitas formas de demonstrar vulnerabilidade.

pra mim é muito confortável falar sobre minhas emoções e o que elaboro a partir delas. pra outras pessoas isso é um ato de vulnerabilidade. me colocar vulnerável é falar do que penso que sei, é arriscar dizer algo que aprendi, é falar de um assunto ou ideia que tive sem ninguém ter me perguntado.

de todo modo, o que eu queria dizer é que a vulnerabilidade, de qualquer modo, me inspira.

em que tipo de ação você se sente vulnerável? e quando foi a última vez que você arriscou viver isso?

Replying to Avatar Matt

Faith has always been a personal thing for me. I was raised to be Christian, albeit, for whatever reason, never baptised.

I turned away from that path during my 20s, when things were happening which didn't sit well. I turned towards paganism.

11 years ago, I was in hospital again and I went to the chapel and sat and prayed. To who, or what, did'nt matter. I threw myself at the mercy of the universe and asked, 'surely it's time I had a chance'. In the months and years afterwards, my life improved.

8 years ago, an old friend who became a lover, albeit briefly, pulled me back towards the church. But then, over the course of several years, she struggled, badly and it made no sense to me; we'd catch up, 4 years later and she'd regale me with tales of her struggles.

I'd sit and talk to the void. I'd ask the Christian God, 'why would you let me have so much, do so much, when one of your followers, someone who truly believes, is left to suffer?'

I offered my own peace, so that she might find some herself. I even said I'd reconsider my position on faith if she could be granted peace.

Over the last 12 months, I've come to believe that more than anything, I need to reconnect, with my faith and with my local community and church. Yet I still hold back. I don't attend, because I don't know where I belong.

Last year, I was listening to this song, by Dax, called Dear God and it hit me hard. I think, hearing this, helped bring me back this way. I hope I'll find my church one day. Sooner rather than later, preferably.

https://youtu.be/nzCIeNhw8oE

this is such a beautiful story! ❤️ thank you for sharing.

maybe your biggest struggle is to see other people suffering and not being able to understand why and not being able to change that. and that's really hard, because it's something we can't control.

do you see you are struggling too? what you feel is also important. I can't find the words to say what I want, but I'm sending you a hug.

eu muitas vezes sinto minha fala meio deslocada dos acontecimentos. não em conversas com as pessoas, embora eu normalmente observe bem mais o que a pessoa sente do que o que ela diz.

mas aqui, por exemplo. eu acho esquisito eu falar de algo que vivi enquanto as pessoas estão falando de outras coisas que parecem ter mais relação entre si do que qualquer coisa que eu diga.

acho que eu tenho mesmo essa sensação de estar meio deslocada da vida, e que a expressão que surge dos meus desejos não compõe, não agrega, não nutre ninguém.

mas eu tenho achado cada vez mais brechas pra ser eu e me expressar e ver que eu não estou separada como nesses momentos insisto em acreditar.

ontem eu fui ao velório de um pai. era o pai do pai da minha cunhada. era um velório de alguém que viveu muitos anos e estava, por mais que doesse, entregue. tinha tristeza, mas era uma tristeza calma.

na sala ao lado, apareceram pessoas com camisas iguais, com a foto de um homem e a data de nascimento, dois anos mais novo que eu, e a data da morte. as pessoas não estavam tranqüilas. tinha sido uma morte inesperada, dolorida. eu queria abracá-los, me lembrei da morte do meu pai quando eu tinha 17 anos e foi mesmo dilacerante na época.

pouco antes eu tinha visto que alguém (eu sei quem, mas fico sem jeito de marcar a pessoa nesse post enorme) tinha comentado na nota que escrevi falando da morte do meu pai há alguns dias. mas nem tinha associado a nada.

na hora do enterro começou a tocar uma música e a letra trazia um filho conversando com o pai. e, nessa hora, eu, que fico questionando os papéis e nomes das coisas toda hora, senti a potência de ter esse nome para dizer da relação entre o ser que também nos deu a vida e tem uma força na nossa história independente do que vivemos juntos.

e eu fiquei chorando e sentindo o que chegava, querendo estar mais presente com a família, com minha cunhada e com meu irmão, mas fiquei mais distante, ao lado da minha irmã, vivendo ali o mistério dos encontros. com a mente mais agitada do que eu gostaria, dando menos abraços do que eu gostaria, mas contemplando a morte do pai, dos pais.

e meu vontade de compartilhar isso aqui. porque as interações aqui também levaram sentido e me ajudaram a integrar e sentir lá.

eu ia escrever no final dela (na verdade escrevi e apaguei) que você podia me falar se estivesse chata essa falação minha. que eu mesma estava me achando chata já.

fiquei bem feliz de ouvir sua experiência também. :)

eu que te agradeço!

também adoro falar sobre sonhos e ouvir sonhos dos outros e fazer perguntas sobre os sonhos pra ir investigando os significados.

também vivo isso com meus sonhos. eu tinha muitos pesadelos, até que eu percebi que tudo o que eu via nos sonhos era eu - e comecei a ver de verdade que eu sentia coisas que eu não queria ou achava errado sentir, tipo raiva, inveja e tantas coisas. aí comecei a observar o que eram essas coisas e ficou mais fácil acolher e me deixar sentir. e aí eu não tive mais pesadelos, só sombras que ficavam mais claras nos sonhos.

me trouxe algo pra meditar aqui. acho que é desafiador pensar no encerramento de algo, pra mim. sempre vejo camadas e mais camadas nas coisas. mas tem sempre pequenos encerramentos em tudo, a cada instante, né? "encerramento de algo" é bonito porque tem um mistério aí. porque não se tenta saber exatamente o que se encerra, mas tem o reconhecimento de uma transformação.

