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karakualker
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É tāo bom desenvolver atividades inúteis.

Fora o aperfeiçoamento intelecutal, físico, espiritual; encontrar hobbies que nāo sāo úteis de verdade é quase uma necessidade básica.

É tipo aquilo que fazemos nos tempos de escola, alguns desenhavam nos cadernos, escreviam letras de música, liam alguma coisa.

Nāo tinha nenhum motivo complexo para justificar essa açāo, só uma tentativa de fugir um pouco do tédio.

Tenho diversas áreas de interesse que nāo tem utilidade prática na minha vida e acabam virando formas de fugir do tédio.

Quando nāo tinha pressa para escrever, optava por escrever com a māo esquerda, nāo porque eu queria desenvolver meu cérebro ou seja lá quais sāo os benefícios disso, apenas queria fugir da pressa, me concentrar nas letras e matar o tempo.

Hoje tenho desenvolvido o hábito de registrar, as vezes escrevo, ou tiro uma foto, dependendo até gravo um vídeo falando com a câmera como se tivesse alguém alí assistindo.

Esse texto é um registro.

Onde vende? Amigo meu quer saber... 👀

Ainda bem que sou Vasco. 🙏🏻

Boa tarde, nostrianos!

Passei alguns dias sem aparecer por aqui.

Nesse tempo meu time se classificou para a final da Copa do Brasil. 🐒🐒🐒

Como vocês estāo?

Estou aqui para anotar as recomendações.✍🏻✍🏻✍🏻

Tenho lido livros de economia e da formaçāo das línguas.

Vai ser bom variar um pouco.

Parando para pensar, é bem provável que em uma versāo inicial do "Detectar idioma" do Google Tradutor tenha uma lista de palavras nos mais diversos idiomas associados a sua respectiva versāo no alfabeto fonético internacional.

De modo que, o tradutor apenas transcreva o que foi ouvido nessa linguagem fonética internacional e compare com a lista de palavras indexadas.

Na teoria é bem bonito, na prática esse sistema teria dificuldade de identificar o início e o fim de cada palavra e teria que ser recalibrado mediante o uso nas mais diferentes línguas.

Porém nada impede que isso tenha sido um protótipo ou tenha sido aplicado dessa forma em versões iniciais.

O alfabeto fonético internacional é uma das maiores invenções da humanidade.

Como pode um livro da década de 60 me falar como se pronuncia uma palavra em uma línguq que eu nem mesmo ouvi, com precisāo suficiente a ponto de ser compreendido nesse determinado idioma?

Poisé, o alfabeto fonético internacional é uma loucura.

Nāo vou dizer que é o caminho fácil, mas cara, que livro surreal.

Eu esperava que fosse ser bom e superou em muitas vezes minha espectativa.

O homem e as línguas de Frederick Bodmer é um livro fantástico.

É daqueles livros bem fundamentados e que te dāo uma base absurda.

A proposta do livro é: te tornar capaz de se comunicar (se expressar e compreender tanto oralmente quando ortograficamente) num idioma de sua escolha com baixo esforço e de forma autodidata.

Porém, seria completamente errado reduzir o livro a "apenas" isso. O livro é um guia sobre as mais diversas línguas, sejam elas modernas ou antigas.

O livro te faz entender similaridades entre línguas que a primeira vista nāo parecem ter nada em comum, sem deixar de explicitar diferenças críticas.

O leitor passeia por escritas desconhecidas para a maior parte das pessoas e começa a entender coisas que dāo aquela sensaçāo de "cérebro expandindo" a cada página.

Embora seja extremamente rico, o livro é um convite a continuar devorando suas páginas e claro, anotando tudo num caderno para nāo se perder kkkkk.

Quem tenha o mínimo de interesse em idiomas precisa conhecer esse livro.

Acho que hoje foi a primeira vez que alguém da minha família me deu permissão e confiança para ajudar com algo digital em casa.

Um parente foi hackeado alguns dias atrás, perdeu muito dinheiro e hoje falou com meus pais sobre isso.

Pelo que disseram, ele usava a mesma senha em vários lugares. Clássico. Talvez tenha vazado em um site menos seguro, talvez descobriram por força bruta ou por dicionário, mas a senha foi exposta e tentaram usá‑la em várias contas. Quase todas tinham a mesma senha.

Resultado: não levaram todo o dinheiro porque parte estava em outra conta com senha diferente e outra parte foi tava com outra pessoa.

Outro parente, meses atrás, também caiu em um golpe pelo WhatsApp, aqueles bots que se passam por conhecidos, pedem dinheiro com urgência e somem.

Eu já havia comentado com meus pais várias práticas que uso para evitar esse tipo de problema, como usar apps open source, boas práticas de segurança e gerenciadores de senha.

Normalmente eles respondem com um "Nossa, você é muito inteligente" e nada mais.

Dessa vez lembraram e pediram minha ajuda, mas não só um "Resolve aqui, filha", e sim conselhos e opções para aumentar a segurança.

