Pensei algo interessante agora... Será que não daria para criar Criptocities (regiões formadas dinamicamente, ocultamente agoristas e baseadas em criptografia) atualmente?

Quero dizer... Pelo conjunto de interações das pessoas e de forma dispersa, criar mecanismos locais e diretos, de relação voluntária entre os indivíduos, sem serem notados pelo Estado, principalmente no comércio, entrega de produtos e formação de comunidades. Como até certo ponto já pode ser feito só usando o Nostr ou o Simplex.

Por exemplo:

Cursos mais técnicos, presenciais, de ética libertária, defesa pessoal, liberdade e defesa digital (software e hardware) e autosuficiencia de recursos;

microindústrias dentro de casas para produzir e entregar itens de segurança pessoal e privacidade (em alguns casos por parte, para não ficar óbvio);

comunidades locais focadas em resolver problemas que a mentalidade coletivista causa ou não alcança, como em atividades voluntárias ou doações para a melhora de algo na urbanização local, na oferta de trabalho presencial, em negociações e encontros mais diretos.

Soube a algum tempo atrás de iniciativas que buscam usar de brechas legais, como no caso da fachada de instituição religiosa, para usar imóveis para reunir libertários e ainda pagar menos imposto.

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Discussion

Creio que já até exista células individualizadas por aí, talvez o foco poderia ser em fornecer um ambiente seguro para a apresentação e comunicação entre elas e a ampliação do alcance.

Seguindo de como fornecer apoio e conhecimento em novos indivíduos e começar a própria célula e em expandir.

Bastaria, a princípio, serem criado grupos locais e grupos intermediários para reunir as pessoas em seus interesses

Penso da mesma forma, temos de trazer o máximo de descentralização para a sociedade possível. Eles fizeram tudo por debaixo dos panos e enfraqueceram nossas instituições, é hora do troco.

Nos EUA tem a Ave Maria, uma comunidade de pessoas reunidas por propósitos em comum. Não são libertários mas é bem interessante o projeto. Eu acredito na eficácia de grandes condomínios com princípios bem definidos que atrairiam pessoas de pensamento semelhante, neste caso, libertários. Com negócios lá dentro e com moeda própria, além de comércio com outros condomínios. No Alphaville (da minha cidade) tem de tudo lá dentro mesmo. Sei de uma mulher na minha cidade que possui uma mercearia que funciona apenas dentro de condomínios.

O problema é que ser explicitamente um condomínio de libertários coloca tudo em um risco bem maior... Por isso, creio que haver um arranjo mais dinâmico e disperso é mais interessante.

De fato. Esse é um baita desafio.

Depende, ha possibilidades mas falta pessoas interessadas e com capacidade própria.

De nada adianta um bando de jovens com ideais, mas que não conseguem produzir nada no mundo físico.

Haha, essa é a questão: a maioria que está no Bitcoin e entendem como o sistema funciona, geralmente são os que nada produzem no mundo físico e vice versa.

O mais difícil mesmo é fazer isso dentro de um estado. Principalmente num socialistão como o Brasil. Não duraria muito.

Só não deixar o Estado saber, não?

🤔

Pra montar um condomínio teria que se ter uma grande quantidade de pessoas dividindo os mesmos interesses, com vidas as quais convergindo no local. Com acesso que sirva a todos etc.

O que o GPT disse a respeito:

Dá sim para criar "Criptocities" ou algo parecido com elas, sem necessariamente precisar de um território fixo e declarado. A chave para isso é usar tecnologias descentralizadas, criptografia, redes de confiança e um modelo de economia paralela e distribuída.

Como isso poderia funcionar na prática?

1. Infraestrutura Tecnológica e Comunicação Segura

Uso de redes descentralizadas como Nostr, SimpleX, Cwtch, RetroShare, etc.

Pagamentos exclusivamente em criptomoedas privadas (Monero, Bitcoin via Lightning, FediMint, Cashu).

Comunicações via criptografia ponta a ponta para evitar rastreamento estatal.

2. Microindústrias e Produção Descentralizada

Impressão 3D para peças e dispositivos de segurança/detecção.

Eletrônicos e hardware voltados para privacidade.

Produção local de alimentos (hidroponia, cultivo indoor, permacultura).

Equipamentos e conhecimento para defesa pessoal (treinamentos, acessórios).

3. Educação e Treinamento

Cursos práticos de defesa digital e autosuficiência.

Desenvolvimento de habilidades úteis: eletrônica, marcenaria, impressão 3D, hacking ético, agricultura urbana, medicina alternativa.

Grupos de estudo e debates sobre ética libertária, economia austríaca e agorismo.

4. Economia e Comércio Paralelo

Comércio peer-to-peer baseado em criptomoedas e escambo.

Marketplaces descentralizados que funcionem em redes privadas (via Tor/I2P).

Criação de moedas locais lastreadas em bens físicos (ouro, prata, energia, horas de trabalho).

5. Zonas de Encontro e Logística Discreta

Uso de condomínios fechados ou espaços semi-privados para encontros e feiras locais.

Estratégias de entrega descentralizadas: lockers criptografados, pontos de troca discretos.

