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Takasaki
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高崎 - Gunma - Japão

Tldr apenas um desabafo

Eh eu sei eu dei uma sumida, a princípio trabalho me pegou forte com várias coisas acontecendo e eu comecei a deixar tudo de lado para focar nisso

Mas junto eu comecei a refletir e como a cada 6 em 6 meses penso em alguma forma de criar conteúdo em vídeo sobre um monte de coisas pois eu tenho interesse em várias coisas e vontade de compartilhar esses vários assuntos que passam a minha cabeça

Eu já criei inúmeros canais no yt e fiz várias lives TB mas nada sai como quero e aí mais um canal deletado

Então eh tô nessa de novo comecei a escrever um roteiro (seria um vídeo de implementação criptografica), fiz o código tava tudo parecendo que ia dar bom dessa vez mas me saboto novamente e deleto o roteiro

O resultado então eh que o pouco tempo que tive esses dias virou pó mais uma vez

Bem eh isso um desabafo mesmo pois estou realmente frustrado

A ideia é escrever alguns posts conforme eu desenvolvo isso

A definição de site estático tem mais a ver com o fato de o site possuir ou não alguma lógica para exibir os dados.

Se os dados são fixos, ou seja, é preciso editar diretamente o HTML para alterá-los, então o site é considerado estático.

Muitíssimo obrigado pela donate, alegrou o dia

Aí começam as complicações. O Nostr, por si só, tem limitações que impedem a possibilidade de hospedar um site puramente dentro dele. Até mesmo as mídias que enviamos por aqui acabam sendo armazenadas em serviços externos, fora das relays padrão.

O que mais chegou perto de oferecer algo como uma “hospedagem descentralizada” de páginas estáticas foi o projeto IPFS, mas até hoje ele ainda se mostra bem instável para esse tipo de uso. Essa é uma área em que, infelizmente, ainda não temos uma solução...

cara eu nem sei o que dizer, eu nem esperava que ia ter donate com esse pequeno blog de código que to criando. Configurei uma carteira em minha conta. Mas sério so de pensar que alguém pensou em realizar uma doação por esse pequeno hobbie que estou fazendo já fez definitivamente tudo valer a pena

Estava pensando nas possibilidades de unir o Nostr com o WebRTC...

Só uma breve explicação para quem não conhece: o WebRTC é um protocolo nativo dos navegadores que permite conexões P2P (peer-to-peer). Ele possui várias limitações, sendo uma delas a necessidade de trocar algumas informações entre os clientes para conseguir estabelecer a conexão. Normalmente isso é feito por meio de um WebSocket.

Agora, sabemos que o Nostr também funciona sobre WebSocket. Então, criando um evento customizado no Nostr, seria possível usá-lo para estabelecer uma conexão via WebRTC. Com isso, a gente poderia ter algo parecido com um “UDP” entre os clientes.

Isso abriria espaço para tráfego de coisas com as quais o Nostr não lida tão bem, como arquivos, além de permitir videochamadas ou até mesmo jogos multiplayer mais intensos.

Com isso vou tentar essa semana fazer um pequeno um WeTranfers via Nostr e WebRTC para fins de teste.

pra mim hj ela é uma das minhas principais, no começo tudo parecerá confuso ainda mais se tu só tiver experiencia de alto nível, mas a perseverança vale a pena, ela é muito flexível e adaptável além de ter um ótimo desempenho

estava hj testando alguns frameworks frontend rust, mas fui inventar em atualizar meu ferramental, algo com o wasm-bindgen quebrou lindo

perdi a noite que queria realizar testes tentando ver alguma solução, achei em alguns sites para tentar colocar a dep web-sys na versão mais nova e referenciar no código

por fim funcionou, mas as vezes entendo o povo que diz que se ta funcionando n se deve mecher

Nos últimos dias, estive pensando nas mudanças que a internet sofreu ao longo do tempo. Sou de uma época em que ela estava saindo da fase experimental e começavam a surgir as redes sociais como conhecemos hoje. Nunca fui muito fã dessas redes, então aproveitei o que, anos depois, percebi serem os últimos resquícios de uma internet onde termos como internauta ainda faziam sentido. Naquele tempo, você realmente era um explorador: de um site chegava a outro, criava seu próprio mapa de navegação nos favoritos do navegador e se divertia em fóruns, chans, blogs, joguinhos de flash e muito mais. Era uma experiência completamente diferente da atual, em que abrimos uma rede social, ficamos presos nela por horas e encontramos tudo concentrado em um só lugar.

A internet da minha infância já morreu há anos. Hoje, a maior parte dela está dentro dos muros das redes sociais. Fóruns, chans, blogs e páginas independentes perderam relevância. Já não navegamos mais; até usar o Google se tornou difícil, pois fora das redes sociais existe um mar de sites ruins que se destacam apenas graças a táticas de SEO.

Tudo se transformou em aplicativos, serviços ou redes sociais, e as pessoas simplesmente aceitaram e ajudaram a erguer os monstros que vemos hoje. Se essas plataformas têm tanto poder, é porque, ao longo dos anos, entregamos a elas a função de serem nossa única porta de entrada para a internet.

A rede, que nasceu como uma ferramenta incensurável graças à sua arquitetura descentralizada e distribuída, hoje parece em estado terminal. Poucos sites concentram a maior parte dos acessos, e muitos deles dependem de uma única empresa — a Cloudflare — para serviços de CDN e proteção contra DDoS. Basta um problema nela para que grande parte da internet que conhecemos fique instável. É insano pensar que não foi o governo quem deu os golpes mais fatais, mas nós mesmos.

Trocamos tudo o que era descentralizado por versões centralizadas e agora sofremos as consequências. Mas ainda pode haver esperança. As bases da internet continuam resilientes: ainda estamos apoiados em ótimos protocolos, apenas esquecemos como usá-los e, principalmente, como navegar.

Não acredito que a internet vá morrer. As restrições que estamos vendo podem, inclusive, despertar o interesse das pessoas em aprender novamente o básico sobre o funcionamento da rede — desde o uso de sub-redes virtuais e privadas (VPNs) até a soberania sobre os próprios dados, com self-hosting, servidores locais de e-mail e soluções de armazenamento pessoal.

Este é um breve resumo da minha visão de mundo no momento — e também meu post inicial aqui no Nostr, onde pretendo me dedicar mais ativamente. Já estive por aqui antes, mas sempre com uma postura discreta. Agora decidi mudar: quero compartilhar conhecimentos e experiências do meu dia a dia, principalmente sobre as transformações que o mundo está vivendo e como podemos nos adaptar para não sermos controlados — nem pelas grandes empresas de tecnologia, nem pelos governos, nem por ninguém. Afinal, se não fizermos nada, em pouco tempo perderemos até mesmo o controle total de nossos smartphones e computadores.