Expliquei e aconselhei sobre vários pontos:

- Nunca clicar em links de e‑mail que dizem ser do banco, de cadastro ou promoção, nada do tipo.

- Nunca enviar dinheiro sem confirmar que é realmente a pessoa, mesmo que pareça urgente.

- Diminuir a exposição nas redes sociais, pois meus pais tinham perfis abertos com muita informação pessoal.

- Apaguei contas que não usavam, excluí muitos e‑mails, informações, fotos e vídeos, e deixei os perfis restantes no modo privado, para que só quem eles aceitem veja as postagens.

- O mais importante: usar um gerenciador de senhas.

Falei que uso KeePassDX, que é offline e local, e que faço backups em pen drives quando atualizo. Também disse que o BitWarden é seguro e mais prático por ser online.

Para minha surpresa, eles queriam usar o que eu usava. Foi um alívio.

Configurei dois bancos de senhas no KeePassDX, um para senhas e 2FAs menos importantes e outro para os mais críticos. Não queria fazer um super‑setup que complicasse tudo, mas tomei medidas suficientes para minimizar perdas. Depois comecei a ajustar o que precisava.

Foi inacreditável a quantidade de senhas fracas e repetidas que encontrei. Rede social, arquivos, bancos... a senha do Wi‑Fi do quarto dos meus pais, que estava salva no meu celular, era a mesma de duas contas bancárias.

Revisitei conta por conta, até o roteador, e troquei senhas por caracteres aleatórios, no máximo permitido: 16, 24, 32, 64 caracteres conforme dava.

Expliquei que o importante é memorizar uma ou duas senhas‑frase, algo como:

"MacacosNãoPodemVerTVDuranteACopaDoMundoDeUmPaísSó"

e acrescentar números ou caracteres especiais em posições aleatórias, sem trocar letras por símbolos previsíveis. Por exemplo "Maca%cosN7ãoPodemVe#...3648".

Configurei o celular deles para usar KeePassDX como padrão e habilitei biometria para facilitar. Depois de testar, disseram que era mais fácil do que pensavam e que facilitou muito. Eles ouviam "gerenciador de senha" e achavam complicado ou perigoso, mas não é.

E se alguém nunca usou gerenciador de senhas, não recomendo começar pelo KeePass.

Eu uso porque sei o que estou fazendo, monitoro e acompanho meus pais, mas para 99% das pessoas o melhor é o BitWarden: código aberto, seguro, online, acessível em Android, iOS, Mac, Windows e até extensão de navegador.

Não vem com 2FA na versão gratuita, mas dá para usar um app como Aegis no celular.

Uma opção mista funciona bem: BitWarden para senhas menos importantes e que precisam ser usadas em vários dispositivos, e KeePass como backup local no pen drive.

Ou só use tudo no BitWarden mesmo e tenha o KeePass como Backup.

Não macaqueie as coisas antes de aprender como funcionam. Você vai se embananar.

Se tiver um celular Samsung e for usar ambos, coloque KeePassDX e apps de banco dentro da Pasta Segura para mantê‑los isolados do resto do sistema.

Foi isso.

É estranho o receio de adultos em confiar em alguém mais novo para resolver essas coisas, ainda mais quando se trata de filhos ou filhas.

Talvez pensem "se eu der razão pra ela, não vai querer me escutar depois". Não sei se isso foi um caso isolado ou um começo de mudança, mas já é alguma coisa pelo menos.

🐒

Acredito que seja normal esse lado dos pais de nāo dar moral pro que a gente fala quando somos novos.

Nāo leve isso muito a sério, aos poucos vai conquistar esse espaço naturalmente, como conseguiu agora por meio dos seus conhecimentos em opsec.

Estou seguindo o seu exemplo. 👀

Nāo apareceu nada aqui nāo. Só o nostr:npub1vxd0dfst8ljvwva2egrpc53ve8ru78v8aaxfpravchkexmfmmu3sqnrs50 me cobrando sats.

Bicicletas elétricas devem acabar.

O brasileiro é incapaz de entender como utilizar um meio de transporte, é impressionante.

Minha cidade está infestada dessas bicicletas, de idosos a crianças, todos utilizam. Nāo é incomum ver duas pessoas por bicicleta.

Nāo respeitam sinais, andam pela calçada, andam na contramāo, vāo pro meio da rua.

Como se o trânsito nāo fosse caótico o suficiente, apenas com carros e motos.

É engraçado pensar que nāo conheço nenhum bitcoiner na minha cidade. Os meus amigos ainda que se dando por convencidos nāo abraçam o bitcoin, mesmo os que sāo pessoas bem acima da média profissional e intelectualmente. Isso me faz pensar que ainda é muito cedo.

Tenho muitos amigos entusiastas de tecnologia, (até por ser um) já apresentei brevemente nostr e simplex com entusiasmo e nada parece despertar nem ao menos curiosidade neles.

Desde que me tornei mais imerso em temas libertários, bitcoin e tecnologias open source, tenho muito mais em comum com pessoas que nem sei quem sāo do que com pessoas próximas que convivo por anos.