É claro que as eleições é um concurso de popularidade, mas esse vender o sonho, chega a um momento de exaustão. O caso mais paradigmático foi a Argentina, tiveram que cair mesmo no fundo, depois foram para outra alternativa.
Nisso Milei foi muito cru e verdadeiro, disse que as reformas iriam ser duras a curto prazo e os resultados só viriam depois. Foi essa verdade, sem sonhos, sem promessas irrealistas, que o fez ganhar as eleições.
Nós em Portugal, estamos ainda muito longe desse fundo, mas estas eleições demoram que o povo quer uma mudança, não só na liderança, como no espectro político.
Isso sim foi a grande mudança, não foi apenas uma troca dos partidos do bloco central. O povo demonstrou uma cansaço de partidos de esquerda, querem uma mudança.
O grande problema é que o povo só elege deputados, quem realmente manda no país são os lobbies.
Por mais vontade ou intenção que o ministro tenha para reformar o país, vai sempre bater contra uma parede, os lobbies instalados.
Qualquer alteração que proponha, no dia seguinte nos telejornal, estão cheio de comentários, propaganda e desinformação dos sindicatos, ordens e outras associações.
A última vez que houve algumas reformas, foram devido à troika, interferência externa. Foi necessário cair no fundo, não existir dinheiro para pagar salários no mês seguinte, para fazer algumas reformas.
Este país é irreformável.