(eu tenho dificuldade de finalizar coisas)

nossa, não tinha pensado sob essa perspectiva. tem muitas perspectivas sobre a morte, né, pra mim ela segue no campo do mistério, mas ainda assim penso que não existe tarde demais. talvez para a perspectiva humana, né, de algo que poderia ser feito e não foi, do jeito que se imaginava. mas é que isso é uma ilusão, porque nunca nada é exatamente como imaginamos, mesmo quando fazemos o que planejamos.

ah, eu queria passar o dia escrevendo sobre essas coisas.

hahaha acho que nunca é tarde demais pra ver a verdade. talvez, quando uma verdade traz consigo o inferno, é porque ainda tem alguma resistência à verdade. pode ser que a verdade só tenha sido percebida racionalmente e não vivida de corpo inteiro com emoções e tudo o que ela traz...

foi bom fazer esse percurso, obrigada!

Replying to Avatar Dante

Só quis apresentar outra perspectiva, considerando que muitas coisas do que expomos acaba não sendo entendidas pelos outros e nem sequer abstraídas, como venho percebendo recentemente comigo mesmo e ao observar outras pessoas, mesmo ao falar de temas que as envolveriam.

Porém, na minha perspectiva, eu sempre tendo a um meio termo entre essas posições particulares e uma visão mais ampla das coisas, pois nós temos experiências em escala subjetiva (individual), intersubjetiva (coletiva) e objetiva (concreta), embora a depender da nossa personalidade e momento de vida, a gente acabe aflorando mais umas do que outras e não perceba tão bem as demais.

Por exemplo, eu incluiria também uma escala mais onírica (subconsciente) da experiência, sendo bem mais interpretativa, artística, abstrata e profunda, onde os poetas e outros artistas costumam estar mais presentes, criando analogias e interconexões, geralmente mais emocionais, para encontrar e produzir mais significado, beleza e profundidade na vida. Mas é um tipo de experiência geralmente bem mais distante das nossas necessidades físicas mais diretas e mais incompreensível até para quem busca ou as sente mais diretamente, e ainda menos perceptível e tangível, pelos outros.

Fora que buscar algo a mais na esfera interior pode também ser um caminho de via dupla (como em qualquer esfera de experiência), pode amplificar positivamente as nossas experiências mais diretas e realizações em algo mais significativo, mas pode também nos distanciar do lado mais prático e definido na vida, se tornando algo perigoso, como em uma fuga, um alheamento mais profundo ou em um conflito mais direto com as coisas.

quando a gente se abre pra isso que acontece entre as relações, os entendimentos diferentes ampliam a nossa perspectiva. se não ampliarem a nossa percepção sobre o assunto em si, trazem pistas do nosso modo de nos relacionarmos com o assunto. será que estamos falando algo que realmente vivemos na prática? será que o outro aponta para as nossas próprias lacunas? e nada disso é doloroso se estamos nesse espaço aberto. é apenas movimento.

eu acho que falo de um jeito muito abstrato, mas em todas as nossas interações aqui eu senti uma ampliação e uma tentativa de me trazer mais pra concretude das coisas. e eu realmente tenho uma tendência a ficar mergulhada em mim, mas isso não é a experiência desse espaço entre as relações, mas uma tentativa de capturar a minha própria singularidade, de ter total domínio sobre quem eu sou.

outro dia ficou mais claro pra mim o que é criar uma fala em um encontro. eu tive a experiência do que acontece entre uma pessoa e outra.

geralmente conversamos com alguém partindo das nossas percepções sobre a pessoa e das nossas próprias crenças e fixações sobre nós mesmos, e sobre temas diversos que nos acompanham.

quando nos soltamos disso tudo, com a clareza de a verdade nunca se perde, podemos encontrar esse espaço entre nós, que conversa também com o mistério e toda a abertura que existe em cada um de nós. e nos surpreendemos com o que surge da fala e com a nossa transformação.

temos medo demais de nos vermos outros. queremos a todo custo saber quem somos. e talvez seja isso o mais difícil em todas as conversas e tentativas de criar qualquer coisa.

when I see people and I don't feel like they are deeply embracing life, I remember to be here and listen to more than they are saying. but this can also be an external truth that I just believe and act accordingly - cause I don't think I'm that different from people who are not aware of what they preach, so I can just observe each moment. thank you for your words. I'm sorry if what I said was too confusing.

eu costumo derrubar as coisas com alguma freqüência. é tão comum que eu nem reparava. mas, este ano, depois de 8 anos morando juntos, meu marido começou a falar que toda hora que olha pra mim eu derrubo alguma coisa. e eu sei lá se é toda vez mesmo, mas agora sempre que eu derrubo algo ele me pede desculpas por ter olhado pra mim. eu fico achando graça, mas essa fala dele acaba provocando mais o meu aspecto desastrado e eu me vejo derrubando cada vez mais coisas.

eu queria ter conseguido contar essa história de um jeito mais legal. talvez, se ele aparecesse aqui e eu derrubasse o celular no meu rosto e apertasse várias teclas sem querer, desse pra quem lê achar tão engraçado quanto eu quando ele fala essas coisas.