Fui escutar algumas mĂșsicas dos anos 2000s, e percebi um certo "padrĂŁo" estranho. Em muitas dessas mĂșsicas, os artistas brasileiros cantavam em inglĂȘs:

- I don't know what to do - Tiko's GrooveđŸ‡§đŸ‡·

- Set me free - House BoulevardđŸ‡§đŸ‡·

- Can't get over - KasinođŸ‡§đŸ‡·

- Brand new day - Lorena Simpson e Filipe GuerrađŸ‡§đŸ‡·

- Clap your hands - RamadađŸ‡§đŸ‡·

Algum motivo especĂ­fico pra isso acontecer, ou foi sĂł uma moda passageira?

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Discussion

É a famosa coincidĂȘncia, sĂł que nĂŁo, como Renato38 tanto fala " se atĂ© bactĂ©rias reage a estĂ­mulos", imagina os bostileiros ĂĄ mĂșsica sendo o paĂ­s do samba!

Brasileiros decidindo cantar mĂșsicas 100% em inglĂȘs parece atĂ© meio estranho perto de algumas mĂșsicas de funk genĂ©ricas. Imagine ser um artista musical no Brasil, fazer mĂșsica em inglĂȘs, e dar certo. Me pareceu um estalo de inteligĂȘncia passageira.

Poderia ser a tal agulha no palheiro ou a chuva de verĂŁo.

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O saudoso maestro mineiro AndrĂ© Mattos foi um Ă­cone mundial, o cara talvez tenha sido o melhor tenor do Brasil em mĂșsicas populares, cantando heavy metal desde os 14 anos em inglĂȘs e chamando atenção atĂ© na Inglaterra, quase substituiu Bruce Dickinson quando ele deixou o Iron Maiden no começo dos anos 90. Mas a pressĂŁo por um cantor britĂąnico fez eles escolherem um cara que, mesmo sendo inglĂȘs, nĂŁo canta tĂŁo bem quanto cantava o mineiro e que ainda Ă© barĂ­tono. Os fĂŁs do Iron reclamam atĂ© hoje da fase Bayle, embora eu ame de paixĂŁo essa fase, a maioria detestou. Se fosse o AndrĂ©, talvez ele tomasse o lugar do Dickinson atĂ© hoje, se nĂŁo tivesse morrido.

Funk carioca nem pode ser considerado mĂșsica de fato. 99% deles nĂŁo tem nem instrumentalização. Que os grupos acappella me perdoem, mas mĂșsica, para mim, tem que ter instrumentos e saber tocĂĄ-los bem, bons arranjos, etc. Estilos ditos musicaia que sĂł tem base rĂ­tmica feita com batidas eletrĂŽnicas estĂĄ fora do meu conceito de mĂșsica. Sem falar que tomar emprestado o mesmo termo usado lĂĄ fora para definir o estilo musical vindo da mĂșsica soul, o verdadeiro funk, representado por James Brown, Jamiroquai, Tim Maia, no Brasil e outros, Ă© uma ofensa, porque alĂ©m de nĂŁo ter nada a ver, faz as pessoas terem preconceito de irem a um show do funk verdadero pensando que as pessoas que algum desses MCs drogadinhos de mente pervertida vai cantar lĂĄ. O nome verdadero dessa praga Ă© Miami Bass, e, imagine, nĂŁo Ă© nada original do Brasil, Ă© uma reprodução em lĂ­ngua portuguesa de uma poluição sonora exportada dos Estados Unidos para cĂĄ.

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NĂŁo sabia que essas primeiras duas mĂșsicas eram brasileiras.

Nostalgia. Lembro dos intervalos do ensino fundamental. Bons tempos.

AtĂ© o nome artĂ­stico era para parecer inglĂȘs.

Esse negĂłcio de cantar inglĂȘs existe faz tempo, muitos cantores pop gravaram discos em inglĂȘs nos anos 60 a 90 tambĂ©m, alguns usando atĂ© pseudĂŽnimos, vĂĄrios gravavam sempre mais de uma delas em seus discos quase em todo lançamento.

Isso acontece no mundo todo também, em vårios países onde a língua inglesa não é comum, sempre tem alguns querendo cantar na língua do tio Sam, compondo e interpretando.

Nada contra. Eu ouço mĂșsica em qualquer idioma, se for boa. NĂŁo Ă© Ă  toa que uma das mĂșsicas mais tops dos Beatles tem versos cantados em diversos idiomas - Sun King.