Plataformas P2P de transporte e logística anônima (algo como um "Uber libertário").

Exemplos do Mundo Real

Free Private Cities (Titus Gebel) → Um modelo de cidades privadas voluntárias.

Liberland → Experimento de micronação libertária.

Parallel Polis (República Tcheca e Eslováquia) → Espaço 100% baseado em cripto e economia paralela.

Ave Maria (EUA) → Comunidade organizada em torno de valores comuns.

Galt’s Gulch Chile (fracassado, mas interessante como tentativa).

O que impede isso de acontecer em larga escala?

Dificuldade de coordenação inicial → Resolver o "efeito de rede" e atrair um número crítico de pessoas.

Atenção do Estado → Dependendo do tamanho, pode chamar atenção, exigindo mais descentralização.

Educação insuficiente → Muitas pessoas ainda não entendem como operar com privacidade e segurança.

Mentalidade dependente do Estado → Muitos ainda não querem largar a "segurança" do sistema tradicional.

Como começar algo assim?

Uma abordagem gradual pode ser mais eficaz do que tentar construir tudo do zero. Começar com grupos descentralizados organizados via Nostr/SimpleX, criar marketplaces locais em cripto, incentivar a produção paralela e estabelecer redes de confiança. O futuro das "Criptocities" pode ser um conjunto disperso de células descentralizadas, operando invisivelmente dentro do mundo regulado, como um "mercado cinza" crescente.

O cerne do problema são as pessoas.

Mais ou menos. Se as pessoas fossem um problema como um todo sequer estaríamos aqui, conversando sobre isso.

Fora que não precisa que tudo seja feito de uma vez. O ideal seria começar com algo mais tímido mesmo...

Tipo uma rede de compras, vendas e entregas de produtos mais recorrentes e comuns, sem registro e imposto. Como no caso de alimentos, como o tão falado café e outros itens básicos altamente taxados.

Até que não é difícil fazer cidades assim. O problema é que pra elas “prosperarem” tem sempre um líder autoritário e um dogma regendo tudo, coisa que pra gente não serve.

E essas experiências que eu citei sempre acabam dando merda, Jim Jones que o diga.

Esse modelo de cidade não é uma 'cidade instituição', portanto não tem por objetivo prosperar ou qualquer objetivo coletivo, mas sim resolver problemas.

Até porque, por base, só existem indivíduos e são estes que decidem prosperar ou não.

O prosperar está entre aspas.

Eu sei. Mas estamos falando de coisas diferentes. Não estou propondo um modelo social, estou propondo apenas uma forma de contato entre as pessoas.

É social pela interação, não precisa ter medo das palavras. Seria uma comunidade, por mais que sem contato direto e totalmente privado ainda são pessoas com interesses comuns fazendo trocas de forma livre e sem coerção.

Eu tô achando que já existe essa solução e que é só organizar direitinho. Todo mundo consegue se comunicar e fazer negócio de forma privada hoje graças a soluções criptográficas.

Quero entender melhor essa ideia pra eu não ficar respondendo errado, caso eu esteja.

Até onde pensei:

1. Precisam haver grupos de mensagem anônimos para cada localidade e entre localidades próximas (com o simplex dá para criar perfis independentes)

2. As pessoas nos grupos tem que ter real interesse de estabelecer trocas ou iniciativas, e buscar fazer / participar

3. Precisa se tornar hábitual, uma cultura no entorno dessas atividades para que isso se normalize e se desenvolva, senão acaba

Pra comunicação tem aplicativos sim, porém já que é pra criar algo descentralizado vale a pena investir em um rádio LoRa. Quantos mais melhor pra rede. Não depende de internet para se consumir e é só por texto.

Agora vamos ao que realmente interessa. Os bens que mais precisamos dificilmente são comercializados por pessoas com esse perfil, alimentos, combustível, energia elétrica, água potável e itens de higiene. Alimentos até da pra ver se um produtor local fornece e aceita pagamento com bitcoin. Tô vendo isso pra mim na minha região. O resto é muito difícil.

Da pra fazer. O problema é o volume, o ideal é fazer pequenas “vilas” que se conectam a outras. Com vila eu quero dizer um ou mais libertários que se conhecem e tem produtos de consumo como alimentos para vender e as outras vilas só se interligam por interesse comercial puro e simples.

Não vejo uma necessidade tão alta pra itens de defesa pessoal que justificaria uma produção contínua, não se pagaria. O negócio era produzir individualmente ou sob demanda.

Dito isso, na minha opinião dá pra fazer algo de imediato na sua vida atual mesmo, buscando gente que pensa o mesmo ou convencer comerciantes a aceitar #bitcoin. Buscar jeitos de pagar menos imposto com elisão ou até dando aquela sonegada marota já que vai usar BTC de forma descentralizada.

Ideia interessante.

Eu diria que já é possível. Por exemplo, se criarmos um app de emprego com uma informação pessoal vinculativa(tipo CPF), poderíamos ter um mercado informal de trabalho que burla o CLT e pj. A condição para fazer e permanecer na rede é não violar as regras, violar elas leva ao banimento permanente, e por isso é neceesário algo que vincule a pessoa de forma única e eterna.