De vez em quando algum artista contemporĂąneo lança EP especial de uma mesma mĂșsica em vĂĄrias lĂ­nguas e a versĂŁo portuguesa Ă© que Ă© a piorzinha. Eu lembro que escutei o EP Girlfriend da Avril e, depois de ouvir a mesma mĂșsica vezes em vĂĄrias lĂ­nguas, principalmente em portuguĂȘs (que ainda era europeu, nĂŁo brasileiro), tomei raiva da mĂșsica e Ă© uma das que nĂŁo posso ouvir. E nĂŁo Ă© problema com portuguĂȘs, porque o Raul foi um cara brasileiro que mandava muito bem cantando em inglĂȘs, regravou seus conhecidos sucessos em inglĂȘs e fiquei preferindo a versĂŁo em portuguĂȘs mesmo, com exceção de Morning train que ficou melhor do que a versĂŁo do Trem das Sete.

JĂĄ tem gente que Ă© igual ao Joel Santana quando tenta cantar em inglĂȘs, aĂ­ Ă© estranho.

Cantar em inglĂȘs Ă© uma modinha que nunca passa enquanto ele for a lĂ­ngua mais falada do mundo. SĂł vai ser raro vocĂȘ ver ingleses cantando portuguĂȘs, mais raro ainda Ă© cantar bem. Nisso os brasileiros arrasam sobre os de fala inglesa, eles sĂŁo pĂ©ssimos intĂ©rpretes da nossa lĂ­ngua, mas temos Ăłtimos interpretes da deles.

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O pessoal aprendia InglĂȘs, FrancĂȘs e Espanhol na escola nessas Ă©pocas, minha mĂŁe diz que gostava muito de ler em FrancĂȘs... e se senĂŁo me engano o Raulzito morava ao lado do consulado americano, fez muitos amigos de lingua inglesa e claro era interprete do Elvis...

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Isso Ă© verdade. Fico pensando que ser poliglota deve ser muito legal.

Raulzito tinha um inglĂȘs impecĂĄvel, naquele disco dos maiores sucessos do rock, tem umas mĂșsicas que ele interpreta melhor que as versĂ”es originais e as que ele compunha eram legais de ouvir. Eu gostava muito de How could I know, atĂ© descobrir que a letra fala que Jesus Cristo nĂŁo vai voltar, mas nĂŁo deixa de ser uma mĂșsica cativante.

Eu tinha uma gravação pirata dele cantando Elvis e outros na adolescĂȘncia. Do tipo aquela gravação caseira de Good Rockin Tonight da abertura do Krig Ha Bandolo. Aquela gravação Ă© chata pra caramba, se uma pessoa ouvisse sĂł a primeira faixa para decidir se compra o disco, ninguĂ©m compraria, e ele Ă© um dos melhores discos nacionais que jĂĄ ouvi.

Se ele tentasse a sorte lå fora, acho que ele teria mais sucesso. Digamos que o Brasil não merecia ele, a maioria achava que ele fosse só um louco com uma guitarra na mão e ele teve até trabalho para conseguir gravadoras nos anos 80, também porque era pinguço e começou a mudar a voz. Mas foi e continua sendo ícone do Brasil.

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Era moda da epoca.

O albionĂȘs moderno nĂŁo chega nem a ser lingua.

Acredito que muito usavam o InglĂȘs para atingir o publico global, um caso de exemplo de sucesso Ă© o do Jorge Ben, apesar de anterior a 2000...

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Tem o caso curioso de um britĂąnico que veio conhecer o Brasil a convite de uma banda brasileira, Mutantes, e que acabou fixando residĂȘncia e formando uma banda aqui nos anos 70 e depois seguiu cantando em portuguĂȘs a carreira toda. Ritchie, aquele da Menina Veneno. Na banda Vimana, cantava ao lado de LobĂŁo e Lulu Santos. Engraçado que o cara tinha tudo para fazer um som em inglĂȘs e decidiu aprender portuguĂȘs para atingir os brasileiros, sendo que a maioria de nĂłs, mesmo que nĂŁo entenda nada, gostamos de mĂșsicas em inglĂȘs quando sĂŁo cativantes. Acho que o cara sĂł diminuiu seu alcance musical Ă  toa.

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Em relação a mĂșsica, acho que Ă© interessante absorver o mĂĄximo de vocabulĂĄrio possĂ­vel, principalmente o portuguĂȘs, escutar mĂșsicas no norte ao sul(percebi um vocabulĂĄrio bem interessante, que mescla-se com o Espanhol) e atĂ© portuguesa, por exemplo o Fado que Ă© muitas vezes triste, mas nĂŁo deixa de ser muito rico.

A maioria dos hits da Ă©poca eram em inglĂȘs a maioria das mĂșsicas nas rĂĄdios eram americanas cantores como lady gaga beyonce katy perry chrys brown rihanna estavam no topo das paradas no mundo inteiro talvez quiseram atingir um pĂșblico estrangeiro e cativar o pĂșblico brasileiro que gostava de mĂșsicas americanas e claro surfar na onda n sei nĂŁo entendo muito de mĂșsica apenas as aprecio kkkkk